Tesouro direto e fundo de investimento: entenda as principais diferenças

Veja este exemplo… Marcos tinha um bom emprego, salário interessante e a intuição de que poderia multiplicar seu patrimônio se entendesse mais sobre mercado financeiro. A falta de conhecimento, entretanto, fez com que ele perdesse muito tempo mantendo suas economias aprisionadas no marasmo da caderneta de poupança, no lugar de investir em tesouro direto e fundo de investimento, entenda as principais diferenças.

Durante os anos, em uma tentativa de mudar sua história e buscar independência financeira, Marcos passou a ler mais sobre o mercado. Percebeu que nomes como CDB, LCI/LCA, Tesouro Direto e fundo de investimento eram assuntos constantes na roda de amigos, no telejornal e até no happy hour.

A antes escuridão sobre o mundo das aplicações financeiras deu lugar a muito estudo e à descoberta de um oceano de oportunidades. Marcos aprendeu um pouco sobre macroeconomia, tipos de ativos e recorreu a uma assessoria de investimentos para formular estratégias vencedoras.

Após alguns anos, vieram os resultados: carteira de investimentos diversificada, rentabilidade muito acima da poupança e multiplicação do patrimônio. Estamos falando de Marcos, mas poderíamos estar falando de você.

Se você, como o investidor citado acima, também tem interesse em mudar a história de suas finanças pessoais, este é o momento. As próximas linhas vão mostrar-lhe tudo sobre Tesouro Direto e fundo de investimento e a diferença entre eles.

Tesouro Direto, a menina dos olhos de 1,5 milhão de brasileiros

Por oportuno, não é possível começar sem lembrar que o Tesouro Direto acaba de bater uma marca histórica: segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, o programa superou, em julho de 2017, a marca de 1,5 milhão de investidores, recorde desde sua criação, em 2002.

Mas o que é Tesouro Direto? Por que tanta gente fala sobre esse investimento?

Vamos lá: Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional lançado para permitir que pessoas físicas comprem títulos públicos através da internet ou via banco/corretora de valores. O governo emite títulos para financiar suas atividades; assim, quando você os compra, é como se você se tornasse credor do Estado.

Ficou desconfiado, né? Aposto que pensou algo como…

Ah, mas então deve ser muito perigoso levar calote do governo, não?

Não. Diferentemente da dívida externa, ainda que o país entrasse em colapso, o governo poderia quitar sua dívida interna simplesmente emitindo mais papel-moeda. Obviamente, isso resultaria em elevação da inflação, mas, independentemente disso, você seria pago. É por isso que esses títulos (do Tesouro Direto) são considerados de baixíssimo risco de crédito (calote).


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Tipos de títulos do Tesouro

Indexados à Selic

É o caso do Tesouro Selic. Excelente ativo para momentos em que a Selic está em tendência de alta (quanto maior a taxa básica de juros, maior sua rentabilidade). O Tesouro Selic é considerado o ativo financeiro de menor risco no mercado e tem liquidez diária.

Indexados à inflação

Ideal para cenários de queda de juros e alta inflacionária. A rentabilidade desses títulos é definida por uma taxa prefixada, acrescida da variação da inflação medida pelo IPCA. É o caso do:

  • Tesouro IPCA + (NTN-B Principal), que paga juros no vencimento, e do;
  • Tesouro IPCA + com Juros Semestrais, que paga juros a cada 6 meses.

Prefixados

Se a Selic está em queda e a inflação controlada, há ainda uma 3ª opção. Nesses papéis, a rentabilidade é definida no ato da compra dos títulos.

Exemplos:

  • Tesouro Prefixado (LTN), que paga juros após o vencimento dos papéis e;
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F).

Mas calma, já vamos entender a diferença entre Tesouro direto e fundo de investimento. Antes, entretanto, é preciso entender o que são esses ativos.

Fundos de investimentos: comodidade, gestão profissional e diversificação

Fundos de investimentos são carteiras de aplicações em ativos diversos, geridos por um gestor especializado, certificado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que administra um conjunto de recursos de inúmeros cotistas (investidores). Os lucros são divididos proporcionalmente. Segundo pesquisa do Valor Econômico, em 2015 o país tinha quase 15 mil carteiras de fundos de investimentos.

Estes são divididos em 5 classes:

Referenciados (DI)

Fundos extremamente conservadores, com um mínimo de 80% de títulos públicos federais ou títulos de renda fixa privados de baixo risco. Esses fundos buscam acompanhar a variação da Selic/CDI e, por isso, são favorecidos por um cenário de alta de juros.

Renda Fixa

Ao menos 80% da carteira é formada por títulos de renda fixa prefixados/pós-fixados. Ao contrário dos fundos DI, os fundos de renda fixa podem se beneficiar de cenários de redução de juros.

Multimercados

Mais arrojados, esses fundos diversificam seus investimentos em ativos de renda fixa e renda variável (ações, câmbio, taxa de juros, derivativos, CDBs, Tesouro). São fundos de maior risco.

Ações

Os fundos de ações possuem, no mínimo, 67% de sua carteira em ações negociadas em Bolsa. Buscam superar o Ibovespa. Possuem risco elevado, porém, maior potencial de ganho no longo prazo. Indicados a quem está focado no longo prazo, pois eventuais perdas no curto prazo podem ser corrigidas ao longo do tempo.

Cambial

São fundos formados por, no mínimo, 80% de ativos relacionados à variação de moeda estrangeira (geralmente dólar) ou a uma taxa de juros (cupom cambial).

Quais as diferenças entre Tesouro direto e fundo de investimento?

Aporte mínimo

Neste quesito, o Tesouro Direto sai em vantagem, pois o programa permite aplicações a partir de R$ 30,00. Já o aporte inicial dos fundos varia, mas é possível investir a partir de R$ 500,00, conforme tabela no site da XP Investimentos.


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Carência/liquidez

Os papéis do Tesouro possuem liquidez diária porque o próprio Tesouro Nacional recompra títulos diariamente. O pedido de resgate é processado em até 1 dia útil.

Quanto aos fundos de investimentos, existem o que possuem liquidez diária (sem carência) e os que preveem em seu regulamento prazo de carência para resgate dos recursos dos mais variados. Desde 1 dia até mais de 1 ano.

Taxas

No Tesouro Direto, você pagará 0,30% a.a. (ao ano) sobre o valor dos títulos (taxa de custódia). A instituição financeira também pode cobrar uma taxa anual ou por operação (a maioria isenta o investidor dessa cobrança). Caso queira saber se sua corretora cobra alguma taxa, é só checar aqui!

Já os fundos de investimentos possuem uma taxa de administração, que varia bastante segundo o valor aplicado e o tipo de fundo (entre 0,4% a.a. e 2% a.a, em média).

Alguns fundos ainda podem apresentar taxa de performance, uma taxa extra cobrada sobre a parcela da rentabilidade do fundo que excedeu o índice de desempenho (benchmark) buscado.

Tributação

Tesouro Direto e fundo de investimento possuem regras de tributação similares, utilizando como base a tabela regressiva. Na página da XP Investimentos, você encontra o detalhamento da tributação dos fundos de investimentos e na do Tesouro, as regras de IR destes títulos públicos.

Rentabilidade

Não é possível cravar a melhor opção em rentabilidade, especialmente porque a performance dos fundos varia segundo a classe e o talento do gestor. Embora os títulos do Tesouro costumem apresentar boa rentabilidade (sobretudo os lastreados à Selic, em épocas de juros altos), existem fundos que apresentam desempenho anual acima de 50%.

Quer saber mais sobre seu perfil de investimento?

Diante do apresentado, você percebeu que ambos são excelentes investimentos, no entanto, existem muitas configurações possíveis. Assim, antes de escolher entre Tesouro direto e fundo de investimento, recomenda-se recorrer a uma assessoria de investimentos para descobrir seu perfil de risco e os fundos/títulos públicos mais adequados aos seus objetivos.

Entre em contato conosco e teremos o prazer em lhe ajudar a formular a melhor estratégia de investimento para você!

Caminho para Riqueza

Por Caminho para Riqueza

Caminho para Riqueza é um blog de educação focado em investimentos financeiros.

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