A previdência privada vem se tornando uma opção cada vez mais escolhida por aqueles que desejam garantir sua aposentadoria. A procura por diferentes planos, em diversas instituições, vêm crescendo vertiginosamente.

Por isso, muitas pessoas acabam cometendo erros na hora de fechar seus acordos, sem dar atenção às cláusulas e taxas específicas.

Descubra aqui os principais erros cometidos ao investir em previdência privada e como evitá-los!

1. Não saber o que é a previdência privada

Nos últimos meses, vem se falando cada vez mais sobre as mudanças ocorridas no sistema previdenciário brasileiro — o que faz com que muitas pessoas procurem alternativas para a sua aposentadoria.

Ao optar pela previdência privada, é fundamental ter em mente o que ela realmente é. Ao contrário do que muitos pensam, a previdência privada não é um investimento. Trata-se, na verdade, de um fundo de investimento que visa gerar rentabilidade através de estratégias determinadas pelo seu gestor, que investe o dinheiro dos cotistas em diversos ativos financeiros.

Ela é regulada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e tem como foco a aplicação mensal de determinada quantia, que poderá ser resgatada pelo investidor depois de um certo período de tempo, de diversas formas, podendo optar por renda vitalícia, temporária ou de uma vez só, e ainda pode ser repassada aos filhos e/ou cônjuge.

Além disso, vale a pena dizer que as seguradoras de previdência privada são fiscalizadas pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e também pelo Banco Central.

2. Não comparar as diferentes opções de planos

No mercado, existem várias opções de previdência privada, oferecidas por diferentes instituições financeiras, não apenas os bancos. O ideal é que a pessoa interessada faça uma ampla pesquisa antes de decidir por algum plano.

Os bancos de médio porte ou instituições alternativas, tendem a ter melhor rendimento e taxas de administração e carregamento menores do que as cobradas por entidades bancárias tradicionais.

Isso acontece porque, como a maioria das pessoas já têm conta vinculada em alguma dessas instituições estabilizadas, muita gente acha mais confortável e seguro fazer uma previdência privada nestes locais. Isso é um grande engano.

Os bancos de grande porte acabam oferecendo acordos menos vantajosos para os clientes. Sabendo disso, é hora de olhar alternativas que vão além dessas opções tradicionais.

3. Não prestar atenção nas taxas de administração e carregamento

Um dos quesitos mais importantes para levar em consideração na hora de escolher seu plano de previdência privada, são as taxas envolvidas no acordo. Por exemplo, a grande maioria dos planos exige taxas de administração financeira e de carregamento do dinheiro aplicado.

A taxa de administração financeira é aquela cobrada pela entidade por gerir aquela quantia e varia de estabelecimento para estabelecimento e de fundo para fundo. Ela é cobrada diariamente sobre o valor aplicado no fundo. A porcentagem da taxa de carregamento varia de instituição para instituição, e, em alguns casos, chega até a 5% do valor investido no fundo.

Essa quantia, com certeza, fará a diferença no final do dia para o cliente. Por essa razão, é imprescindível levar isso em consideração antes de fazer sua escolha.

4. Escolher o plano de tributação errado

A previdência privada proporciona dois tipos diferentes de tributação: a progressiva e a regressiva.

Enquanto na tabela progressiva há uma relação entre a alíquota do Imposto de Renda e a renda do investidor (quanto maior, mais IR é cobrado), na tabela regressiva essa relação depende do tempo em que o investimento é mantido (quanto maior, menor a tributação).

Assim, o regime progressivo se torna uma opção melhor para aqueles que têm um prazo curto ou médio, até 5 anos, para resgatar a quantia investida, enquanto que a regressiva é a melhor opção para aqueles que pensam a longo prazo (já que, quanto maior for o tempo em que o dinheiro fica aplicado, menor será sua alíquota no IR).

5. Decidir entre PGBL ou VGBL

Existem dois tipos de planos de previdência privada: o Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL)  e o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL). Para escolher qual é o melhor para as suas demandas, é necessário levar em consideração qual é o seu perfil.

O VGBL é indicado para pessoas que não declaram ou declaram o modelo simplificado do Imposto de Renda. Aqui, a incidência do IR é sobre o rendimento anual do plano, e não seu valor acumulado.

O investidor não poderá abater o montante aplicado em fundos do tipo VGBL da renda tributável na hora de declarar o ajuste anual de IR.

Já no PGBL, há a incidência do Imposto de Renda sobre o valor total acumulado no fundo (incluindo aportes mais rendimentos), e é indicado para aqueles que declaram o modelo completo do Imposto.

É possível que a pessoa deduza até 12% de sua renda bruta tributável, no momento de fazer o ajuste anual de IR, desde que tenha investido esse montante na previdência privada do tipo PGBL.

6. Fazer simulações irreais

Por causa da mudança iminente no sistema de previdência social brasileiro, muitas pessoas vêm recorrendo a instituições privadas. E algumas delas vêm se aproveitando do cenário.

É importante prestar atenção em algo cada vez mais comum entre as instituições menos conceituadas, que pode incluir os grandes bancos (não confunda tamanho com transparência): seus agentes acabem fazendo simulações irreais acerca da rentabilidade de sua aplicação.

De um lado, existem aqueles bancos, seguradoras e corretoras que forçam uma expectativa de rentabilidade muito abaixo do verdadeiro, a fim de que o cliente aplique uma quantia maior de dinheiro em outros ativos financeiros que não a previdência privada.

Para isso, eles estimam que a taxa de juros reais brasileira caia para a nulidade, o que influenciaria diretamente sobre os ganhos do cliente.

Por outro lado, há empresas que são excessivamente “otimistas” quanto aos ganhos de seus contratantes, uma vez que visam atraí-los para seus fundos de previdência privada.

Para não se enganar, é preciso fazer um estudo “à parte” sobre a real condição do mercado e suas tendências. Desconfie de planos que tenham rendimento real (rendimento nominal descontada a inflação) muito acima ou abaixo dos 4,5% ou 5% — que é próximo do juro real de equilíbrio no Brasil.

É importante lembrar que, apesar de conservador, este valor tem como base a situação média do país. Como os planos de previdência são feitos, em sua maioria, com estimativas de 20 ou 30 anos no futuro, essa é a única base que a pessoa pode ter para fazer previsões do mercado.

Ainda assim, é crucial saber que estas estimativas podem estar erradas, uma vez que estamos lidando com um futuro distante.

A previdência privada é uma opção excelente na vida dos brasileiros que já se preocupam com sua aposentadoria. No entanto, é preciso cuidado para não cometer erros na hora de escolher seu plano. Fique atento aos principais equívocos feitos na hora de tomar essa decisão.

Conclusão

É crucial que a pessoa interessada tenha cuidado na hora de avaliar os planos, levando em consideração as diferentes taxas cobradas pelas instituições, assim como a rentabilidade e a segurança desses estabelecimentos. Apenas dessa forma, a escolha pelo melhor plano na melhor instituição, poderá ser feita.

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Caminho para Riqueza

Caminho para Riqueza é um blog de educação focado em investimentos financeiros.