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Templeton e o Museu da Natureza na Serra da Capivara no Piauí

Como podemos relacionar Templeton e Marcello Dantas? Ambos investiram ou investem pesadamente no Japão. Com uma atenção aos detalhes Marcello é um criador de museus, mas tem muito em comum com um investidor como John Templeton.

Criador de museus

Marcello Dantas é um curador de arte contemporânea e criador de museus, ele faz isso há 31 anos. Ao ser perguntado sobre qual de suas criações mais se orgulha, sua resposta é: “O Museu da Natureza, na Serra da Capivara no Piauí”.

Em 2019 perdemos o Museu Nacional no Rio de Janeiro, com um acervo importantíssimo para a história e cultura brasileira.

…no momento em que o Brasil queima, perde e fecha seus museus, construímos um prédio novo, grande, poderoso, no meio do nada, para gritar que temos algo a dizer desde sempre, que não tem sido ouvido.
(Marcello Dantas, criador do museu da Serra da Capivari)

Identidade que não cabia na fronteira brasileira

Segundo Marcello, desde criança ele percebeu que um norte em sua vida seria de que ele não queria ser brasileiro, ele queria ser terráqueo. Entendia que sua identidade não cabia na fronteira do Brasil.

Dizia que “a pátria é abstrata, transitória, precária”. Para ele ser terráqueo é uma condição que podia mais ou menos aceitar e que conseguiria segurar até o fim de sua vida.

Diversidade

Seu desejo era poder abraçar toda a diversidade do planeta, que no seu entendimento é o presente que o planeta dá gratuitamente a todos.

E, transitar por todos os lugares, momentaneamente interrompido com a crise do coronavírus, sem ser vítima das circunstâncias políticas, temporárias.

A gente tem que entender que o mundo é um organismo e que a gente vai ser influenciado por todos os vetores que afetarem este organismo.
(Marcello Dantas)

Crise Coronavírus retangular

John Templeton e o Japão

Assim como Marcello Dantas, o investidor John Templeton, que contamos sua história neste post do Vinícius Brandão, fez enormes investimentos no Japão. Enquanto Marcello investiu sua vida para aprender e trabalhar com a cultura e a arte do Japão, Templeton investiu seu tempo e seu dinheiro em dezenas de empresas japonesas do pós-guerra, mais precisamente na década de 50.

Bolsa de valores japonesa

John Templeton, desta forma, ajudou no crescimento da economia japonesa que estava se recuperando no pós-guerra, Naquela época os grandes fundos de investimentos ocidentais não viam com bons olhos a bolsa japonesa assim como as bolsas da Ásia em geral.

Templeton não via fronteiras e depois de muita pesquisa pessoal e também conversas com pessoas que conheciam a cultura e economia japonesas mais que ele, resolveu investir somas enormes de seu fundo no país.

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E outros investidores como Mobius e Rogers?

Anos depois, Templeton ganhou somas vultuosas com seus investimentos na bolsa japonesa. Templeton basicamente aproveitou todo o momento de crescimento por qual passou a bolsa japonesa. Quando ela estava em uma de suas maiores altas Templeton vendeu a maior parte de suas ações.

Outro investidor com um olhar para diversos países no mundo, inclusive Japão, é Jim Rogers, autor de Investments Biker, livro onde relata sua viagem pelo mundo de motocicleta nos anos 2000.

Mark Mobius, já escrevi posts sobre ele aqui no blog, é um investidor que, como Marcello Dantas, investe muito no Brasil. Ao menos uma vez por ano vem ao país para participar de eventos e conversar com empresas, gestores e analistas. Seu fundo (Mobius Capital) investe em vários ativos da Bolsa brasileira.

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Éverton Gaucho

Por Éverton Gaucho

Escreve sobre investimentos e tecnologia. É autor no site Caminho para Riqueza. Twitter: @EvertonCpR

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