Quem não se preocupa com o futuro? Existem pessoas que não pensam muito nisso, mas poderão se arrepender depois. É normal que o homem pense e se preocupe com a época em que ficará inativo, sem trabalhar.

Quando se fala em velhice com razoável estabilidade financeira, pensamos logo sobre o tema aposentadoria, que consiste em dispor de uma boa renda, mesmo sem precisar trabalhar mais na vida para isso.

Para não ficar desprovido durante a sua terceira idade, qual seria o melhor investimento: Previdência Pública ou Privada? Leia o post e obtenha mais informações!

A Previdência Pública

A Previdência Pública ou Social é o sistema de proteção ao trabalhador que lhe concede o benefício da aposentadoria. Quem organiza e realiza as operações de Previdência Pública é o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Todo trabalhador que exerce atividades com carteira assinada já está inscrito automaticamente no regime de Previdência Social. Conforme alguns requisitos, ele poderá usufruir de auxílio-doença, aposentadoria por idade, por tempo de contribuição, por invalidez e assim por diante.

Contudo, dois fatores estão preocupando o trabalhador brasileiro:

  • os rombos nas contas do INSS, que podem oferecer riscos para a aposentadoria do trabalhador;
  • a reforma previdenciária que, de certo modo, é uma consequência do primeiro.

As novas regras desejam impor condições mais rigorosas para o trabalhador, como aumentar a idade mínima para a aposentadoria.

Diante desse panorama, a Previdência Privada aparece como uma opção atrativa para o trabalhador.

A Previdência Privada

Claro que todas as pessoas têm direito à Previdência Social e não há por que abrir mão de seus benefícios. Mas é possível contar com uma renda extra (e até antecipada) que dê suporte ao trabalhador durante o período de sua vida em que ficar inativo.

A Previdência Privada ou Complementar é administrada por instituições financeiras. Não existe um teto para ela, sendo o montante pago ao beneficiário conforme o valor de sua contribuição (na Previdência Pública, o teto é de R$ 5.578,00). A reserva é constituída de forma individual e o beneficiário diz como deseja receber o saldo.

Essa previdência pode ajudar o beneficiário a efetuar diferentes projetos de vida, como aquisição de um imóvel, pagamento do estudo dos filhos e investimentos em negócios.

As modalidades de Previdência Privada

Existem 2 modalidades de Previdência Privada: a aberta e a fechada.

Previdência Privada Aberta

Nessa modalidade, os planos são comercializados por corretoras, seguradoras e bancos, cabendo à SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) a fiscalização das instituições.

Os depósitos (aportes) são realizados mensalmente pelo titular do plano, incidindo taxas de administração e carregamentos.

Uma vantagem da Previdência Aberta é que qualquer pessoa pode participar dela; e a outra é sua liquidez — já que o beneficiário pode fazer o resgate do dinheiro mesmo durante a fase de acumulação.

A Previdência Privada Aberta divide-se em 2 tipos: PGBL e VGBL (mais adiante, falaremos mais sobre ambos).

Previdência Privada Fechada

Essa modalidade é representada pelos fundos de pensão. Estes são destinados aos profissionais que trabalham em determinadas empresas, sindicatos, entidades de classe e associações.

A Previdência Fechada é fiscalizada pela PREVIC (Superintendência Nacional de Previdência Complementar), mas é regulada pelo CNPC (Conselho Nacional de Previdência Complementar).

Nos planos fechados, o aporte também é mensal. Ele se constitui de uma parte do salário do funcionário, que é complementada pela empresa onde ele trabalha. Existem casos em que a empresa faz a contribuição integral.

Os planos de Previdência Privada Aberta

A Previdência Privada Aberta pode ser de 2 tipos:

PGBL

Esse primeiro tipo é o Plano gerador de Benefício Livre. Ele é recomendado para os contribuintes que declaram Imposto de Renda por modelo completo. Desse modo, o imposto incide sobre o total do resgate (que envolve a quantidade investida e os rendimentos).

No PGBL, o beneficiário usufrui de uma economia tributária a curto prazo, já que parte do aporte realizado anualmente (até 12% de sua renda bruta declarada) pode ser deduzido da declaração de ajuste anual do IR.

VGBL

Trata-se do plano Vida Gerador de Benefício Livre. Ele é indicado para os contribuintes que não declaram Imposto de Renda pelo modelo completo. Apesar de não haver redução do imposto, ele só incide sobre os rendimentos, não afetando os aportes.

No VGBL, o beneficiário usufrui de uma economia a longo prazo.

O Imposto de Renda na Previdência Privada

A maior parte dos investimentos no Brasil sofre incidência de impostos, já que implicam em geração de renda. Mas o regime de tributação do IR pode variar.

Na Tabela Progressiva, o imposto tem alíquota que aumenta na mesma proporção que o dinheiro resgatado. Essa tabela favorece os beneficiários que desejam fazer um resgate mais baixo.

TABELA PROGRESSIVA

Valor de Resgate: Alíquota de IR:
Até R$ 1.787,77 0%
De R$ 1.787,78 a R$ 2.679,29 7,5%
De R$ 2.679,30 a R$ 3.572,43 15%
De R$ 3.572,44 a R$ 4.463,81 22,5%
Acima de R$ 4.463,82 27,5%

Na Tabela Regressiva, a alíquota do Imposto de Renda diminui à medida que o tempo passa, ou seja, quanto mais longo for o prazo de investimento, menor será a alíquota. Essa tabela é vantajosa para as pessoas que desejam investir a longo prazo.

TABELA REGRESSIVA

Tempo de aplicação:

Alíquota de IR:

Até 2 anos

35%

De 2 a 4 anos

30%

De 4 a 6 anos

25%

De 6 a 8 anos

20%

De 8 a 10 anos

15%

Acima de 10 anos

10%

A Previdência Privada e as taxas

Outro ponto a considerar antes de decidir qual o melhor investimento (Previdência Pública ou Privada), são as taxas que devem ser pagas à empresa administradora do plano, como remuneração pelo trabalho.

A taxa de administração é a mais importante, sendo paga ao gestor do fundo de previdência (um profissional habilitado, que atua no mercado financeiro, escolhe e realiza os investimentos do plano). Em geral, essa taxa é inferior a 1,5% ao ano.

Outra taxa é a de carregamento, cobrada para a pessoa participar do investimento (uma espécie de taxa de adesão). Alguns planos de Previdência Privada não cobram por ela.

Previdência Pública ou Privada: qual é melhor

Na verdade, ambas são bons investimentos. A Previdência Pública é, do ponto de vista legal, um direito de todo trabalhador que tem carteira assinada, podendo ser usada por profissionais autônomos e mesmo por pessoas que estejam sem trabalhar, mas que se disponham a pagar o INSS para garantir uma aposentadoria.

Na Previdência Social, não há taxas e o valor de contribuição pode ser bem menor, sendo que, no final, o beneficiário não poderá receber menos de 1 salário mínimo. Mas existem casos de redução, em que incide o fator previdenciário e a pessoa recebe menos do que o valor de seu salário atual.

A Previdência Privada oferece a possibilidade de o beneficiário usufruir de uma remuneração mais polpuda e ampliar as perspectivas de seu futuro e velhice. A remuneração será sempre proporcional ao valor dos aportes.

As instituições de Previdência Privada estão procurando inovar para oferecer planos ainda mais satisfatórios para os clientes, com custos menores.

Visite nosso canal no You Tube

O que você pensa? E qual acha melhor: Previdência Pública ou Privada? Aproveite para visitar o nosso canal no Youtube e aprender mais sobre investimentos financeiros!

Seja informado a cada novo post!

Assine e receba novos posts diretamente em seu email

Sobre o autor

Caminho para Riqueza

Caminho para Riqueza é um blog de educação focado em investimentos financeiros.