São inúmeras alternativas para investir seu dinheiro. Quem opta pelo mercado financeiro, pode escolher entre investimentos de renda fixa ou variável. Neste artigo, você conhecerá detalhadamente as características de ambas as modalidades.

Basicamente, os investimentos de renda fixa têm condições preestabelecidas. É o caso da poupança, regulada pelo governo. Já os investimentos de renda variável, como os papéis da bolsa de valores, estão sujeitos a fatores externos.

Perfis de investidor

Costuma-se dizer que o investidor conservador tende mais à renda fixa, pela alegação de não haver “juros negativos” no Brasil, ou seja, perdas na aplicação inicial. Essa suposição é simplista e por isso limitada, pois um contrato preestabelecido pode ser alvo de calote. Nesse caso, o prejuízo seria total.

Por outro lado, um investidor conservador que tenha informações detalhadas sobre uma empresa, o mercado em que ela atua e as variáveis que influenciam seu desempenho, pode perfeitamente investir na bolsa tendo risco mínimo.

Para facilitar a compreensão, lembramos o conselho de Paulinho da Viola:

“Dinheiro na mão é vendaval. Dinheiro na mão é solução”.

Essa dualidade nos ajuda a perceber dois extremos de investidor: quem teme perder o patrimônio conquistado, “o conservador”, e quem teme não conquistar tudo que poderia, “o arrojado”.

Ambos buscam prosperidade financeira, cada um à sua maneira. Entre eles, o investidor moderado, que é aquele à procura de maior rentabilidade com riscos controlados.

Não existe perfil melhor ou pior. Por mais aconselhamento (ou pressão) que se possa ter, ao fim a decisão sobre o próprio dinheiro é solitária. Mas acredite: vale muito a pena contar com assessoria financeira para fazer suas aplicações.

Renda Fixa

No investimento de renda fixa, os fluxos de pagamentos são incondicionais. É comparável a um empréstimo em que são estabelecidas, na assinatura do contrato, a data de pagamento (resgate da aplicação) e os acréscimos (nesse caso, as condições de rentabilidade do título).

Para algumas modalidades de aplicações (títulos bancários), existe garantia de pagamento caso o valor investido seja de até R$ 250 mil. Em caso de falência ou liquidação da instituição financeira credora, entra em ação o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

São investimentos de renda fixa assegurados pelo FGC:

Poupança

É o investimento mais popular do país. Pode ser acessado facilmente em todo o sistema bancário e, além disso, tem liquidez imediata, ou seja, possibilita o resgate da posição a qualquer momento, sem nenhuma multa.

Sua rentabilidade é estabelecida considerando a inflação e a taxa básica de juros, e ele é exatamente o mesmo independentemente da instituição financeira onde for realizada a aplicação.

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

É um título emitido pelos bancos para captar recursos, um tipo de “empréstimo inverso”. Os CDBs são títulos extremamente dinâmicos no sentido de rentabilidade e liquidez. Cada emissor define a sua taxa como quiser.

Por isso, vale muito a pena pesquisar antes de investir nesse tipo de produto. A remuneração dos CDBs costuma ser pós-fixada ou atrelada a uma taxa prefixada. Oferece rentabilidade bem maior que a poupança.

Letras de Câmbio (LC)

Apesar do nome, não estão atreladas à cotação de nenhuma moeda estrangeira. São semelhantes ao CDB, mas não são emitidas por bancos e sim por outras instituições financeiras.

Letras de Crédito Imobiliário (LCI)

Também são conhecidas como CDB imobiliário e são títulos de dívida de instituições financeiras. São emitidas pelos bancos e lastreadas por créditos imobiliários.

Seu rendimento é atrelado à uma taxa pós fixada (por exemplo, taxa DI) ou uma taxa pré fixada.

Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)

Semelhantes à LCI, mas é vinculada a negócios entre os bancos e produtores rurais.

A LCA é um título vinculado a direitos creditórios originários de negócios realizados entre produtores rurais, suas cooperativas ou terceiros.

Incluindo financiamentos ou empréstimos relacionados à produção, comercialização, ao beneficiamento ou a industrialização de produtos, insumos agropecuários ou de máquinas utilizadas no processo.

Ativos pré e pós fixados

Ainda é possível subdividir os investimentos de renda fixa em dois grupos, conforme as condições estabelecidas no contrato. Você pode, por exemplo, adquirir um título já sabendo quanto ele valerá em seu vencimento.

Nesse caso, ele é chamado de pré-fixado. Por exemplo: adquirir um título pré-fixado em R$ 1,2 mil investindo R$ 672 com vencimento em oito meses.

Já o investimento pós-fixado se adapta às condições do mercado, conforme uma regra acordada inicialmente. Vamos imaginar papéis atrelados à Selic que se valorizam quando sobe a taxa básica de juros da economia ou podem ter a rentabilidade atenuada caso haja corte.

Renda variável

Usamos, no início do texto, os papéis negociados na bolsa de valores como exemplo de título de renda variável. Também podemos enquadrar nessa categoria as aplicações em câmbio, derivativos, ouro e fundos de investimento.

Quem conhece a dinâmica de tais aplicações percebe que são papéis cujo valor oscila conforme diversos fatores de mercado. Sendo assim, não há uma regra fixa estabelecida no momento de sua aquisição.

Outra característica em comum é que ao final do período — que geralmente é indeterminado — os papéis podem ter valor inferior ao qual foram vendidos. Aqui, muita gente pode se questionar: mas com tantos riscos assim, vale a pena investir em renda variável?

A resposta depende do perfil do investidor. Afinal, tem muita gente que ganha bastante com esses papéis, sendo bem recompensados pela incerteza.

Vamos imaginar, por exemplo, as ações de uma empresa mineradora que disparam na bolsa de valores quando se divulga a notícia que foi encontrada uma nova reserva de minério de ferro. Ou então, a cotação de produtos agrícolas, que tende a subir bastante no período de entressafra.

Os derivativos

Imagine uma pessoa “A” que decide viajar para o exterior dentro de nove meses. Ela então planeja que é razoável pagar a “B” o valor de R$ 3,40 pelo dólar para essa viagem e firma um contrato preestabelecendo essa taxa de câmbio.

Passados seis meses, no entanto, essa pessoa é levada a desistir da viagem, mas nesse momento o dólar está fixado em R$ 3,70 e seus papéis chamam atenção de um amigo “C”, que costuma negociar em moeda estrangeira. Eles fecham negócio a R$ 3,60.

No caso em questão, “A” obteve vantagem, pois vendeu seus dólares a R$ 3,60 e quando chegar o momento de comprar, independentemente da cotação, pagará R$ 3,40 ao vendedor “B”. Por outro lado, “C” adquiriu papéis de dólar a R$ 3,60 no momento em que o câmbio estava a R$ 3,70.

Um aspecto bem interessante dos derivativos é que, no mesmo exemplo, “B” também pode ter lucrado. Basta que naquele período de nove meses ele tenha comprado dólar a uma cotação inferior a R$ 3,40 para cumprir o acordado. Parece mágica, mas os três envolvidos lucraram.

Esse exemplo ilustra como funciona o mercado de derivativos, que são títulos de renda variável que “derivam” de outros indicadores, como ações, câmbio e cotação de mercadorias (café, minério etc.). Derivativos são muito usados para proteger carteiras de investimentos de perdas e fortes oscilações, o que é conhecido como fazer “hedge” — em português: “cerca viva”.

Alguns derivativos tratam de opção de compra ou venda, e é possível também não exercê-las, ou seja, desistir. Mas, nesse caso, é obrigatório pagar o valor estabelecido pela opção (o prêmio da opção).

O mercado financeiro oferece inúmeras possibilidades para você valorizar seus ativos, formando patrimônio para assegurar prosperidade financeira. Nesse artigo apresentamos resumidamente alguns conceitos e suas aplicações, estabelecendo a diferença entre investimentos de renda fixa ou variável.

Leia nosso artigo sobre como ganhar dinheiro com investimentos financeiros e conheça as melhores opções para investir no mercado financeiro.

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Sobre o autor

Caminho para Riqueza

Caminho para Riqueza é um blog de educação focado em investimentos financeiros.