Os fundos de investimentos e os títulos bancários são duas modalidades de aplicação financeira existentes no mercado brasileiro que possuem características distintas.

Apesar disso, ambas têm proporcionado bons ganhos e prosperidade financeira para quem as adquire.

Os fundos de investimentos são formados por um conjunto de investidores que mantêm valores para fomentar um tipo de atividade, já os títulos bancários são utilizados pelas instituições bancárias para a captação de recursos.

Além da finalidade específica que cada um possui, a forma de remuneração e tributação também torna esses investimentos completamente diferentes.

Para que você conheça melhor cada uma dessas modalidades de investimentos, elaboramos este artigo. Nele mostraremos o que diferencia os fundos de investimento dos títulos bancários, assim você poderá escolher a melhor opção para o seu sucesso com as finanças. Continue a leitura!

Guia para escolher o melhor fundo de investimento e construir riqueza

Os fundos de investimentos e suas características básicas

Para entender as diferenças entre os dois tipos de aplicação, é necessário aprender os conceitos e as principais características de cada um.

Vamos começar pelos fundos de investimento, que, basicamente, são um sistema que reúne os recursos de diversos investidores — nesse caso, são chamados de cotistas — que têm por objetivo principal obter ganhos a partir da aplicação desse dinheiro no mercado financeiro.

Cada investidor possui um percentual sobre o patrimônio do fundo — no caso é o montante de todo o valor depositado pelos cotistas.

A representação financeira que cada cotista possui é equivalente ao valor depositado.

Nesse contexto, quanto maior for o valor investido, maior será a sua participação no fundo e, consequentemente, maiores serão os rendimentos obtidos.

Com essa reunião de recursos, o fundo de investimento, com objetivo de obter lucro, realiza:

  • a compra e a venda de títulos e valores mobiliários,
  • compra de cotas de outros fundos ou,
  • compra de bens imobiliários no Brasil e no exterior.

É importante estar atento a um detalhe: o fundo de investimento é uma aplicação financeira coletiva. Assim, todos os recursos existentes são utilizados para adquirir bens que farão parte do patrimônio do fundo, sempre respeitando a proporção de investimentos realizada por membro.

A administração dos fundos de investimentos

Os investidores, ou cotistas, deverão escolher um profissional para realizar a administração e gestão do fundo. A pessoa a ser nomeada deverá possuir certificação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e será responsável pela carteira de ativos do fundo. O trabalho dele será desenvolvido sempre com o propósito de obter o maior lucro com o menor risco.

Pode se comparar a administração dos fundos de investimentos com a figura de um condomínio residencial, em que cada condômino é o dono de uma cota (casa ou apartamento) e paga determinada quantia a uma pessoa (administrador ou síndico) para coordenar atividades e tarefas dentro do condomínio (limpeza, portaria, manutenção, entre outras).

A tributação dos fundos de investimento

A tributação, nessa modalidade de investimento, pode parecer bem simples. O fundo em si não é tributado pelo Imposto de Renda, ou seja, a compra e a venda de um ativo imobiliário, por exemplo, não gerarão base de cálculo para aplicação do tributo. No entanto, para a figura do investidor, a situação muda bastante.

Come-cotas

Os ganhos obtidos nas operações são acumulados na valorização das cotas e o fundo provisiona o valor do imposto que seria devido pelo investidor. Após esse procedimento, no último dia útil dos meses de maio e novembro de cada ano, o governo faz a apropriação de determinado valor, a título de pagamento do imposto de renda, por um processo que é conhecido como come-cotas.


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Tributação do IR

A tributação do IR nos fundos de investimento foi denominada dessa forma, come-cotas, pois o Governo Federal, ao realizar a retenção do imposto, diminui as quotas que um investidor possui no fundo. Esse valor retido é recolhido a título de pagamento do imposto de renda. Desse procedimento surgiu o nome carinhoso para a cobrança realizada.

Como ocorre o come-cotas

O desconto do come-cotas ocorre da seguinte forma: na data mencionada, a Receita Federal aplica o percentual de 20% sobre os ganhos para títulos de investimento de curto prazo e 15% para títulos de longo prazo (acima de 720 dias).

Os títulos bancários e suas características básicas

Os títulos bancários são ativos financeiros que os bancos, com intuito principal de levantar recursos, lançam no mercado para que os investidores possam, de certa forma, emprestar dinheiro a essas instituições. Como contrapartida, elas remuneram os investidores com o pagamento de juros incidentes sobre o capital aplicado.

Certificado de Depósito Bancário

O principal título comercializado no âmbito bancário é o Certificado de Depósito Bancário (CDB), não confundir com CDI, explicado logo abaixo, que é um índice e não um título.

Existem dois tipos dessa aplicação:

  • as que possuem taxas de juros prefixados, ou seja, o investidor adquire o ativo e já sabe quanto ele renderá no momento da aquisição;
  • e as em que os juros são pós-fixados.

Essas podem sofrer alterações de acordo com as variações do mercado.

A Remuneração do CDB

A remuneração do CDB é atrelada a um indexador extraído dos Certificados de Depósitos Interbancários (CDI), e o percentual pode variar de acordo com cada instituição financeira. Para exemplificar, suponhamos que um CDB remunere o percentual de 90% do CDI, que, nessa situação hipotética, é de 12,3% ao ano. Nesse caso, a rentabilidade dessa aplicação financeira será de 11,07% ao ano.

As LCI e LCA

Além do CDB, também temos as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), que também são modalidades de investimento existentes no âmbito bancário. Essas são muito comuns entre investidores iniciantes e experientes.

A tributação dos títulos bancários

Assim como nos fundos de investimentos, alguns títulos bancários são objeto de apuração do Imposto de Renda. No entanto, as Letras de Crédito (LCI e LCA) não contam com a incidência desse tributo. Além disso, nas operações do CDB, é cobrado o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), se o prazo da aplicação for inferior a 31 dias.

O Imposto de Renda incide sobre a rentabilidade da aplicação, utilizando a sua tabela regressiva, ou seja, varia de acordo com o tempo de investimento, conforme disposto abaixo:

  • 22,5% até 180 dias;
  • 20% entre 181 e 360 dias;
  • 17,5 entre 361 e 720 dias;
  • 15% após 721 dias.

Portanto é importante notar que a medida em que o seu dinheiro permanecer aplicado, a alíquota do Imposto de Renda incidente sobre o lucro obtido, será menor.

A garantia do FGC para títulos bancários

A principal vantagem e uma das característica que mais difere os títulos bancários, como o CDB, dos fundos de investimentos é o amparo financeiro oferecido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Trata-se basicamente de uma garantia que um investidor possui se o banco cedente do título falir. Nesse caso, o FGC garante o valor aplicado no limite de até R$ 250.000,00 por título.

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É com voce agora: fundos de investimentos, títulos bancários ou os dois?

Ambos os investimentos têm características diferentes, cabe a você definir qual deles será mais vantajoso para você. Para fazer essa seleção, é importante avaliar os seus objetivos de curto, médio e longo prazo, além de seu perfil de investidor. Em alguns casos, vale a pena contar com o auxílio e a expertise de um assessor de investimentos para ajudar você a escolher a melhor opção.

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Sobre o autor

Caminho para Riqueza

Caminho para Riqueza é um blog de educação focado em investimentos financeiros.