Dinheiro na mão é vendaval. Dinheiro na mão é solução. E solidão.

Existe um sábio conselho nos versos de “Pecado Capital”, grande sucesso do compositor Paulinho da Viola.

Conhecer os melhores tipos de investimentos é o caminho para não deixar seu dinheiro parado, sujeito a taxas, impostos, inflação, e assim, conquistar sua prosperidade financeira.

Mas, como alerta o famoso samba, aplicar seus recursos é uma decisão solitária, que envolve diversos riscos e possibilidades de ganho. Para ajudá-lo na busca por bons rendimentos, selecionamos informações preciosas sobre oportunidades que você pode aproveitar.

Planejar é importante para investir

O primeiro passo para quem deseja rentabilidade é definir objetivos e prazos. Acredite, saber claramente o que você pretende é o que vai te ajudar a manter o foco.

Desconfie dos bancos de varejo, nos quais os gerentes são cobrados por metas. Por causa disso, eles farão de tudo para influenciá-lo conforme os interesses da instituição.

O melhor a fazer é buscar uma assessoria de investimentos e, principalmente, focar no aprendizado financeiro.

Ao fazer uma aplicação, em tese, você está abrindo mão de um recurso temporariamente, esperando ser recompensado no futuro.

habitos de grandes investidores

Principais tipos de investimentos

São vários os tipos de investimentos financeiros. Apresento a seguir os principais tipos de investimentos.

Títulos Bancários

Quem contrai um empréstimo junto a um banco ou instituição financeira concorda em pagar juros pelo período entre a assinatura do contrato e a liquidação da dívida.

Por outro lado, é possível ser remunerado por “emprestar” dinheiro aos bancos.

Duas vantagens desta modalidade de aplicação são as possibilidades de liquidez e a segurança oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite de R$ 250 mil por emissor (banco).

A poupança é o investimento mais popular entre os brasileiros.

Independentemente do banco escolhido, ela tem regras estabelecidas pelo Governo Federal. Além disso, possibilita liquidez imediata: você pode fazer retiradas a qualquer momento, sem estar sujeito a penalidades.

Há que se considerar, no entanto, que a poupança oferece péssimo retorno. Dependendo de fatores como a taxa de juros oficial (Selic) e inflação, seus ganhos podem ser mínimos.

Outros títulos bancários que também oferecem boa liquidez (diária, semanal ou mensal) possibilitam melhor remuneração. O Certificado de Depósito Bancário (CDB), por exemplo, pode ser atrelado à taxa DI (depósito interfinanceiro) e se beneficiar com a alta dos juros.

Por outro lado, as letras de crédito são direcionadas a financiar setores específicos, como Imobiliário (LCI) e Agropecuária (LCA), e possuem regras semelhantes ao CDB.

Títulos Públicos

Muitos preferem a segurança de aplicar em títulos públicos. Eles são classificados como investimento de renda fixa. Isso significa que possuem condições preestabelecidas.

É considerado baixo o risco dos papéis negociados por meio do Tesouro Direto. O mercado avalia que seja pouco provável (mas não impossível) um calote do país.

Isso se deve à grande facilidade de geração de caixa com aumento de impostos e, até mesmo, emissão de moeda, por parte do governo.

Possuem rentabilidade muito melhor do que a poupança, e também podem superar aplicações como CDB, LCA e LCI.

Existem títulos públicos com taxa de rentabilidade pré-fixada, pós-fixada (que podem se beneficiar com variações da economia) e taxa mista (combinação de taxa pós-fixada + pré-fixada).

Títulos Privados

Uma boa alternativa para proteger seu investimento de tributação é aplicar em títulos privados que possuem isenção fiscal. Isso é possível em modalidades que o capital privado financia atividades estimuladas pelo Governo.

O Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) é favorecido por esta isenção. Possibilitando a captação de recursos para projetos de empresas do setor, oferece remuneração atrativa.

Cada emissor é livre para estabelecer o indexador de remuneração mais apropriado. Por exemplo, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais uma taxa pré-fixada.

Já o Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), regulamentado pela lei 9.514, é direcionado a financiar a construção e aquisição de imóveis. Seu lastro está na antecipação de recebíveis das parcelas de um financiamento imobiliário.

Outra forma de título privado é a debênture. Trata-se, resumidamente, de título de dívida no qual o investimento é um empréstimo a determinada empresa que não seja instituição financeira.

Sua remuneração é estabelecida no contrato e pode ser pré-fixada, pós-fixada ou híbrida. Algumas debêntures oferecem a opção de conversão em ações da empresa tomadora.

As debêntures incentivadas são destinadas a projetos de infraestrutura, por isso contam com isenção do imposto de renda. O mesmo não acontece com as debêntures comuns, que possuem tributação inversamente proporcional ao período da aplicação.

É importante salientar, no entanto, que em contrapeso às isenções tributárias pelas quais são favorecidos, o CRA e CRI, bem como as debêntures, não possuem garantia do FGC.

Normalmente, estas emissões oferecem “garantias reais” ao investidor, ou seja: ativos físicos das empresas emissoras, contratos comerciais, fianças bancárias, entre outras.

Fundos de investimento

Imagine um condomínio: cada um é proprietário de sua unidade, mas todos os participantes estabelecem condições de convivência e cooperação.

O exemplo ajuda a entender como funcionam os fundos de investimento, que possibilitam a um grupo de pessoas aplicar conjuntamente seus recursos.

As normas são previstas no Estatuto Social ou Regulamento, em comum acordo entre os cotistas. Além disso, os fundos podem ser fechados ou abertos, a diferença está nas condições de retirada do capital.

A seguir, saiba mais sobre alguns dos tipos de fundos:

  • Fundo referenciado (os chamados fundos DI): buscam superar o CDI investindo em produtos como os TPFs e qualquer título de renda fixa pós-fixado. É a classe de fundo mais conservadora. É uma boa opção para o investidor que não tem recursos suficientes para fazer uma carteira de CDBs, LCAs, LCIs, LCs e quer ficar exposto em juros pós-fixado;
  • Fundo de renda fixa: buscam superar o CDI investindo em produtos financeiros como CDBs, TPFs, debêntures, CRIs, CRAs, FIDCs dentre outros. Depois dos fundos referenciados, é a outra classe de fundos mais conservadora. É uma boa opção para o investidor que não tem recursos suficientes para fazer uma carteira de CDBs, TPFs, debêntures, CRIs, CRAs, FIDCs dentre outros e que ficar exposto em produtos de renda fixa mais sofisticados;
  • Fundo de ações: buscam superar o IBOVESPA investindo em produtos de renda variável como ações, opções, futuros etc. É uma classe de fundo de maior risco que as duas anteriores. É uma boa opção para o investidor que não tem recursos suficientes para fazer uma carteira de ações e quer estar exposto em renda variável (bolsa de valores);
  • Fundo cambial: buscam superar a desvalorização do real (ou alta do dólar) investindo em moedas. É uma classe de fundo de risco equivalente aos fundos de ações. É uma boa opção para o investidor que necessita proteção ou quer apostar na alta do dólar (desvalorização do real);
  • Fundo multimercado: são fundos que misturam os diversos produtos financeiros e podem dar um foco especial a qualquer uma das classes anteriores. Assim, existe fundo multimercado muito conservador (sem risco) até muito agressivo (arriscado). É uma boa opção para o investidor que não tem recursos suficientes para fazer uma carteira pulverizada nos diversos mercados anteriores e prefere deixar a gestão na mão de um profissional.
  • Fundos de Índices (ou Exchange Traded Funds – ETFs), que podem ser negociados na Bolsa de Valores e possibilitam adquirir uma cesta de ações na mesma operação. Neste vídeo Daniel Guedine fala em mais detalhes sobre ETFs;
  • Fundos de Investimento Imobiliário (FII), voltados a imóveis rurais ou urbanos, para fins comerciais ou de moradia. Assista este vídeo, 4 minutos somente, onde Daniel Guedine deixa uma rápida e esclarecedora orientação sobre este investimento.

Assista ao vídeo que gravei sobre FIIs e onde entro em detalhes ao abordar vantagens e como investir.

Guia para escolher o melhor fundo de investimento e construir riqueza

COE (Certificado de Operações Estruturadas)

Um produto que ainda começa a se popularizar no Brasil, particularmente a partir de 2015, quando passou a ser disponibilizado pelas corretoras e apresenta características interessantes é o COE.

Ele reúne, na mesma aplicação, um pacote combinando ativos pré-fixados e derivativos. Desta maneira, se torna adaptável ao perfil de cada investidor.

Contudo, essa aplicação não é garantida pelo FGC. A instituição financeira que emitiu o Certificado de Operações Estruturadas é responsável por honrar os pagamentos.

Diversas formas de investir

Agora que está de posse de todas essas informações sobre as diversas formas de investir no mercado, você já tem uma base para aprofundar seu aprendizado a respeito das alternativas que mais despertarem seu interesse

Quer ficar por dentro de mais orientações e dicas para dominar o mercado de investimentos financeiros?

Assista nossos vídeos no YouTube e aprenda muito mais.

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Sobre o autor

Caminho para Riqueza

Caminho para Riqueza é um blog de educação focado em investimentos financeiros.