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O que são os Cometas? [Graham]

Os cometas navegam pelos céus e desde épocas antigas causam comoção. Que grande compreensão trouxe Edmond Halley e que de certa forma pode ser comparada a mudança que trouxe Graham aos mercados?

O caminho dos cometas

Por centenas de anos os cometas foram um mistério. Ainda o são, porém muito menos que foram na Grécia antiga ou Europa medieval. Pesquisadores como Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, com seu livro Introdução aos Cometas, trouxeram inúmeras novas informações sobre os cometas.

Hoje sabe-se que cometas são corpos celestes que possuem sua órbita em torno do Sol. Existem cometas que completam uma volta ao Sol em poucos anos e existem outros que completam uma volta ao Sol em várias centenas de milhares de anos.

Imutabilidade do Céu

Desde a época de Aristóteles, na Grécia Antiga, até por volta de 1600, o conceito “universal” com relação a observação astronômica era o da imutabilidade do céu. Sob este ponto de vista tudo no céu era visto como fixo e qualquer objeto visto no céu, que se movesse, era entendido como sublunar, o que significava que estava entre a órbita da Terra e da Lua.

Porém, um cometa quebrava a imutabilidade do céu e trazia o questionamento acerca de ser ou não sublunar. Isto durou séculos, até que perceberam que um cometa passavam além da Lua (supralunar).

Sinal de bom ou mau augúrio

Desde os antigos textos astronômicos da Babilônia os cometas foram considerados um sinal de bom ou mau augúrio. Todos viam os astros como fixos, desde Aristóteles, e o cometa “quebrava” esta convenção da época. Como ninguém conseguia sequer entendê-lo, um cometa era visto, como o mais lógico possível à época, como um fenômeno atmosférico sublunar, que ocorria no céu entre a Terra e a Lua.

Quando da passagem de um cometa as pessoas acreditavam que algo grande ia acontecer, uma grande mudança, que poderia ser boa ou ruim.

Somente com Edmond Halley em 1695, que acertou o retorno do cometa Halley e sua órbita, os cometas se tornaram mais conhecidos.

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Kométes

Antes e depois de serem entendidos como corpos celestes que possuem uma órbita em torno do Sol, os cometas foram chamados de muitas coisas. Astrônomos, poetas e escritores os chamaram de:

  • Fenômeno atmosférico (sublunar ou supralunar);
  • Corpo Celeste;
  • Estrela peregrina;
  • Estrela vassoura;
  • Astro cabeludo;
  • Mensageiro do Universo;
  • Os vagabundos do céu;
  • Sábio viajante do Universo.

A origem do nome Cometa vêm do grego, Kométes, que significa “astro cabeludo”.

O que descobriremos mais sobre os cometas no futuro?

Foram séculos até os astrônomos e observadores do céu entenderem que um cometa não era um fenômeno atmosférico, que não estava entre a Terra e a Lua. Foram muitas observações e conhecimento acumulado desde a Grécia Antiga até Edmond Halley para que fosse possível surgir a compreensão de que cometas possuem uma órbita em torno do Sol, que poderia ser calculada.

O que descobriremos mais sobre os cometas no futuro?

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Graham e o avanço nos investimentos

Na época que Benjamin Graham começou a investir na Bolsa de Valores (EUA), entre 1920 e 1930, a especulação era o modus operandi de se investir. Não se via o investimento em ações como um investimento em valor.

Este entendimento, de investimento em valor ou value investing, foi possível graças a compreensão que Graham trouxe para o mercado. Houve uma evolução no mercado financeiro desde Benjamin Graham. Não foi muito diferente do que fez Edmond Halley. A diferença foi que um fez a grande mudança na astronomia e o outro fez na economia.

Éverton Gaucho

Por Éverton Gaucho

Escreve sobre investimentos e tecnologia. É autor no site Caminho para Riqueza. Twitter: @EvertonCpR

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