Você sabe para que serve um assessor de investimento? Para entender a sua importância, vamos usar uma analogia. Imagine que você resolveu construir a casa dos seus sonhos. O que você faria? Olharia casas na internet, escolheria um modelo, procuraria tijolos e cimento mais baratos, pegaria quaisquer pedreiros e começaria a construir a casa?

Está claro que, com esse método, a casa dos sonhos vai virar um tremendo pesadelo. Para obter o resultado desejado, o melhor é contratar um profissional qualificado, ou seja, um bom arquiteto. Ele vai entender quais são as suas necessidades, indicar materiais adequados para o que você quer e profissionais confiáveis para executar a obra.

Com os seus investimentos, a lógica é a mesma. Enquanto você se concentra na sua carreira, em ser bom no que faz e em ter uma boa renda, pode não ter tempo em aprofundar seus conhecimentos no mundo dos investimentos. Isso requer bastante estudo, de finanças, legislação, tributação, funcionamento de cada produto, possibilidades de retorno e — muito importante — dos riscos envolvidos.

Assim, se você quer ter prosperidade financeira, deve procurar um assessor de investimento capacitado. Ele vai entender quem você é, quais são as suas necessidades e objetivos e indicar as melhores opções para você.

Veja abaixo 4 fatores para observar ao escolher seu assessor de investimento:

1. Confira se o assessor é um profissional certificado

Aqui a comparação com o arquiteto ainda vale. Assim como em outras profissões, como médico, advogado, arquiteto, engenheiro, etc., o assessor de investimento deve possuir uma certificação obrigatória, de “Agente Autônomo de Investimento”. É uma segurança tanto para você quanto para o sistema financeiro como um todo.

No site da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) você pode fazer uma busca pelo registro do profissional ou da empresa que você está consultando. Além da CVM, os profissionais também devem ter registro na Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, a ANCORD.

2. Preste atenção em como o assessor trata você

Ao conversar com um assessor de investimento, veja se ele está realmente interessado em entender o seu caso específico ou se, pelo contrário, já começa a conversa oferecendo um “produto mágico que vai resolver todos os seus problemas”.

Isso porque investir é diferente de simplesmente guardar dinheiro. Investir significa aplicar seu dinheiro com um objetivo e seguindo um plano estratégico. Por exemplo, se o seu objetivo é fazer uma pós-graduação dali a dois anos, seus investimentos não serão os mesmos do que se a meta for garantir uma aposentadoria tranquila dali a 30 anos, certo?

Além disso, verifique como será feito o acompanhamento dos seus investimentos. Periodicamente eles devem ser revistos, para ver se ainda fazem sentido, se tiveram o desempenho esperado ou se existem outras oportunidades melhores.

É importante combinar com o assessor qual a frequência com que ele vai entrar em contato com você e prestar atenção se ele cumpre o combinado. Nesses contatos ele deve trazer informações relevantes, como o desempenho dos seus investimentos, se estão de acordo com o esperado ou, caso não estejam, por que não estão e o que fazer dali em diante.

3. Pergunte ao assessor como ele é remunerado

Existem assessorias independentes e outras que têm contrato de exclusividade com uma única instituição financeira. Para estas últimas, a remuneração normalmente é uma comissão paga pela instituição financeira à qual a assessoria é ligada. Isso quer dizer que o incentivo do assessor é vender mais produtos e preferencialmente aqueles que rendem maior comissão. Logo, sua motivação pode não ser fazer o melhor para o cliente.

Já as assessorias independentes distribuem investimentos de diversas instituições financeiras. Além de ter um leque maior de opções, o que é sempre um benéfico para o consumidor, o assessor não está submetido aos interesses de uma instituição específica.

Este é um ponto muito importante, por isso vale a pena reforçar e chamar a atenção para a ordem dos acontecimentos. Um assessor de investimento focado no cliente vai entender a situação, traçar uma estratégia e só então ver quais produtos de investimento são os mais adequados para alcançar os objetivos propostos. Já alguém com foco em vendas vai tentar empurrar o produto, apenas ajustando o discurso de venda para convencer o cliente.

Vamos relembrar a comparação com outras profissões. Você está construindo a sua casa e chegou a hora de escolher as louças. Se conversar com seu arquiteto, ele vai apresentar um enorme leque de louças, com as vantagens e desvantagens de cada uma, custo/benefício, etc.

Agora, se você falar com o representante de uma marca, ele só vai mostrar as louças daquela marca e provavelmente vai tentar te convencer a comprar os materiais que a empresa tem mais interesse em vender.

4. Verifique se o assessor de investimento possui a certificação de planejador financeiro profissional (CFP)

Esta certificação ainda não é obrigatória no Brasil, mas certamente é um “selo de qualidade”. Conhecida pela sigla em inglês CFP (Certified Financial Planner), ela é obtida por meio de um teste bastante extenso e complexo sobre planejamento financeiro pessoal. O teste é internacional, mas foi adaptado à realidade brasileira e é aplicado pela Planejar, a Associação Brasileira dos Planejadores Financeiros.

O objetivo do CFP é atestar o conhecimento dos profissionais em relação ao tema, inclusive de ética, planejamento de aposentadoria, gestão de riscos, planejamento fiscal e sucessório, entre outras questões. Você pode ver quem possui a certificação na sua cidade pelo site da Planejar.

Com estas dicas você vai encontrar um ótimo profissional, capaz de te orientar em todas as suas necessidades sobre o mundo dos investimentos, como:

E aí, ficou interessado? Se quiser mais informações e precisar de um assessor de investimento, é só entrar em contato com a gente!

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Sobre o autor

Caminho para Riqueza

Caminho para Riqueza é um blog de educação focado em investimentos financeiros.