O que é a taxa de administração em fundos de investimento?

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Quem está começando a investir logo quer aprender o que é taxa de administração. Um dos principais motivadores para buscar educação financeira é se livrar da cobrança dos grandes bancos tradicionais, cujas taxas costumam ser mais elevadas que as de corretoras de valores e outras instituições financeiras. A rentabilidade dos diferentes tipos de investimento, portanto, é um dos principais fatores para escolher entre as várias opções.

Eis que o investidor de primeira viagem descobre que muitos investimentos fora do banco também cobram taxa de administração! Será que eles valem mesmo a pena? Não seria melhor deixar o dinheiro no banco?

Neste artigo você vai entender melhor o que é a taxa de administração, como ela é cobrada, e qual o seu propósito. Em seguida, vai aprender sobre as taxas de performance, entrada e saída, e outras variáveis que vão orientar suas decisões ao compor sua carteira de investimentos.

O que é taxa de administração?

Existem basicamente duas formas de investir. A primeira forma é fazê-lo por sua conta e risco. É o que acontece quando você compra um imóvel, por exemplo, na expectativa de que ele se valorize.

Ou ainda você pode comprar ações de determinadas empresas com o objetivo de receber dividendos e quem sabe vender os papéis no futuro. Com a exceção de uma ou outra taxa de corretagem, todo o lucro – ou prejuízo – será seu.

Fundo de investimento

A segunda forma é optar por um fundo de investimento. Nessa hipótese, você integra uma espécie de condomínio de investidores, com suas respectivas cotas. Eventuais lucros serão distribuídos aos participantes de forma proporcional às suas participações no fundo. E uma pessoa ou equipe de profissionais em investimentos fica responsável por administrar o fundo, seguindo determinadas regras.

A taxa de administração serve para remunerar esses profissionais e suas empresas (conhecidas como gestoras). Ela recompensa o gestor pelas tarefas de administrar o fundo, que incluem fazer análises, comprar e vender ativos, e até investir em cotas de outros fundos.

O valor da taxa de administração varia muito entre diferentes corretoras e bancos e, principalmente, entre diferentes fundos. Os mais simples (que correspondem apenas a um tipo de título, por exemplo) são mais fáceis de administrar e cobram taxas mais baixas.

 


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Fundos menores ou mais complexos

O mesmo vale para fundos grandes, com muitos recursos, que têm maior margem para fazer negociações. Fundos menores e/ou mais complexos, como os multimercado, cobram taxas mais altas.

Em geral a taxa de administração vai de 0,5% a até 5% ao ano. Embora expressa em base anual, ela é cobrada diariamente – após um mês, será descontado do valor da cota o equivalente a 1/12 da taxa anual.

Portanto, a taxa de administração é cobrada diretamente sobre o saldo investido. Se acontecer uma valorização – e esperamos que sim – a taxa aumenta proporcionalmente. E mesmo se ocorrer prejuízo, a taxa será cobrada: naturalmente, o valor é menor quando ocorre desvalorização.

Resultado líquido para o investidor

A taxa de administração tem impacto direto no resultado líquido para o investidor. Se os ativos do fundo experimentarem uma rentabilidade bruta de 10% em um ano, e a taxa de administração for de 2%, a rentabilidade líquida para o investidor é de cerca de 8%. Um exemplo simples:

10 000 reais investidos + 10% = 11 000 reais

11 000 reais – 2% (taxa de administração) = 10 780 reais

Os valores podem não ser exatos porque, como vimos, a taxa de administração é cobrada diariamente, ao longo do ano. O momento e a intensidade das variações, portanto, afetam o resultado.

O que é taxa de performance?

A taxa de performance não se confunde com a taxa de administração, e é cobrada apenas em alguns tipos de fundos. Para entendê-la melhor precisamos compreender um pouco sobre como funciona o mercado de investimentos.

Para um investimento ser considerado “bom” não basta que ele renda. É preciso que ele supere determinadas marcas, ou metas, conhecidas como “benchmarks”. A primeira delas, naturalmente, é a inflação. A esta altura você já deve saber que um “rendimento”  X da poupança, por exemplo, é enganoso, já que a inflação deve ser descontada desse número.

Benchmark

Outro “benchmark” importante é o rendimento dos outros investimentos. Um fundo realmente bom é aquele que supera os ganhos de outros fundos. Até para incentivar que isso aconteça, alguns fundos cobram uma taxa de performance, ou desempenho. Primeiro, define-se um “benchmark”, que pode ser o Índice Bovespa (para fundos de ações) ou o CDI (para os demais fundos).

Excedendo o benchmark

Em seguida, cobra-se uma taxa de performance sobre parte do que exceder o benchmark.

Exemplo: um fundo de ações cobra 20% semestralmente sobre o que exceder o Índice Bovespa. Ao final do semestre, a bolsa subiu 7%, mas o fundo subiu 12%. A diferença é de 5 pontos percentuais. Portanto, a taxa de performance cobrada será de 1% (ou seja, 20% dos 5%).

A taxa de performance incentiva ao gestor do fundo a se comportar de forma mais arriscada para superar o benckmark.

O que são as taxas de entrada e saída?

Ao contrário das taxas de administração e performance, as taxas de entrada e saída são cobradas uma única vez.

A taxa de entrada nada mais do que é uma “matrícula”. Comum nos fundos de previdência privada, ela resulta em um aporte menor do que o aplicado: se você aplicar 5 000 reais e a taxa de entrada for de 5%, apenas 4 750 reais estarão efetivamente aplicados.

Já a taxa de saída é cobrada de quem quer retirar seu investimento antes do prazo regulamentar. Sua razão de ser é reduzir a volatilidade e facilitar o trabalho do gestor em uma tentativa de manter os recursos aplicados. Leve em consideração a existência e o valor da taxa de saída se você precisa de mais liquidez em um investimento.

Vale a pena optar por fundos de investimento apenas com taxa de administração?

A resposta é “depende”. A resposta é que as cobranças, isoladas, não permitem escolher o melhor investimento. O que conta é a rentabilidade líquida. Muitos investidores iniciantes, por exemplo, olham com atenção para investimentos isentos de Imposto de Renda. Mas isso não é necessariamente uma vantagem. Um investimento no qual incide IR pode ter um ganho suficiente para mais do que compensar essa cobrança, e acabar sendo mais vantajoso do que uma opção “isenta”.

Quem estuda o que é taxa de administração logo constata que é apenas a remuneração do gestor. Uma alíquota aparentemente alta ou baixa não pode nos dizer se o investimento é bom ou ruim. Para fazer essa classificação, é preciso levar em conta as outras taxas e cobranças e, principalmente, o rendimento.

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Danilo Guedine

Por Danilo Guedine

Educador financeiro e co-fundador do Caminho para Riqueza. Possui mestrado em Finanças e grava vídeos semanalmente para o canal Caminho para Riqueza, no Youtube.

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