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O investimento em vinhos

Terminei de ler uma excelente HQ chamada “Os Ignorantes – Relato de duas iniciações”, do autor Etienne Davodeau. Nesta história, um vinicultor (Richard Leroy) proporciona a iniciação do autor no mundo dos vinhos, e o autor, de sua parte, proporciona a iniciação de Leroy no mundo das HQs. Como gosto de ambos mundos resolvi escrever sobre o tema.

Étienne-Davodeau-e-Richard-Leroy

Investidor empreendedor

Aqui podemos ter o investidor que deseja produzir vinhos, importar ou distribuir.

Produtor

É possível investir diretamente na produção de vinhos. Aqui no Brasil a região da Campanha no Rio Grande do Sul vem despontando nos últimos anos como um local propício para a produção de vinhos, ainda com muitas oportunidades, diferente da região do Vale dos Vinhedos na região de Bento Gonçalves, RS, onde as terras são caras e há muitas vinícolas.

A serra catarinense, próximo a Urubici e Urupema também produz vinhos surpreendentes. As oportunidades para produtores ainda existem pois são poucas as vinícolas na área.

Optar por este caminho de investimento talvez seja o mais difícil pois o investidor deve ter um enorme conhecimento sobre o mercado de vinhos além de dominar processos da vinicultura.

Empresa do ramo de vinhos

Nas grandes capitais do Brasil e cidades portuárias como Vitória, ES e Itajaí, SC se concentram as maiores distribuidoras e importadoras de vinhos do país. É um mercado concorrido e regulado.

Importadoras

Para as empresas importadoras e exportadoras o conhecimento profundo de comércio exterior é fundamental. Lembrando que a maioria das empresas são importadoras, pois o vinho produzido por aqui em sua maioria é consumido internamente. O Brasil importa, no geral, vinhos de países do Mercosul, França, Itália, Portugal e Espanha. Em menor escala vinhos da Africa do Sul e Oceania.

Distribuidoras

Em São Paulo se concentram as maiores distribuidoras de vinhos, as margens de ganho são grandes nos vinhos mais caros e menores nos vinhos de muita saída (até 50 reais). São Paulo, capital, é onde se concentram os restaurantes que mais consomem vinhos caros no país, além de grandes supermercados e empórios.

Investidor no mercado financeiro

Aqui as opções de investimento podem ser maiores mas o mercado brasileiro ainda é imaturo para o mercado de vinhos.

Ações

Investir em ações de empresas que possuem suas operações diretamente relacionadas ao mercado de vinhos. Não encontrei uma ação deste tipo para investir na Bolsa brasileira.

Em Londres, desde 1999 existe a Bolsa de vinhos de Londres, chamada Liv-ex. Há diversos índices Liv-ex que refletem o volume de negociações. Alguns índices são específicos sobre negociações com vinhos de determinada região.

Dentre as milhares de ações na bolsa americana é muito provável que tenhamos empresas que são do mercado de vinhos. Deixarei este assunto para um próximo post.

Fundos de investimento

Já tivemos aqui no Brasil, em 2014, uma gestora que ofertou um fundo mutuo que investia em vinhos franceses. De qualquer forma eu acho este um caminho mais acessível para o investidor brasileiro, que é investir através de fundos. Desta forma toda a complexidade fica com a gestora e o investidor tem a preocupação principal de fazer uma boa análise e acompanhamento do fundo de investimento.

Investimento direto em vinhos

Investir diretamente em vinhos pode ser o melhor investimento quando as opções listadas anteriormente não estão disponíveis para o investidor. Trata-se de investir nas melhores garrafas que encontrar e mantê-las em sua adega.

Como selecionar os melhores vinhos para sua adega?

As regras para isso podem ser consideradas subjetivas mas existem algumas indicações que podem ajudar.

Vinho branco

Para vinho branco, uvas como chardonnay reserva, do Chile ou Argentina (dispõe de menos oferta desta uva). Vinho verde (uvas alvarinho e loureiro) região do Minho (Portugal). Espumantes, brasileiro da região de Bento Gonçalves, RS, os mais exigentes vão dizer que os franceses são imbatíveis.

Vinho tinto

Boas escolhas são Malbec reserva da Argentina e Carmenere reserva do Chile. Paladares mais exigentes irão buscar opções de tintos encorpados em Bordeaux (França) e tintos leves na Borgonha (França), porém devido a distância que levam para chegar ao Brasil estes vinhos possuem chance maior de problemas com armazenagem e isto impacta na qualidade da bebida na hora da degustação.

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Éverton Gaucho

Por Éverton Gaucho

Escreve sobre investimentos e tecnologia. É autor no site Caminho para Riqueza. Twitter: @EvertonCpR

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