O objetivo desse artigo é esclarecer o dilema sobre a possibilidade de perdas investindo em renda fixa. Também pretendo oferecer informações suficientes para você entender quais indicadores afetam cada um dos títulos do tesouro e a dinâmica de cada um deles.

Vou te contar tudo para que você consiga escolher e saber quando optar por cada título público.

Para tanto, vou utilizar os títulos do tesouro nacional para explorar o tema através de exemplos e comparações.

Pretendo descrever resumidamente o que são os títulos públicos, a dinâmica das taxas de juros e sua precificação no mercado futuro.

E, então, vou aprofundar um pouco mais sobre os títulos públicos federais, mostrando cada uma das modalidades de títulos oferecidas pelo Tesouro Nacional, suas vantagens, desvantagens, como investir e quando optar por esse tipo de investimento.

Quero começar com um tom mais amistoso e informal, simplesmente te descrevendo uma dúvida que sempre tive até iniciar a minha carreira profissional com investimentos em renda fixa.

Posso perder dinheiro investindo em títulos públicos?

Até então, acreditava que investimentos em renda fixa podiam render um pouco mais ou um pouco menos, mas que sempre proporcionavam ganhos.

Pensava que perdas só aconteciam investindo em renda variável.

Porém, isso é um grande engano que muitos investidores inexperientes cometem. Para minha surpresa e acredito que para a de muitos leigos no assunto, descobri que é possível sim ter perdas expressivas investindo apenas em renda fixa, que é considerada investimento de baixo risco.

Títulos públicos: o que são?

tesouro nacional - 1Os títulos públicos são emitidos pelo Tesouro Nacional, servindo como um instrumento de captação do Governo Federal para execução e financiamento de suas atividades, tais como educação, saúde, infraestrutura, etc.

Ou seja, os títulos públicos federais (TPFs) são dívidas do governo. No Brasil, devido a falta de conhecimento e de investimento em educação financeira, muitas pessoas acreditam que investir em grandes bancos é a forma mais segura. Mas isso não é verdade.

O governo funciona como uma empresa enorme, com grande geração de caixa e, por isso, possui menos risco que qualquer banco, por maior que seja.

No limite, o governo dispõe de outros instrumentos para pagar sua dívida como, por exemplo, aumentar impostos ou imprimir mais moeda.

Mas, então temos um dilema: se o governo pode imprimir moeda, por que tomar dinheiro emprestado?

Simplesmente porque se o governo coloca (imprime) mais moeda em circulação, a oferta de moeda aumenta e, por isso, seu valor (poder de compra) diminui, gerando inflação.

Logo, a saída para o governo é atuar como as empresas, tomando dinheiro emprestado ou aumentando impostos.

Títulos públicos: vale a pena investir?

Sendo considerado o investimento mais seguro do Brasil, os títulos públicos, em teoria, deveriam remunerar menos que qualquer outro investimento financeiro como a poupança, os CDBs, os fundos DI dentre vários outros.

Ou seja, nenhum investidor deveria aceitar qualquer alternativa de investimento que tenha expectativa de render menos que os títulos públicos.

Porém, aproveitando da falta de conhecimento da maioria das pessoas, os grandes bancos oferecem, muitas vezes, taxas de rentabilidade muito menores que o próprio governo.

Nesse caso, se os seus investimentos em poupança, CDBs (Certificado de Depósito Bancário), LCs (Letra de Câmbio), LCAs (Letra de Crédito do Agronegócio), LCIs (Letra de Crédito Imobiliário), LF (Letra Financeira), fundos DI ou de renda fixa estiverem rendendo menos que o CDI, vale a pena migrar para os títulos públicos.

Quanto a modalidade de título público, tratarei na sequencia desse texto.

Títulos públicos ou tesouro direto? Como e onde negociá-los?

Muitas pessoas ficam em dúvida se títulos públicos ou tesouro direto são a mesma coisa. Por isso abri esse pequeno espaço para te ajudar a resolver essa questão definitivamente.

Pois então, títulos públicos são títulos que podem ser emitidos por municípios, estados ou países. Na grande maioria das vezes, quando se ouve falar em títulos públicos no mercado financeiro, refere-se aos títulos emitidos pelo país, ou seja, os títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional.

Os títulos públicos são emitidos pelo tesouro nacional, servindo como um instrumento de captação do governo federal para execução e financiamento de suas atividades, tais como educação, saúde, infraestrutura, entre diversas outras.

o tesouro direto é simplesmente uma ferramenta disponibilizada pelo próprio tesouro nacional para você negociar (comprar e/ou vender) os títulos públicos federais.

Resumindo, você não compra tesouro direto, mas você negocia os títulos públicos federais através do tesouro direto ou através de qualquer outro sistema de home broker disponibilizado pelas corretoras ou pelos bancos.

Outros nomes frequentemente dados aos títulos públicos são: títulos do governo, títulos do tesouro (ou Tesouro Nacional) que aí sim é a mesma coisa.

Dinâmica das taxas de juros, os ciclos econômicos e sua interferência nos títulos públicos

volatilidade dos títulos públicosProvavelmente, quem investe ou já investiu em qualquer produto do mercado financeiro, seja a caderneta de poupança, um fundo DI, um CDB ou qualquer outro, ou mesmo quem acompanha o noticiário econômico, já ouviu falar na taxa básica de juros SELIC/CDI.

Existe uma ligeira diferença entre elas, mas nesse artigo, daqui para frente, tratarei apenas por CDI.

O CDI é a principal referência (benchmark) sobre as taxas de juros utilizadas tanto para remunerar os investidores do mercado financeiro como para cobrar os tomadores de crédito.

Essa taxa é atualizada a cada 45 dias e divulgada pelo BACEN (Banco Central do Brasil), após a reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária).

Acontece que olhar para o CDI “puro e simplesmente”, seria muito cômodo e simples e o mercado financeiro é muito mais complexo que isso.

Na prática, o mercado financeiro tenta antecipar os movimentos de elevação e diminuição da taxa de juros (CDI).

Para isso, diversos fatores políticos e macroeconômicos (serão temas para outros artigos) são levados em conta, pelos profissionais do mercado financeiro, na tentativa de projetarem os movimentos da taxa de juros de referência (CDI) da economia.

Essas projeções são extremamente complexas e para realizá-las esses profissionais levam em conta diversos indicadores da economia, por exemplo:

  • o crescimento da economia medido pelo PIB (Produto Interno Bruto)
  • a taxa de desemprego
  • a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preço do Consumidor Amplo – divulgado pelo IBGE) ou pelo IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado – divulgado pela FGV)
  • os índices de atividade da indústria e de serviços
  • os índices de vendas de diversos segmentos
  • a variação cambial (dólar)
  • dentre vários outros indicadores, incluindo interesses políticos, mais intensos em períodos próximos as eleições, como aumento de preços dos serviços de utilidade pública, salário mínimo, impostos, etc.

Por essa razão, uma coisa é olhar a taxa de referência da economia (CDI) e outra, bem diferente, é a precificação dessa taxa no mercado futuro de juros. Esta é negociada na BM&F BOVESPA de forma bem parecida com os títulos de renda variável, como as ações, e determinada pela média das estimativas sugeridas pelas instituições e pelos profissionais do mercado financeiro.

Fiz todo esse comentário no parágrafo anterior, pois como você verá na sequência desse artigo, qualquer um dos títulos públicos federais emitidos pelo tesouro nacional sofre impacto direto ou da taxa de juros de referência da economia determinada pelo BACEN (CDI), ou da inflação (IPCA ou IGPM, ver explicação destas siglas no paragrafo acima).

Quais os tipos de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional?

Nesse artigo vou me limitar a descrever apenas os 3 principais títulos públicos, que são: Tesouro Selic ou LFT, Tesouro Pré-fixado ou LTN e Tesouro IPCA + ou NTN.

tesouro diretoTesouro Selic ou LFT (Letra Financeira do Tesouro):

É considerado o título mais conservador do governo e, portanto, do mercado financeiro como um todo. É um título de renda fixa pós-fixado indexado a taxa básica de juros da economia (CDI).

A remuneração para o investidor é dada pela taxa CDI, diariamente, acrescida de ágio (acréscimo) ou deságio (desconto) no momento da compra ou venda do título, os quais estão diretamente correlacionados à demanda existente por esse título.

A LFT possui fluxo de pagamento simples, ou seja, o pagamento de juros e principal (valor investido) ocorre somente no vencimento do título.

Se o investidor desejar resgatar o investimento antes do seu vencimento pode fazer a qualquer momento. Esse título passou a ter liquidez diária.

Se houver deságio o investidor receberá, até o momento da saída, a Selic deduzida do deságio. No caso de ágio, receberá a Selic mais o ágio.

Explicando de maneira mais simples, não existe possibilidade de perda investindo nas LFTs. Como elas são negociadas no mercado secundário, o investidor receberá, durante o prazo em que o investimento for mantido, a Selic do período e talvez um pouquinho a mais ou a menos conforme a demanda e oferta desse título, mas nada relevante.

Como é um título pós-fixado (que acompanha a taxa de referência da economia), não existe risco de desvalorização ou perda.

É exatamente igual a um CDB ou um fundo DI, com taxa pós-fixada e liquidez diária, porém de emissão pública e negociado no mercado secundário. Por isso, se o CDB ou o fundo DI não renderem mais que a LFT, é melhor optar por essa.

A LFT é a melhor referência para comparar com a rentabilidade de emissões de renda fixa pós-fixadas de instituições privadas que devem pagar um pouco mais pelo risco adicional das mesmas em relação ao risco país (governo).

Tesouro Pré-fixado ou LTN (Letra do Tesouro Nacional):

É um título de renda fixa pré-fixado, logo sua rentabilidade é definida no momento da compra. Também possui pagamento simples. O resgate da LTN ocorre sempre a um valor predeterminado igual a exatos mil reais, sendo este o valor de face do ativo.

A remuneração do investidor será realizada através da compra do papel com deságio (desconto) em relação ao valor de face (esses mil reais). Dessa forma, investindo nas LTNs o investidor sabe exatamente quanto pagou e quanto vai resgatar no vencimento se permanecer com o investimento até lá.

Ou seja, necessariamente, antes do vencimento uma LTN valerá menos que mil reais. A diferença entre o valor de mercado (valor do título no momento da compra) e os mil reais (valor no vencimento) será a remuneração do investidor até o vencimento do título.

Porém, como essa taxa de desconto é pré-fixada (determinada no momento da compra do título) o valor de mercado desse título pode variar diariamente, sendo possível ocorrer prejuízo ao investidor.

Por exemplo, vou supor uma LTN com vencimento para daqui 1 ano pagando 15% ao ano. Logo o investidor pagará 870 reais por esse título (870 x 1,15 = 1.000 arredondando).

Passados 6 meses a taxa de remuneração passa de 15% para 20% e esse investidor decide vender a sua LTN. Então esse mesmo título passa a valer 913 reais (913 x 1,2^1/2 = 1.000). Mas veja que ele esperava um valor maior, pois 870 x 1,15^1/2 = 933.

Nesse exemplo o investidor deixou de ganhar 20 reais por vender o título antes do vencimento. Se o inverso acontecesse, ou seja, se passados 6 meses a taxa de juros tivesse caído para 10%, a LTN passaria a valer 953 e o investidor ganharia 20 reais a mais do que o esperado.

Ou seja, quando investimos em títulos de renda fixa pré-fixada, haverá oscilação no valor do título que vai depender da taxa de juros e do prazo de vencimento, podendo inclusive haver prejuízo se o investidor desejar vender os títulos antes do vencimento.

Dessa maneira, observe que quanto maior for a taxa de juros (CDI), menor será o valor da LTN e vice-versa. Por isso, ao investir em títulos pré-fixados, o investidor espera uma queda ou estabilidade na taxa de juros de referência da economia (CDI).

Por outro lado, se esperar até o vencimento, jamais haverá prejuízo. Pelo contrário, o ganho pode ser calculado no dia da aplicação e será simplesmente a diferença entre o valor pago pela LTN e mil reais que é o valor desse título no vencimento.

É exatamente igual a um CDB ou uma LC com taxa pré-fixada e liquidez diária, porém de emissão pública e negociado no mercado secundário.

Por isso, se o CDB ou a LC não render mais, é melhor optar pela LTN. A LTN é a melhor referência para comparar com a rentabilidade oferecida pelas emissões de renda fixa pré-fixadas, sem pagamento de juros periódicos, de instituições privadas que devem pagar um pouco mais pelo risco adicional das mesmas em relação ao país (governo).

Tesouro IPCA + ou NTN (Nota do Tesouro Nacional)

É um título de renda fixa com rentabilidade atrelada à variação do IPCA (inflação), acrescida de uma taxa de juros pré-fixada, determinada no momento do investimento.

Dessa forma, as NTNs garantem rentabilidade real, ou seja, a inflação (medida pelo IPCA) acrescida de uma taxa pré-fixada. Essa taxa pré-fixada é o juro real pago pelo título.

Assim como as LTNs, devido ao componente pré-fixado, as NTNs também podem gerar prejuízo ao investidor que desejar resgatar a aplicação antes do vencimento.

Caso necessite vender o título antecipadamente, o Tesouro Nacional pagará o seu valor de mercado, de modo que a rentabilidade poderá ser maior ou menor do que a contratada na data da compra, dependendo do preço do título no momento da venda.

As NTNs dividem-se em três grupos principais:

A. Tesouro IPCA + com Juros Semestrais ou NTN-B (Nota do Tesouro Nacional do tipo B):

Possui pagamento de juros semestral, o que gera renda periódica e possibilita reinvestimentos ao longo da duração do título.

Na data de vencimento do título, você resgata o valor investido atualizado pela inflação e acrescido do último pagamento de juros semestrais.

Uma variação da NTN-B é a NTN-C. A única diferença é que ao invés do IPCA (inflação oficial) a NTN-C utiliza o IGPM (inflação medida pela FGV) como índice de correção.

Como o Tesouro Nacional parou de emitir esses papéis, sua liquidez é muito baixa. As NTN-Bs são bastante parecidas com as debêntures IPCA + taxa pré-fixada, porém de emissão pública, e não pagam amortização, apenas juros semestrais.

Por isso, se a debênture (saiba mais sobre investimentos em debêntures neste link) não render mais, é melhor optar pela NTN-B. A NTN-B é a melhor referência para comparar com a rentabilidade de emissões de renda fixa IPCA + taxa pré-fixada, com pagamento de juros periódicos, de instituições privadas que devem pagar um pouco mais pelo risco adicional das mesmas em relação ao governo (país);

B. Tesouro IPCA + ou NTN-B Principal (Nota do Tesouro Nacional do tipo B Principal):

Se diferencia da NTN-B por ter somente pagamento de juros no vencimento. Possui fluxo de pagamento simples, isto é, você receberá o valor investido acrescido da rentabilidade apenas na data de vencimento ou resgate do título.

Em outras palavras, o pagamento ocorre de uma só vez, no final da aplicação. Logo, o fluxo de pagamentos é semelhante aos das LFTs e LTNs.

C. Tesouro Prefixado com Juros Semestrais ou NTN-F (Nota do Tesouro Nacional do tipo F):

É um título público de renda fixa pré-fixada, logo sua rentabilidade é definida no momento da compra do ativo. A NTN-F possui pagamento de juros semestral, que gera renda periódica e possibilita reinvestimentos ao longo da duração do título. Dessa forma, assemelha-se a uma LTN com pagamento de juros semestrais.

Títulos públicos: quando investir?

tesouro nacionalOs títulos públicos são muito recomendados ao pequeno investidor, aquele cujo capital investido é inferior a 10 mil reais.

Os títulos públicos também são interessantes a qualquer investidor que deseja fazer aportes mensais inferiores a 10 mil reais.

A partir desse montante, emissões privadas de bancos menores, através de CDBs, LCAs, LCIs e LCs, com proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), na maioria das vezes possuem taxas mais atrativas.

Os títulos públicos, através das NTNs, também são as melhores opções para garantir determinada taxa de juro pré-fixada por períodos mais logos.

Normalmente, até 10 ou no máximo 15 anos, é possível encontrar emissões privadas como as debêntures, CRAs e CRIs (saiba mais sobre esses investimentos nos links). Para prazos a partir de 15 anos, a única opção para o investidor costuma ser os títulos públicos através das NTNs.

Ou seja, após períodos de alta na taxa de juros, para garantir a alta taxa oferecida por um período mais longo, investir em NTNs de longo prazo (entre 15 e 35 anos) normalmente é uma excelente escolha.

Mas, vale ressaltar que quanto maior o prazo, maior será o ágio ou deságio desse título em relação as oscilações da taxa básica de juros da economia (CDI), conforme explicado e exemplificado anteriormente.

Usando um termo mais técnico, quanto maior o prazo de vencimento, maior a volatilidade dos títulos públicos com componente pré-fixado.

Por último, os títulos públicos através das LFTs são boas escolhas para o capital de liquidez imediata e baixo risco.

Normalmente as LFTs rendem mais que a poupança e que a grande maioria dos CDBs e fundos DI de grandes bancos. Porém, costumam render menos que CDBs de bancos menores com liquidez diária.

Para fins de reserva de emergência, não é recomendado a utilização de NTNs ou LTNs, pois esses títulos apresentam maior risco e até a possibilidade de perdas.

Títulos públicos: como escolher a melhor opção?

papéis do tesouroQuanto a questão sobre qual dos títulos públicos escolher, a decisão é mais complicada. Não existe um título melhor que outro. É muito mais uma questão do objetivo e necessidade de cada investidor.

Em ordem de risco, a LFT é o título público mais conservador. Por isso, recomenda-se a LFT para uma reserva de curto prazo e baixo risco.

A LFT é o único título público que não apresenta possibilidade de perdas (salvo se você supor que um dia a taxa de juros básica da economia será menor que a inflação, o que é extremamente improvável).

Na sequência, vêm as NTNs. Por possuírem taxa mista, ou seja, uma parte pós-fixada e outra parte pré-fixada, uma NTN de mesmo vencimento que uma LTN, deve possuir menos volatilidade (risco).

Além disso, ela garante a inflação acrescida de uma taxa pactuada no momento da compra do título. Então, se carregada até o vencimento as NTNs não apresentam nenhum risco, pelo contrário, garantem um retorno real (juros descontados pela inflação) pré-acordados.

As NTNs são indicadas para prazos mais longos, principalmente após períodos de alta na taxa de juros CDI. As NTNs de longo prazo, exatamente pelo período muito longo até o vencimento, são os títulos mais voláteis (cuja oscilação em relação ao CDI é maior) emitidos pelo Tesouro Nacional.

a LTN é o título de maior volatilidade para um mesmo vencimento. Parece estranho, pois a LTN oferece uma taxa pré-fixada. O risco então é de a inflação superar essa taxa, o que levaria a LTN a oferecer taxa de juro real negativa (juros nominais menores que a inflação).

As LTNs são indicadas quando a expectativa for de queda na taxa de juros de referência da economia brasileira, permitindo que você garanta no momento da compra uma rentabilidade pré-determinada por um período também previamente determinado (vencimento do título).

Títulos públicos: resumo das vantagens

1. Baixo risco: o governo é considerado em teoria o emissor de menor risco do país;
2. Alta liquidez: conversível em dinheiro no mesmo dia;
3. Aplicação mínima muito baixa: é possível investir pequenos valores;
4. Ampla diversidade de taxas e vencimentos: são bastante flexíveis.

Títulos públicos: resumo das desvantagens

1. Se adquiridos através do tesouro direto é cobrada taxa de negociação e taxa de custódia semestrais;
2. Para montantes um pouco maiores, a partir de 10 mil reais, é possível obter taxas melhores, através de emissões privadas com garantia do FGC, tão seguras quanto os títulos públicos.

Conclusão sobre investimentos em títulos públicos:

Com a leitura desse artigo você aprendeu:

  • Existe possibilidade de perdas investindo em renda fixa e mesmo em títulos do tesouro
  • O que são títulos públicos
  • Se vale a pena investir em títulos públicos de acordo com seu perfil e objetivos
  • A diferença entre títulos públicos e tesouro direto
  • Onde negociar os títulos públicos e o papel do Tesouro Nacional
  • Os principais fatores econômicos que influenciam a precificação e rentabilidade dos títulos públicos
  • Quais os títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional e as características de cada um deles
  • Quando investir em títulos públicos
  • Como escolher o melhor título do governo para investir, segundo seus objetivos e perfil de investidor
  • Principais vantagens e desvantagens dos investimentos em títulos públicos

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Sobre o autor

Daniel Guedine

Daniel Guedine é empreendedor, autor e co-fundador do Caminho para Riqueza, clique para ler mais...