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Título de Crédito Privado: os riscos, vantagens e como investir

Investimentos são sempre uma ótima opção para quem quer aumentar sua renda. O mercado oferece várias alternativas para os investidores e uma delas são os títulos de crédito privado.


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Quando uma pessoa aplica seu dinheiro em um título de crédito privado, ela empresta o montante para uma empresa, a qual pode utilizar essa quantia para financiar seus projetos. Em outras palavras, você vai investir o seu dinheiro para depois receber a amortização, que é o capital investido, acrescida de juros.

Esse tipo de investimento tem ganhado mais espaço no mercado financeiro, pois devido à crise econômica, as grandes empresas não estão conseguindo emitir suas ações e os bancos não têm oferecido boas opções de empréstimos, quando não rejeitam totalmente o empréstimo.

Isso faz com que as empresas tenham que recorrer à emissão de títulos de crédito privado para conseguir captar seus recursos.

Quer saber mais sobre esse tipo de aplicação? Este artigo vai mostrar a você quais são os riscos, as vantagens e como você deve investir nos títulos de crédito privado.

Continue lendo e confira!

Conheça alguns tipos de título de crédito privado

O mercado financeiro apresenta ao investidor alguns tipos de títulos de crédito privado para que ele possa analisar qual é a opção ideal para aplicar o dinheiro. Para te ajudar, separamos aqui três tipos para que você os conheça melhor.

Acompanhe!

1. CRA

Modalidade de investimento um tanto recente, o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) tem por finalidade incentivar o setor do agronegócio, atraindo recursos suficientes para financiar cooperativas e produtores rurais.

Isenção de Imposto de Renda

O CRA é um título de renda fixa que também tem isenção do imposto de renda. Geralmente, sua rentabilidade está atrelada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) ou indexada aos índices de inflação + uma taxa pré-fixada. Excepcionalmente pode oferecer taxa pré-fixada.

Garantias

Apesar de não contar com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), o CRA pode ou não oferecer uma garantia específica de cada emissão ao investidor, que pode ser um terreno, estoque de mercadoria, ou qualquer outro bem alienado em nome do “crasista“, pode ser um aval da empresa ou de um grupo controlador, uma fiança bancária dentre outras.

Taxas de retorno

Comparando com uma LCA, por exemplo, que também é um título isento de IR, a grande vantagem da maioria dos CRAs é oferecer taxas de retorno consideravelmente maiores. Algumas emissões chegam a oferecer 130% do CDI líquido de IR, enquanto que uma LCA raramente supera 95% do CDI. Além disso, a maioria dos CRAs tem liquidez diária, enquanto que as LCAs só têm resgate no vencimento.

2. CRI

O CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) têm, basicamente, a mesma função da LCI. Porém, a diferença entre elas é que a LCI é um título emitido somente pelas instituições financeiras, enquanto que o CRI é emitido por companhias securitizadoras.

Isenção de Imposto de Renda

A rentabilidade desse investimento pode ser referenciada no IPCA+taxa pré-fixada, no CDI ou mesmo taxa pré. É importante frisar que, ao contrário da LCI, o CRI não tem a proteção do FGC. Outro fator importante é que o CRI, assim como a LCI, possui isenção de imposto de renda. Para incentivar os investimentos no setor imobiliário, o governo “abre mão” do recolhimento desse tributo.

Com essa isenção, o investidor consegue pelo menos 15% a mais de rentabilidade quando comparado a outros investimentos tributados, como o CDB, por exemplo, o que torna o investimento ainda mais interessante.

Garantias

Assim como o CRA, apesar de não contar com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), o CRI pode ou não oferecer uma garantia específica de cada emissão ao investidor, que pode ser um terreno, um imóvel, ou qualquer outro bem alienado em nome do “crisista“, pode ser um aval da empresa ou de um grupo controlador, uma fiança bancária dentre outras.

Taxas de retorno

A grande vantagem da maioria dos CRIs é oferecer taxas de retorno consideravelmente maiores. Além disso, a maioria tem liquidez diária, enquanto que as LCIs só têm resgate no vencimento.

3. Debêntures Incentivadas

Nas debêntures, você emprestará seu dinheiro para grandes empresas para que elas possam captar recursos sem precisar recorrer as instituições financeiras. No caso das debêntures incentivadas, os valores captados são obrigatoriamente destinados para os projetos de infraestrutura (portos, rodovias, ferrovias, aeroportos, educação, pesquisa, energia, etc).

Juros semestrais ou anuais

Em troca, o investidor receberá o seu dinheiro de volta acrescido de juros, os quais são acordados no momento da aplicação. Algumas debêntures pagam juros semestrais, outras anuais. Mas raramente, podem pagar juros mensais ou apenas no vencimento. Além disso, podem ou não oferecer ao investidor amortizações periódicas, que também variam muito de título para título. Ou seja, podem periodicamente devolver parte do capital investido antes do vencimento.

Rentabilidade

Sua rentabilidade pode ser definida pelo IPCA + taxa-pré, percentual do CDI ou taxa pré-fixada. Seu vencimento é de no mínimo quatro anos. As debêntures incentivadas também são isentas de imposto de renda tanto no pagamento de juros como também no ganho de capital se houver.

Assim como os CRAs e CRIs, podem ou não oferecer garantias extraordinárias.

Aprenda quais são as vantagens do título de crédito privado

Risco menor

O título de crédito privado conta com um risco menor que o mercado de ações, por exemplo. Isso acontece porque os títulos de crédito privado têm oscilações menores em seus preços e, em casos de falência da empresa, os investidores dos títulos têm prioridade em relação aos acionistas.

Garantias reais

Além disso, por mais que esses títulos não tenham a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), conforme citado acima eles podem oferecer garantias reais, ou seja, alienação de plantas industriais, fazendas, contratos mercantis e fianças bancárias.

Compreenda seus riscos

Apesar das ótimas vantagens, o título de crédito privado também tem seus riscos como todo investimento. Entre suas principais desvantagens está a possibilidade de o emissor não ter como pagar os juros ou o valor investido no momento da aplicação em razão de falência da empresa, por exemplo.

Por isso, é muito importante que você faça uma boa diversificação dos seus investimentos. Assim, caso a empresa declare falência e não tenha condições de pagar aquilo que foi acordado, você terá outras aplicações que podem suprir esse prejuízo.

Outra opção interessante é analisar os relatórios de crédito emitidos pelas agências de rating. Essas empresas emitem relatórios informando os riscos de cada aplicação. As que possuem mais destaque no mercado hoje em dia são a Fitch, a Moody’s e a S&P.

Saiba como realizar esse investimento

Para fazer um investimento seguro é importante que, antes de realizar a aplicação, você leve em consideração os riscos de cada investimento e analise o histórico de pagamento da empresa em que você vai investir.

Depois disso, verifique:

  • a rentabilidade de cada título,
  • sua liquidez,
  • suas vantagens e desvantagens e, por fim,
  • opte pelo que apresentar as melhores condições de investimento para o seu perfil de investidor, seja ele mais arriscado ou mais conservador.

A prosperidade financeira é algo que todo investidor procura. Acertar na escolha do investimento proporciona mais tranquilidade e segurança na hora de realizar novas aplicações. Para isso, você pode contar com a ajuda de um assessor de investimentos.


Tire suas dúvidas e faça uma análise da sua carteira de investimentos com a ajuda de um profissional e investimentos. Agende um conversa.


Ele será capaz de te orientar melhor sobre quais são os investimentos mais indicados para você e, assim, diminuir os riscos da aplicação. O assessor também já está familiarizado com os mais diversos tipos de aplicações financeiras e tem mais facilidade na hora de ler e entender os relatórios emitidos pelas agências de rating.

E então? Gostou de conhecer mais sobre os títulos de crédito privado? Este artigo foi útil para você? Agora que você já aprendeu um pouco mais sobre esse tipo de aplicação, compartilhe as suas dúvidas e experiências! Deixe seu comentário aqui embaixo!

Danilo Guedine

Por Danilo Guedine

Educador financeiro, possui mestrado em finanças e é co-fundador do Caminho para Riqueza.

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