Descubra quais são os investimentos isentos de IR

Os investimentos isentos de IR ganharam muito espaço na preferência dos investidores, pois a cobrança do Imposto de Renda é um dos fatores que geram desistência nas aplicações. Essa cobrança causa ainda maior desvantagem nos investimentos de curto prazo, já que uma parte dos rendimentos serão destinadas a esse tributo.

Sinta-se à vontade para aceitar nosso convite e conversar com um profissional de investimentos e fazer suas perguntas mais específicas sobre o tema.

No entanto, algumas aplicações recebem incentivo do governo com a isenção dessa tributação, e outras não incidem sobre o imposto. Pensando nisso, preparamos, neste post, os principais investimentos isentos de IR. Confira!

Letras de Crédito Imobiliário (LCI)

É um título de renda fixa, em que são garantidos créditos imobiliários de alienação fiduciária ou hipotecas. Resumindo, é um empréstimo que você fará a uma instituição financeira, que usará esse crédito para financiar outros imóveis, reformas e construções.

Com isso, além de um investimento isento de IR, é uma aplicação considerada de baixo risco e tem proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) em um valor de até R$ 250 mil por emissor, e até R$ 1 milhão por CPF.

No entanto, os seus rendimentos só poderão ser resgatados em um prazo mínimo de 90 dias, e a aplicação mínima costuma ser mais alta do que em outros tipos de investimentos.

Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)

Esse investimento isento de IR é muito semelhante ao LCI, porém, refere-se a empréstimos que serão usados como recurso para financiamento do agronegócio.

As LCA são emitidas por financeiras ou bancos e também são uma aplicação de renda fixa com datas preestabelecidas em contrato. Assim como a LCI, é um investimento de baixo risco e você estará protegido em até R$ 250 mil por emissor pelo Fundo Garantidor em casos de falência.

Contudo, as desvantagens também dizem respeito ao valor mínimo para aplicação e aos prazos para resgate, o que pode influenciar seus planos.

Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI)

São títulos de renda fixa em que suas aplicações serão usadas para financiar o setor imobiliário. Esses ativos são emitidos por empresas denominadas companhias securitizadoras, que são instituições não financeiras, fundadas por meio de ações, com o objetivo de adquirir créditos imobiliários.

Um exemplo é quando as construtoras comercializam empreendimentos que ainda estão na planta e disponibilizam a opção de os compradores pagarem em dois anos ou mais por isso.

Sem FGC

Além de ser um dos tipos de investimentos isentos de IR, são lucrativos e permitem aplicações iniciais consideravelmente baixas, no entanto, a liquidez dos títulos pode ser inferior à de outras aplicações e você não estará amparado pelo Fundo Garantidor (FGC), o que acaba aumentando os riscos.

Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA)

São títulos de livre negociação lastreados em créditos agropecuários de renda fixa. Suas aplicações serão usadas como recurso para financiamentos e empréstimo de negócios entre cooperativas e produtores rurais, o que beneficia insumos agropecuários, máquinas e implementos necessários na produção.

Formas de remuneração dos CRA

Para essa aplicação, existem quatro formas mais comuns de remuneração:

  • Percentual do CDI: é considerada uma taxa pós-fixada e é mais aconselhável quando há tendência no aumento das taxas de juros.
  • CDI + taxa prefixada: aconselhável quando há tendência de queda das taxas de juros.
  • Taxa prefixada: aconselhável após ciclos de alta das taxas de juros.
  • Inflação ou índices de preços + taxa prefixada: aconselhável para investidores de aplicações de longo prazo que buscam a preservação de patrimônios.

Essas formas de remuneração são válidas tanto para investimentos CRI quanto para CRA.

Com isso, além de estar entre os investimentos isentos de Imposto de Renda, suas vantagens e desvantagens também são similares às do CRI. Portanto, ambos permitem investimentos iniciais baixos e são lucrativos, porém a liquidez pode deixar a desejar.

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Debêntures incentivadas e fundos de debêntures incentivadas

As debêntures incentivadas são empréstimos que você faz para financiar melhorias no saneamento básico, nas rodovias, na transmissão de energia, na construção de portos e aeroportos, entre outros. Resumindo, as aplicações são usadas como recursos para projetos de infraestrutura.

Com isso, essas aplicações recebem o incentivo do governo, ou seja, são isentas de IR. Dentre suas vantagens podemos citar ainda que os rendimentos são comparados aos do Tesouro Direto, mas, como não é preciso pagar o Imposto de Renda, esse percentual costuma ser expressivamente maior no final das contas e as debêntures incentivadas ainda permitem um valor de investimento inicial baixo.

Rendimento das debêntures incentivadas

Os rendimentos das debêntures incentivadas costumam estar relacionados a algum índice de preço e isso consequentemente é uma forma de proteção contra a inflação.

Contudo, a isenção do IR é válida somente para pessoa física, assim como nos fundos de debêntures incentivadas, e é preciso ter muita cautela ao escolher uma empresa para fazer a aplicação, em razão do seu risco de crédito. Para isso, evite optar por empresas que tenham finanças conturbadas, pois você não estará amparado pelo Fundo Garantidor.

Ações

Quando compra ações de uma empresa, você se torna um dos sócios. Assim, o empreendimento usará essa aplicação como recurso para custear suas atividades.

Para isso, existe a opção em que você poderá deliberar sobre questões corporativas, que é uma modalidade denominada ordinária (ON), ou a opção preferencial (PN), em que você não poderá opinar, mas terá participações no faturamento.

Ações com isenção de imposto de renda

É possível investir em ações com a isenção do Imposto de Renda e, para que isso aconteça, os rendimentos devem ser iguais ou inferiores a R$ 20 mil mensais. Outra vantagem é referente à democracia, já que as operações desse tipo de aplicação podem ser feitas por investidores pequenos, médios e grandes.

Os processos feitos dentro da carteira de investimentos são isentos de IR e, quando o gestor faz o resgate de um fundo para aplicar em outro, os rendimentos não são tributados. Entretanto, é preciso ter conhecimento e cautela, pois são investimentos a longo prazo e apresentam um risco maior.

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Fundos Imobiliários (FIIs)

São fundos que compram cotas de outros fundos e/ou compram participação em imóveis de diversos tipos: residenciais, comerciais, galpões logísticos, shopping centers, etc.

Os fundos imobiliários são negociados na Bolsa de Valores e o investidor pode comprar ou vender cotas desses fundos, assim como ele negocia ações.

Além de ser isento de imposto de renda, os fundos imobiliários costumam pagar ao investidor uma renda mensal, que funciona exatamente como se fosse o aluguel de um imóvel.

Além da renda mensal, o investidor também pode obter ganho de capital, caso as cotas do fundo se valorizem. Porém, essa parcela da rentabilidade é tributada.

Investimentos isentos de IR apresentam grande vantagem em relação às aplicações em que a tributação é válida, no entanto, é preciso que, assim como qualquer outro investimento, você pesquise e escolha, com cautela, a empresa em que deixará seu dinheiro, para ter ótimos rendimentos, e não prejuízos.

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Caminho para Riqueza

Por Caminho para Riqueza

Caminho para Riqueza é um blog de educação focado em investimentos financeiros.

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