DIVERSIFICAÇÃO DE INVESTIMENTOS PARA 2020: UM GUIA PARA PROSPERIDADE FINANCEIRA

A diversificação dos investimentos financeiros é uma estratégia segura para o investidor. Uma composição equilibrada da carteira de investimentos, divididos entre renda variável e renda fixa. Sem nunca esquecer de constituir um fundo de emergência.

O objetivo da diversificação de investimentos é minimizar os riscos, de forma a limitar a exposição a prejuízos no mercado financeiro. Neste contexto podemos entender o significado da famosa frase:

Não devemos deixar todos os ovos na mesma cesta.

Leia este artigo e descubra porque a diversificação é uma das melhores estratégias para investimentos financeiros:

Carteira de Investimentos

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diversifique em cestas o seu ouro

E não é por menos. Uma carteira de investimentos bem construída deve, necessariamente, conter uma diversificação dos ativos que a compõe, alinhada com o perfil do investidor e seus objetivos.

Antes de entrar no mérito da importância da diversificação e dos diferentes métodos para diversificar os investimentos, quero abrir um espaço para a definição de diversificação.

Definição

No mercado financeiro, não há um consenso comum e claro sobre a definição de diversificação de investimentos. Alguns autores definem diversificação como:

  • uma estratégia de administração de risco.

Outros autores definem a diversificação como:

  • a participação simultânea em diferentes negócios ou;
  • a extensão da base de negócios a fim de melhorar o crescimento e reduzir o risco.

A definição que eu mais gosto é:

Diversificação é a técnica que permite reduzir riscos, através da alocação de investimentos entre vários instrumentos, classes de ativos, setores ou outras categorias.

Não importa qual seja a melhor definição para diversificação, uma coisa é certa:

A diversificação serve para mitigar os riscos e ajuda uma carteira de investimentos a rentabilizar bem levando-se em conta os diversos movimentos da economia.


Baixe o guia completo que escrevemos para montar uma carteira de investimentos diversificada e lucrativa.


Alocação e ganhos com investimentos

ideias para diversificar sua carteira

Quero enfatizar que a economia funciona em ciclos. Logo, em um determinado momento, os juros podem estar elevados e deve haver ótimas oportunidades de ganhos com investimentos em renda fixa ao mesmo tempo em que o preço das ações e dos imóveis esteja em baixa.

Diversificação reduz imprevisibilidade

Em um outro cenário, a inflação pode subir e o Real desvalorizar-se, e vice-versa. Como é impossível antecipar esses movimentos com segurança, a diversificação reduz essa imprevisibilidade.

Para conhecer alguns dos investimentos financeiros que servem a esta estratégia de diversificação de investimentos confira três dos nossos conteúdos sobre o assunto:

Por que diversificar os investimentos?

Há vários motivos pelos quais você deve diversificar seus investimentos. Como enfatizei acima, a administração de risco é o principal deles. Você deve escolher ativos que reajam diferentemente numa dada circunstância.

Numa linguagem mais técnica, quero dizer que sua carteira de investimentos deve conter ativos com baixa correlação entre si.

Correlação entre os ativos da carteira de investimentos

Explicando, ativos correlacionados entre si, tem a mesma reação, por exemplo, quando os juros sobem, ou quando a inflação sobe, etc. Quando os ativos não são correlacionados, o comportamento deles é o inverso.

Por exemplo, com a alta dos juros um deles se valoriza e o outro se desvaloriza.

Aprofundando um pouco mais, se a sua carteira de investimentos contém apenas 2 ativos, o ideal é que a correlação entre esses ativos seja negativa (ativos não correlacionados).

Ativos com correlação negativa

No caso, Ibovespa e Dólar são ativos com correlação negativa.

Normalmente, quando o dólar sobe a Bolsa de Valores cai e vice-versa. Claro que pode haver dias em que ambos subam ou caiam, mas normalmente o comportamento deles é inverso.

Imagine um cenário de estabilidade da inflação, baixo desemprego e crescimento econômico, onde o Banco Central (BACEN) decida reduzir a taxa básica de juros da economia.

Real e Dólar

Esse ambiente será favorável a alta do Ibovespa. Porém, chamará a atenção de investidores estrangeiros, o que consequentemente aumentará a demanda pelo Real, causando uma queda na taxa do Dólar.

Repare que a mesma circunstância (queda da taxa básica de juros da economia) proporciona reações contrárias entre o Ibovespa e o Dólar. Logo, esses ativos têm correlação negativa entre si.


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Controle de risco através da carteira de investimentos diversificada

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se proteja e diversifique sua carteira corretamente

Muitos investidores são levados a acreditar que a diversificação ajuda no controle de risco, mas reduz a rentabilidade da carteira de investimentos. Porém, isso não é verdade, mas o contrário é verdadeiro.

Ou seja, carteiras corretamente diversificadas, além de possuírem menor risco, no médio ou longo prazo costumam entregar mais retorno.

A diversificação de investimentos serve para que o investidor:

  1. Mantenha o mesmo retorno, reduzindo o risco de sua carteira;
  2. Obtenha melhor rentabilidade, mantendo o nível de risco de sua carteira.

Necessidade

Enfim, considero que a diversificação de investimentos nem seja uma estratégia, mas uma necessidade. Além disso, ela não reduz a rentabilidade de uma carteira, mas ajuda a aumentá-la. Gostou dessas dicas?

A partir de agora vou te orientar a construir uma carteira de investimentos diversificada!

saiba-como-diversificar-sua-carteira-de-investimentos

Diversificação de mercados

De forma bastante ampla, basicamente podemos separar os ativos financeiros em dois grandes grupos:

  • Renda Fixa;
  • Renda Variável.

Classificando o risco em investimentos financeiros

Ao mesmo tempo, também podemos classificar o risco em dois diferentes grupos:

  • Riscos Diversificáveis, também conhecidos como Riscos de Mercado;
  • Riscos não Diversificáveis, também conhecidos como Riscos Intrínsecos.

Riscos diversificáveis

Os riscos diversificáveis (risco de mercado) são aqueles atribuídos a:

  • um produto;
  • uma empresa;
  • um setor da economia;
  • um tipo de mercado;
  • ou mesmo a um país;
  • uma moeda;
  • uma região;
  • e assim por diante.

Logo, esse tipo de risco é facilmente controlado e minimizado através da diversificação. Já os riscos não diversificáveis, são aqueles que todos os ativos financeiros estão sujeitos.

Riscos não diversificáveis

Por exemplo:

  • uma guerra;
  • uma catástrofe ambiental;
  • uma instabilidade política;
  • inflação;
  • entre diversos outros.

Como o investidor não tem domínio sobre os riscos não diversificáveis, é preciso que ele tenha consciência que ao fazer qualquer investimento, ele necessariamente correrá esses riscos.

Alocação de ativos

No entanto, conforme exposto na seção “por que diversificar seus investimentos”, através da alocação em ativos com pouca ou nenhuma correlação entre si, dá para controlar e calibrar o risco da carteira de investimentos ao gosto do investidor.

De forma geral, embora os ativos de renda fixa possuem risco muito menor do que os ativos de renda variável, eles estão mais sujeitos aos riscos não diversificáveis.

Porém, é possível sim fazer uma carteira diversificada com ativos de renda fixa, buscando ativos com baixa correlação entre si e buscando otimizar os riscos diversificáveis.

Títulos de Crédito Privado

Por exemplo, através de investimentos em títulos de crédito privado (debênture, CRAs e CRIs), o investidor pode, e deve selecionar empresas de diferentes setores da economia, de diferentes regiões geográficas, etc.

Para saber mais sobre investimentos em Títulos de Crédito Privado, que são bastante utilizados para composição de uma carteira de investimentos diversificada, confira três dos nossos conteúdos:

Renda Variável e Bolsa de Valores

Já os ativos de renda variável, ações, índices, etc., apesar de muito mais arriscados do que os ativos de renda fixa, estão mais sujeitos aos riscos diversificáveis.

Ao compor uma carteira de ações, além da correlação entre os ativos alocados, é importante atentar-se a diversos mercados, diversas empresas e diversos setores da economia.

Uma carteira de investimentos bem diversificada, pode e deve ser composta por ativos de renda fixa e renda variável, mas isso vai depender do perfil do investidor.

Caso o investidor tenha zero tolerância a volatilidade (oscilação do valor de seus ativos), ele não deve comprar ações na bolsa de valores diretamente.

Ele pode participar do mercado de renda variável através de outros veículos, como por exemplo o COE (Certificado de Operações Estruturadas).

Diversificação de indexadores

Na elaboração de uma carteira de investimentos, é muito importante atentar-se aos diversos indexadores atrelados aos ativos que irão compô-la.

Indexador é o índice ao qual um ativo financeiro está atrelado, por exemplo, os indexadores mais comuns são:

  • CDI;
  • IPCA (inflação);
  • Dólar (câmbio);
  • Ibovespa (índice de ações), etc.

Expectativas futuras

A escolha dos indexadores deve ser feita segundo o cenário macroeconômico no momento da alocação dos ativos e, principalmente, segundo as expectativas futuras para a economia do país.

Após períodos de crises econômicas

Por exemplo, logo após períodos de crises econômicas ou após um longo período de alta da taxa básica de juros da economia, no primeiro sinal de melhora, é recomendado que uma boa parte da carteira de investimentos seja alocada em ativos atrelados à taxa pré-fixada, especialmente no médio e longo prazo.

Num cenário como esse a expectativa futura é de queda da taxa básica de juros e da inflação e, dessa forma, o investidor garantirá elevadas taxas de juros por um período mais longo.

Instabilidade política e grandes incertezas

governo pode interferir em seus investimentos

Num cenário de instabilidade política e grandes incertezas quanto ao rumo da economia do país, produtos que remuneram o investidor com taxa mista (por exemplo IPCA + taxa pré) devem ser escolhidos.

Dessa forma, caso haja uma piora das condições levando a um aumento da inflação e consequente aumento da taxa básica de juros, o investidor estará protegido e garantirá uma criação de riqueza com o componente pré-fixado de seus investimentos. Ou seja, ele sabe que irá receber a inflação + uma taxa pré-acordada no momento do investimento.

Deterioração da conjuntura econômica

Após longos períodos de estabilidade política e econômica, nos primeiros sinais de deterioração da conjuntura econômica, o investidor deve mirar as taxas pós-fixadas, através de investimentos indexados ao CDI, por exemplo.

Carteira de investimentos com diversificação de indexadores

Há várias formas de montar uma carteira de investimentos com diversificação de indexadores. Para investidores ultraconservadores, por exemplo, com uma única classe de ativos, os títulos públicos, também conhecidos como Tesouro Direto, é possível fazer uma carteira indexada ao CDI, ao IPCA e à taxa pré-fixada.

Através dos títulos de crédito privado, como CRA, CRI e debêntures, dá para diversificar ainda mais, com ativos indexados ao CDI, IPCA, IGPM, taxa pré-fixada ou taxa mista (IPCA + pré, IGPM + pré, CDI + pré).

Dá mesma forma, os títulos de emissão bancária tais como o CDB, a LC, a LCA e a LCI, além de contar com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), ainda possibilitam uma boa diversificação de indexadores.

Diversificação de liquidez (prazo de carência do resgate)

É muito importante que o investidor tenha um objetivo claro antes de compor sua carteira de investimentos.

Reserva de emergência

É recomendado que parte da carteira de investimentos (montante suficiente para cobrir todos os custos recorrentes do investidor num período de 6 meses), seja considerado como uma reserva de emergência.

Como o próprio nome sugere, esta reserva financeira é destinada a cobrir eventuais emergências que podem ocorrer ao longo da vida do investidor.

Ativos conservadores de liquidez curtíssima

Como ele não sabe quando terá uma emergência, se é que terá, esse capital deve ser investido em ativos conservadores de liquidez curtíssima, ou seja, resgate imediato. Podemos considerar como liquidez curtíssima o período correspondente entre 0 e no máximo 1 dia.

Conforme já mencionei neste artigo, a diversificação de investimentos não reduz a rentabilidade da carteira, mas ajuda aumentá-la. Principalmente quando se trata de liquidez.

Liquidez diária

Logo, não faz sentido o investidor manter todo o seu capital investido em ativos com liquidez diária, mas somente sua reserva de emergência.

Isso acontece porque, normalmente, os ativos com mais liquidez (o prazo de carência até o resgate do dinheiro é menor), rendem menos que outros ativos com prazo de carência mais longo, por exemplo, 1 mês, 1 ano, 2, 3, 5 anos, etc.

Isso é até um pouco obvio, pois, se os ativos com liquidez imediata rendessem igual ou mais que os ativos com liquidez mais longa, ninguém iria investir nesses últimos. Isso não faria nenhum sentido.

Abrindo mão da liquidez

Logo, para a outra parcela dos investimentos, que não seja a reserva de emergência, é recomendado que o investidor abra mão de liquidez, para obter maior rentabilidade, sem precisar correr mais risco.

Várias classes de ativos permitem muito bem o uso dessa estratégia, dentre elas os títulos públicos e os títulos de emissão bancária (CDBs, LCs, LCAs, e LCIs).

Diversificando a liquidez

É importante que o investidor saiba que apenas diversificando a liquidez, é possível obter uma remuneração expressivamente maior com seus investimentos e, na maioria dos casos, ainda ajuda a reduzir o risco de sua carteira. Isso pode ser uma ajuda direta na sua prosperidade financeira e como ganhar dinheiro com investimentos financeiros.

Diversificação de emissores

Uma estratégia muito interessante que deve ser utilizada pelos investidores que gostam de uma determinada classe de ativo é a diversificação de emissores.

Rentabilidade com risco menor

A diversificação de emissores, permite ao investidor obter a mesma rentabilidade com um risco menor. Por exemplo, imagine um investidor que aplica toda a sua economia em um CDB do Banco do Brasil (muita gente faz isso) e que sua remuneração seja de 90% do CDI.

Imagine também que existam outros dois tipos de bancos no mercado, os quais batizarei de Banco Médio e Banco Pequeno.

Percepção de risco

Mesmo sabendo que os CDBs contam com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), a percepção de risco com relação ao Banco Médio e ao Banco Pequeno é maior do que o risco do Banco do Brasil.

Então, eles precisam premiar (rentabilizar) proporcionalmente ao risco adicional, para assim atrair os investidores.

Seguindo esse raciocínio, vamos supor que o Banco Médio está disposto a remunerar o investidor em 100% do CDI e o Banco Pequeno está disposto a pagá-lo 110% do CDI.

Então, teremos o seguinte cenário ilustrativo:

• CDB do Banco do Brasil (risco baixo) = 90% do CDI;
• CDB do Banco Médio (risco médio) = 100% do CDI;
• CDB do Banco Pequeno (risco alto) = 110% do CDI.

Perfil muito conservador

perfil super conservador

Vamos supor que o investidor tem um perfil muito conservador e considera muito arriscado investir toda a sua economia no CDB do Banco Pequeno, mas está incomodado com a baixa remuneração oferecida pelo Banco do Brasil.

Para buscar 100% do CDI que o satisfaz, o investidor tem duas possibilidades:

1. Alocar todo seu capital no CDB do Banco Médio;
2. Alocar seu capital 1/3 no Banco do Brasil, 1/3 no Banco Médio e 1/3 no Banco Pequeno.

Diminua o risco da sua carteira de investimentos

No exemplo acima, a diversificação de emissores levou o investidor a diminuir o risco de sua carteira, mantendo o mesmo retorno. Acho importante ressaltar novamente que o CDB é um ativo que tem a proteção do FGC, mas ainda assim, existe essa diferente percepção de risco para a maioria dos investidores.

Essa mesma estratégia pode ser usada com outras classes de ativos, incluindo LCs, LCAs, LCIs (que também são títulos de emissão bancária), Debêntures, CRAs, CRIs (que são títulos de crédito privado), Fundos de Investimentos que abrangem diferentes categorias de risco Vs retorno, etc.

Quer saber se sua carteira de investimentos está alocada nos melhores emissores em cada classe de ativos? Faça uma simulação com um assessor de investimentos.

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Diversificação de produtos financeiros (ou classes de ativos)

Uma forma muito interessante de diversificar investimentos e que deve ser considerada na estratégia de alocação dos ativos de uma carteira é a escolha de diversos produtos ou classe de ativos.

Por exemplo, o aumento da taxa básica de juros, normalmente, faz com que os preços das ações caiam. Porém, essa perda pode ser compensada se o investidor tiver posição em um fundo DI, ou qualquer outro ativo pós-fixado atrelado ao CDI.

Conforme já mencionei neste artigo, existem dois grandes tipos de mercado, dentro do mercado financeiro: Renda Fixa e Renda Variável.

Renda fixa: classes de ativos financeiros

De forma geral, pode-se segmentar o mercado de renda fixa em 4 classes de ativos:

  1. Títulos Públicos: o investidor aloca seus recursos na dívida do governo federal (é o mesmo que emprestar dinheiro para o governo federal);
  2. Títulos de Emissão Bancária: o investidor aloca seus recursos na dívida dos bancos (é o mesmo que emprestar dinheiro para qualquer banco);
  3. Títulos de Crédito Privado: o investidor aloca seus recursos na dívida de empresas (é o mesmo que emprestar dinheiro para uma empresa qualquer);
  4. Fundos de investimento: o investidor confia seus recursos à administração de um profissional de mercado (gestor) que perseguirá uma estratégia específica de cada fundo (é o mesmo que delegar a um profissional especializado escolher para quem emprestar seu dinheiro).

Títulos Públicos (Tesouro Direto)

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Tesouro direto nacional

Uma carteira composta por diversos títulos públicos (tesouro direto) tem um perfil super conservador e pode trazer uma boa diversificação de indexadores para o seu portifólio de investimentos, a saber:

  • O Tesouro Selic (LFT) está atrelado a taxa básica de juros da economia (SELIC/CDI);
  • O Tesouro IPCA+ (NTN) está atrelado a inflação, medida pelo IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Ampliado), mais uma taxa pré-fixada;
  • O Tesouro Pré (LTN), como o próprio nome sugere, está atrelado a uma taxa pré-fixada.

Porém, uma carteira composta somente por títulos públicos, apesar de possuir liquidez diária, não deve ser considerada uma reserva de emergência.

Isso acontece porque alguns títulos têm vencimento com prazo superior a 35 anos e sofrem bastante volatilidade (variações positivas e negativas) até o vencimento.

Tesouro Selic

O único título do Tesouro realmente seguro e que pode ser usado como reserva de emergência são as LFTs (Tesouro Selic). Em qualquer outro, o investidor poderá sofrer até perdas se os títulos forem vendidos antes do vencimento.

Mercado secundário

Os títulos públicos podem ser vendidos antes do vencimento no chamado mercado secundário (veja este vídeo sobre a dinâmica das taxas de juros através do mercado secundário), porém, neste caso, o investidor corre o risco de perder dinheiro, caso seu ativo esteja desvalorizado (com deságio) no momento da venda.

Salvo o Tesouro Selic, que é o título mais conservador do tesouro e o único título público que não tem volatilidade.

Títulos de Emissão Bancária

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Outra possibilidade para o investidor é alocar parte dos recursos em títulos de emissão bancária, que contam com a proteção do FGC. Logo, esse tipo de investimento também tem um perfil muito conservador.

Os CDBs, LCAs e LCIs são emitidos pelos bancos e podem ser atrelados a diferentes indexadores: CDI, IPCA, IGPM, Taxa-pré, etc.

Liquidez diária e liquidez superior a 5 anos

Esses títulos têm vencimentos muito distintos. Encontra-se no mercado financeiro desde CDBs com liquidez diária, até CDBs com liquidez superior a 5 anos.

Porém, os títulos de emissão bancária que melhor remuneram os investidores, costumam ter maior prazo de carência e exigir investimentos iniciais mais elevados. Em alguns casos, superior a R$ 50 mil. Mas é possível encontrar esses títulos mesmo para investimentos a partir de R$ 5 mil.

Títulos de Crédito Privado

Uma classe de ativos financeiros que eu gosto muito e que é altamente influenciada pelos Riscos Diversificáveis são os títulos de crédito privado, destacando: CRA, CRI e Debênture (links para nossos melhores conteúdos sobre esses temas).

Esses títulos são emitidos por empresas (tratam-se de dívidas corporativas) e possuem uma dinâmica semelhante aos títulos públicos para a carteira de investimentos. Ou seja, os títulos de crédito privado podem ser emitidos atrelados aos mais variados indexadores.

Prazos de vencimento

Os títulos privados também possuem variados prazos de vencimento. Porém, normalmente são de longo prazo. Algumas emissões possuem data de vencimento superior a 12 anos.

Mercado secundário

Assim como os títulos públicos, os títulos de crédito privado também podem ser vendidos antes da data de vencimento no mercado secundário. Porém, neste caso, o investidor também está sujeito a volatilidade (ágio = ganho extra ou deságio = perda).

Esses títulos são boas alternativas para o investidor diversificar o risco de uma carteira fundamentada em títulos públicos, saindo do “risco governo” e migrando para o risco de empresas de diversos portes e setores.

Investir em títulos de crédito privado também é uma ótima alternativa para o investidor diversificar os riscos de mercado (riscos diversificáveis), sem participar da alta volatilidade da bolsa de valores.

Fundos de investimentos

Os fundos de investimentos são, sem dúvida, um dos principais canais para o pequeno investidor obter uma carteira de investimentos devidamente diversificada.

Pela própria natureza desse produto financeiro, quando você aloca seus recursos em um fundo de investimento, sua carteira obtém, naturalmente, maior diversificação.

Isso ocorre pois não importa a estratégia do fundo, o gestor nunca irá alocar todo o patrimônio administrado pelo fundo em 2 ou 3 ativos financeiros.

Variadas estratégias

Por mais simples e/ou limitada que seja a estratégia do fundo, certamente os ativos financeiros que o compõe serão dezenas ou centenas, dependendo do tamanho do patrimônio do fundo.

Outra característica interessante dos fundos de investimentos é que, normalmente (não é uma regra), eles possuem maior rentabilidade e flexibilidade (liquidez mais curta) do que os títulos bancários (CDB, LCA e LCI).

Além da diversificação de ativos, os fundos de investimentos podem perseguir as mais variadas estratégias.

Os fundos de investimentos são, de maneira geral, uma forma do investidor confiar a gestão do seu patrimônio a profissionais, que irão fazer exatamente o trabalho de escolher os melhores produtos financeiros de cada categoria, de acordo com o objetivo e classificação de risco de cada fundo.

Classificação dos fundos de investimentos

• Fundo referenciado (os chamados fundos DI):

Muito resumidamente, buscam superar o CDI investindo em produtos como os TPFs e qualquer título de renda fixa pós-fixado. É a classe de fundo mais conservadora.

É uma boa opção para o investidor que não tem recursos suficientes para fazer uma carteira de CDBs, LCAs, LCIs, LCs e quer ficar exposto em juros pós-fixado;

• Fundo de renda fixa:

Muito resumidamente buscam superar o CDI investindo em produtos financeiros como CDBs, TPFs, debêntures, CRIs, CRAs, dentre outros. Depois dos fundos referenciados, é a outra classe de fundos mais conservadora.

É uma boa opção para o investidor que não tem recursos suficientes para fazer uma carteira diversificada de CDBs, TPFs, debêntures, CRIs, CRAs, FIDCs dentre outros e quer ficar exposto nestes produtos de renda fixa;

• Fundo de ações:

Muito resumidamente buscam superar o IBOVESPA investindo em produtos de renda variável como ações, opções, futuros, etc. É uma classe de fundo de maior risco que as duas anteriores.

É uma boa opção para o investidor que não tem recursos suficientes para fazer uma carteira diversificada de ações e quer estar exposto em renda variável (bolsa de valores);

• Fundo cambial:

Muito resumidamente buscam superar a desvalorização do real (ou alta do dólar) investindo em moedas. É uma classe de fundo de risco equivalente aos fundos de ações.

É uma boa opção para o investidor que necessita proteção ou quer apostar na alta do dólar (desvalorização do real);

• Fundo multimercado:

Muito resumidamente, são fundos que misturam os diversos produtos financeiros e podem dar um foco especial a qualquer uma das classes anteriores. Assim, existe desde fundos multimercado muito conservadores (sem risco) até muito agressivos (arriscado).

É uma boa opção para o investidor que não tem recursos suficientes para fazer uma carteira pulverizada nos diversos mercados anteriores e prefere deixar a gestão de seus recursos na mão de um profissional experiente.

Indexador ou Benchmark

Cada uma dessas classes de fundos pode possuir subclasses, mas não entrarei nesse nível de detalhe nesse artigo.

Diferentemente que os títulos de renda fixa, nenhum fundo de investimento promete uma rentabilidade predeterminada. Pelo contrário, cada fundo possui um indexador ou benchmark (já explicado anteriormente nesse artigo), ou seja, uma referência, que varia muito.

Indicador de desempenho

O benchmark também pode ser considerado um indicador de desempenho e serve, portanto, como um objetivo segundo o qual o fundo será avaliado.

Vou tentar explicar através de uma analogia. Vou supor que a altura média dos homens brasileiros seja 1,70m. Logo, o benchmark da altura da população masculina é 1,70m.

Qualquer homem cuja altura seja superior a 1,70m, estará acima do benchmark e vice-versa.

Objetivo rentabilidade do fundo

O objetivo de rentabilidade de um fundo de investimento será sempre superar o seu benchmark, que pode ser dos mais variados:

  • CDI,
  • IPCA,
  • IGPM,
  • IMA,
  • IBOVESPA,
  • Dólar, etc.

Fundos de Previdência Privada

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previdencia privada

É um instrumento financeiro que visa acumular poupança de longo prazo e cuja finalidade para o participante consiste em evitar oscilações bruscas de renda ao longo de sua vida.

Os fundos de investimentos em previdência complementar nada mais são que fundos de investimentos, conforme descrevi logo acima.

Assim como nas outras categorias de fundos de investimentos, podem ser de:

  • renda fixa;
  • renda variável;
  • multimercado, etc.

Porém, existem algumas limitações quando se trata de previdência. Dentre elas, um fundo de previdência não pode investir mais que 49% do seu patrimônio em renda variável.

Portabilidade

Outra diferença é que os participantes dos fundos de previdência podem transportar o montante acumulado para outro fundo de previdência gratuitamente, através da portabilidade. Nos fundos convencionais, salvo exceção, isso não é possível.

Regressiva e Progressiva

Além disso, nos fundos de previdência, diferentemente que nas demais classes de fundos, o investidor pode optar entre duas formas de tributação:

  • a regressiva ou
  • a progressiva.

E também pode optar entre dois tipos de fundos: PGBL ou VGBL.

Renda continuada ou pagamento único

Esses fundos podem ser operados por entidades de previdência abertas e por sociedades seguradoras autorizadas a operar no ramo de vida que têm como objetivo instituir e operar planos de benefícios de caráter previdenciários concedidos em forma de renda continuada ou pagamento único.

Diferentemente que na previdência social (INSS), na previdência privada (complementar) as pessoas podem escolher o quanto contribuir mensalmente ou até anualmente.

Além disso, os valores investidos podem ser resgatados pelo participante do fundo quando ele desejar, conforme o tipo de plano.

Tipos de planos

  • Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL):

Ideal para quem faz declaração completa de Imposto de Renda (IR), pois você pode deduzir o valor das contribuições da sua base de cálculo do IR, com limite de 12% da sua renda bruta anual.

Assim, poderá reduzir o valor do imposto a pagar. Porém, o IR incidirá sobre o valor total do plano de previdência quando o dinheiro for resgatado. É recomendado para pessoas com renda mais alta e que pagam IR no ajuste anual;

  • Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL):

Ideal para quem faz declaração de IR simplificada, para quem é isento de IR, para profissionais liberais ou para quem deseja aplicar mais de 12% de sua renda bruta anual. Isto porque, em um VGBL, a tributação acontece apenas sobre o rendimento acumulado. Porém, não permite a dedução anual do IR.

É recomendado para pessoas com renda mais baixa e que restituem ou são isentas de IR no ajuste anual. Para fazer uma melhor escolha em relação a planos de previdência confira dois dos nossos conteúdos sobre o assunto:

Renda Variável: Classe de ativos financeiros

Ações

É o produto mais conhecido no mercado de renda variável.

Por definição, são títulos negociados no mercado financeiro, normalmente através da bolsa de valores, que representam a menor fração do capital social de uma determinada empresa.

Ou seja, ao adquirir uma ação o investidor se torna sócio da empresa e passa a ter direitos, assegurados por lei em decorrência disso, os chamados proventos.

Tipos de ações

Os dois principais tipos de ações são:

A grande diferença entre elas é que as ONs dão direito ao acionista de votar nas assembleias da empresa, ou seja, conferem ao investidor direito de participar nas decisões da empresa.

Já as PNs não conferem esse direito ao acionista, porém possuem preferência no recebimento dos proventos ou reembolso do capital em caso de liquidação da empresa.

Fundos de ações

Para o pequeno investidor, que pretende fazer uma carteira diversificada de ações, uma solução são os clubes de investimento em ações. Outra seria os fundos de ações os quais já foram tratados anteriormente.

Clubes de investimentos em ações

Quanto aos clubes de investimentos em ações, são definidos como um grupo de pessoas que desejam investir em ações. Um clube tem que ter no mínimo 3 pessoas e no máximo 50. A vantagem dos clubes é que com o capital seu e de outras pessoas juntas é possível diversificar mais.

FII – Fundo de Investimento Imobiliário

FII é um ativo negociado na Bolsa de Valores – B3, que investe em imóveis.

O FII gera uma renda mensal líquida que cai na conta corrente da sua corretora de valores. Descubra como ganhar 4 mil reais com fundos imobiliários.

ETF – Exchange Trade Funds

ETF são fundos que replicam a carteira de um índice e são negociados nas bolsas de valores, como se fossem ações. Para comprar ou vender o investidor acessa o seu home broker e realiza uma operação com ETF. 

BOVA11 é uma ETF somente de ações do índice Ibovespa e atualmente um dos ativos mais negociados na bolsa de valores.

BTC (Banco de Títulos da CBLC – Cia Brasileira de Liquidação e Custódia)

O BTC é uma operação é chamada de venda a descoberto, ou seja, é vender algo que você não possui, nesse caso ações.

Esse tipo de operação é relativamente comum e permitida pela BMF/BOVESPA. Quando você vende uma ação a descoberto, quanto mais ela cair, mais você ganha e o inverso é verdadeiro.

BDR (Brazilian Depositary Receipts)

BDR na prática são ações estrangeiras negociadas na B3.

A definição é que são certificados de depósito, emitidos e negociados no Brasil, com lastro em valores mobiliários de emissão de empresas estrangeiras.

Simplificando, são ações de empresas estrangeiras negociadas na BMF/BOVESPA, que vão permitir, portanto, que o investidor invista no mercado internacional.

Opções

Como o próprio nome sugere, ao adquirir uma opção o investidor adquire o direito de:

  • comprar (opção de compra, também chamada de call) ou de;
  • vender (opção de venda, também chamada de put);

…uma quantidade especificada de um determinado ativo a um preço previamente fixado (denominado preço de exercício ou strike), até:

  • uma data estabelecida (no caso das opções americanas) ou;
  • em uma data pré-determinada (no caso das opções europeias) pagando um preço (chamado prêmio).

Já o vendedor de uma opção, também conhecido como lançador, tem a obrigação de comprar ou vender o referido ativo nas condições pré-estabelecidas.

As opções são bastante utilizadas por investidores mais sofisticados e também como uma forma de proteção (ou hedge) da carteira de ações.

Termos

Quando um investidor compra ou vende um contrato a termo, está se comprometendo a comprar ou a vender determinada  quantidade de um ativo por um preço pré-acordado na data de fechamento do contrato, dentro de um período também pré-estabelecido.

Diferentemente que as opções, onde o investidor paga um prêmio, nos contratos a termo o investidor é financiado por um terceiro que irá cobrar uma taxa de juros conforme o prazo definido no contrato.

Resumindo, os termos são uma forma de você comprar uma ação qualquer hoje, pagando mais para frente (você escolhe o prazo), porém pagando juros por esse dinheiro.

Futuros

Os contratos futuros são expectativas do valor que um determinado ativo alcançará em um prazo especificado.

Nesse mercado no Brasil, são negociados ativos financeiros:

  • como taxa de juros,
  • moedas,
  • índices.

E mercadorias tangíveis como as commodities agrícolas:

  • o açúcar,
  • o milho,
  • a soja,
  • a carne (boi),
  • o café,
  • o algodão dentre outras.

Descubra mais sobre o índice de commodities do mega investidor Jim Rogers.

E, também outros commodities como:

  •  petróleo,
  • o ouro,
  • o etanol, etc.

A sensação falsa de diversificação de investimentos

É muito comum observarmos, principalmente entre os investidores menos experientes, carteiras de investimentos com vários produtos, mas que não fazem o menor sentido.

Educação financeira

Isso não me surpreende nem um pouco, já que uma das principais táticas utilizadas por muitos profissionais do mercado financeiro para vender mais produtos é recorrer ao argumento da diversificação.

Quem é o investidor que nunca recebeu um telefonema do seu gerente do banco dizendo que ele deveria ter um CDB para cobrir uma eventual emergência financeira, mas que deveria também fazer uma previdência privada pensando na sua aposentadoria, investir em um fundo, pois o banco possui os melhores gestores do mercado, e assim por diante?

curso Como começar a investir do zero

Além disso, os investidores escutam toda hora do seu gerente do banco, na roda de amigos e até na mídia que os investimentos devem ser diversificados.

Então, ele corre para sua agência bancária e vai logo fazendo um CDB pós-fixado atrelado ao CDI, um Fundo DI, uma previdência privada também atrelada ao CDI e até uma LCA novamente atrelada ao CDI.

Carteira de investimentos

Pois bem, uma carteira de investimentos composta com os produtos acima, não faz nenhum sentido e a melhor forma de não ser enganado de forma tão básica é através da educação financeira. Só assim você terá um forte aliado para a sua prosperidade financeira.

Há várias formas de trabalhar a diversificação, uma das práticas é ter uma pequena porcentagem de ações, e dentro do portifólio de ações ter ações que pagam dividendos. Luiz Barsi, um grande investidor é um dos mestres no investimento em ações. Você também pode baixar o ebook que escrevemos sobre dividendos.

Planejamento financeiro

Investir em vários bancos ou corretoras, mas aplicando em ativos financeiros que possuem as mesmas características, por exemplo, CDB de vários bancos ou Fundos DI em vários bancos e gestoras independentes, não vai proteger o investidor de movimentos adversos da economia.

Enfim, a diversificação de ativos é muito importante, mas deve seguir o planejamento financeiro estipulado pelo investidor, atendendo uma visão integrada da carteira de investimentos e os objetivos perseguidos.

Um Guia para diversificar os investimentos financeiros

Agora que você conhece os benefícios da diversificação para seus investimentos, os tipos de diversificação e as diversas maneiras de diversificar os investimentos financeiros, preparei esse guia resumido para facilitar sua jornada na construção de uma carteira diversificada de investimentos que pode te proporcionar uma maior prosperidade financeira.

Se você possui todo o seu dinheiro em banco(s) conheça este conteúdo que roteiriza um passo a passo para desbancarizar os investimentos financeiros.

1) Determine seu perfil de investidor e seus objetivos financeiros

O que define o perfil de risco de um investidor são duas variáveis:

  1. capacidade ao risco e;
  2. tolerância ao risco.

Capacidade ao risco

Está relacionada ao momento de vida da pessoa:

  • idade,
  • estabilidade no emprego e na renda,
  • filhos, outros dependentes,
  • Gastos com aluguel, etc.

Por exemplo, um investidor de 35 anos concursado, logo é novo e possui renda estável, possui uma capacidade ao risco bastante alta.

Tolerância ao risco

Diz respeito as atitudes do investidor em relação aos seus investimentos. Ou seja, alguns investidores não ligam de ver o seu patrimônio diminuir no curto prazo (devido a possíveis perdas) na esperança de obterem maiores retornos no longo prazo.

Outros investidores se desesperam ao viverem essa situação. Então, a pessoa que aceita essa perda no curto prazo possui uma boa tolerância ao risco. Já o investidor que não consegue lidar com isso é avesso ao risco.

Enfim, a mistura entre a capacidade e a tolerância ao risco determinam o perfil adequado a cada investidor.

No exemplo anterior, se essa pessoa com capacidade ao risco alta também possuir uma boa tolerância ao risco, ele pode ser enquadrado num perfil agressivo. Mas se ele é avesso ao risco (baixa tolerância) então um perfil moderado seria o mais indicado.

Conhecendo seu perfil de investidor, você já começará a limitar os produtos ou classes de ativos que irão compor sua carteira de investimentos. É importante que o investidor esteja confortável e trabalhe com ativos financeiros dentro do seu perfil.

Objetivos financeiros

Por fim, determine seus objetivos financeiros antes de planejar a alocação de ativos que irá compor sua carteira de investimentos.

É fundamental conhecer seus objetivos, principalmente para determinar a liquidez dos produtos financeiros que irão compor sua carteira de investimentos.

Por exemplo, se o objetivo do investidor é comprar um imóvel num prazo de 5 anos, não é recomendável que ele invista numa LTN (Tesouro Pré) ou numa NTN (Tesouro IPCA+) com vencimento posterior a 5 anos.

2) Escolha os parâmetros da diversificação de sua carteira e avalie soluções

Se você possui recursos suficientes e tem perfil para investir em todas as classes de ativos descritas anteriormente nesse artigo, sugiro que faça uma diversificação completa de sua carteira de investimentos.

Diversificação completa

Neste caso diversificação completa considera:

  • diversificação de mercados,
  • diversificação de indexadores,
  • diversificação de liquidez,
  • diversificação de emissores e
  • diversificação de classes de ativos e produtos.

Soluções segundo o seu perfil de investidor

Porém, se seus recursos são limitados, avalie soluções segundo o seu perfil de investidor e prioridades. Por exemplo, se você é um pequeno investidor de perfil conservador e tem objetivos de longo prazo, você pode diversificar a liquidez e os indexadores de seus investimentos através dos títulos públicos.

Com apenas R$ 30,00 você consegue investir no tesouro direto.

Caso seu perfil seja moderado, você pode fazer essa mesma diversificação do exemplo acima e incluir títulos de crédito privado (CRA, CRI e Debêntures).

Mitigando os riscos diversificáveis

Assim, além de diversificação de liquidez e indexadores, você ainda terá uma diversificação de classe de ativos e produtos e conseguirá mitigar com mais facilidade os riscos diversificáveis.

Diversificação “natural”

Outra estratégia para o pequeno investidor é buscar a chamada “diversificação natural”, através de fundos de investimentos. Se você tem perfil conservador, procure fundos referenciados (especialmente referenciados DI) e/ou fundos de renda fixa. Se seu perfil é moderado agressivo, você pode alocar parte de seus recursos em fundos de renda variável, diversificando também os tipos de mercado.

3) Escolha uma corretora com as condições para o investidor diversificar seus investimentos

Costumo utilizar o termo “shopping financeiro” para explicar como funcionam as corretoras de valores.

Shopping financeiro

Resultado de imagem para shopping financeiro

shopping financeiro para diversificar bem

Ao abrir a conta em uma corretora você pode investir em um CDB do Bradesco ou do Itaú, em um Fundo de Investimento do Banco do Brasil, em uma LCA ou LCI do da Caixa e assim por diante.

Muitos tipos de investimentos

Ou seja, você terá acesso tanto aos investimentos convencionais (os CDBs, os fundos, etc) como também aos investimentos diferenciados, mais sofisticados (as LCAs e LCIs, as debêntures, os FIDCS, CRIs, CRAs, bolsa de valores e futuros os títulos do tesouro e até ETFs), gerenciados por instituições especialistas em investimentos (o mundo das assets e bancos de investimentos).

Resumindo, você conseguirá comparar antes de investir. E melhor ainda, tudo de maneira muito simples em uma única plataforma. Certo, agora que você aprendeu como funciona uma corretora…

Escolha da corretora de valores

Então, como você faz para escolher uma? As corretoras são fundamentalmente iguais.

O que vai diferenciar uma da outra é:

  • a quantidade de instituições financeiras com as quais elas trabalham;
  • as ferramentas que elas oferecem (home broker, outras plataformas de negociação online, relatórios de análise, etc) e;
  • as taxas que elas cobram por cada serviço.

Itens para considerar na escolha

Escolha aquela corretora de valores que:

  • oferecer melhor preço;
  • oferecer melhores ferramentas;
  • oferecer o maior número de produtos e instituições financeiras em sua plataforma.

No site da BMF Bovespa você encontra uma lista de todas as corretoras no mercado.

4) Escolha uma assessoria de investimentos

Com centenas de instituições e milhares de produtos para investir, como é que você escolhe e aplica nos melhores produtos? Esse é justamente o papel de um assessor de investimentos.

Conhecimento

É um profissional que precisa conhecer não apenas as instituições financeiras, mas também cada um dos produtos, seus riscos, sua liquidez, o histórico de rendimento etc.

Perfil

E também cada cliente, seu perfil e sua necessidade para então orientá-lo na escolha do melhor produto financeiro segundo seu objetivo. Entenda que o Assessor de Investimentos orienta, mas quem decide é você (o próprio investidor).

assessoria-de-investimentos-personalizada-gratuita

Acesso

E assim como em um banco, numa corretora de valores você receberá um login, uma senha e uma assinatura eletrônica e terá acesso a todos os produtos financeiros de todas as instituições financeiras com as quais a corretora de valores trabalha.

Relatório

Além disso, terá os relatórios de acompanhamento dos seus investimentos todos juntos. Neste conteúdo explicamos melhor as vantagens de uma assessoria de investimentos para o investidor.

Faz sentido um profissional de investimentos?

Após a leitura deste artigo eu espero que você possa diversificar os seus investimentos com mais consciência financeira. Use este artigo como referência e siga os passos da seção “Guia para diversificar os investimentos” para investir de forma diversificada o seu dinheiro.

Para você que leu todo o artigo, converse com um profissional de investimentos que pode analisar a sua carteira de investimentos e quem sabe orientá-lo na melhoria e diversificação dos seus investimentos financeiros.

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Por Daniel Guedine

Daniel Guedine é empreendedor, autor e co-fundador do Caminho para Riqueza, clique para ler mais...

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