(artigo escrito por Henrique Bastos)

Saúde, segurança, respeito, amizade e lazer.

Estes são alguns dos elementos da vida humana considerados básicos para uma existência digna, de acordo com o professor Robert Skidelsky, catedrático em economia política na Universidade de Warwick (Reino Unido).

Segundo o professor, estes elementos atendem a critérios próprios: são amplamente reconhecidos como bens fundamentais, únicos e indispensáveis para uma vida positiva e é com o objetivo de obtê-los que toda a atividade de consumo é orientada.


Com um pouco de conhecimento e ajuda especializada os seus rendimentos financeiros podem aumentar consideravelmente, agende um bate papo com um profissional de investimentos.


Pense bem! A ausência de apenas um destes elementos em nossas vidas implica numa carência elementar para o ser humano, podendo levar às chamadas “doenças da alma”:

Insegurança, solidão, tristeza e apatia.

Uma vida Personnalite

É a partir da exploração destas essencialidades humanas que gira todo o apelo da propaganda financeira, vendidos como um meio de se obter:

Tranquilidade, segurança, relacionamento e exclusividade.

Enfim uma vida digna!

  • Ou seria uma vida Prime?
  • Talvez uma vida Personnalite?
  • Uma vida Select?
  • Ou que tal uma vida com Estilo?

Qual delas melhor se identifica com você?

A experiência no mercado financeiro e os manuais de economia monetária ensinam que os agentes financeiros são entidades que visam a maximização de seus resultados, de acordo com sua propensão ao risco.

A atividade básica dos bancos é lucrar por meio da captação de recursos junto ao público e concessão de empréstimos a taxas mais elevadas – o spread bancário. Enfim, Intermediam operações entre poupadores e tomadores com seu Estilo.

Na prática, o que se observa no Brasil são instituições de diferentes portes com rentabilidades e lucros bastante diferentes.

Uma das explicações para esta disparidade reside no fato de que no Brasil,

às operações de curto prazo podem ser rentáveis e ao mesmo tempo ter uma liquidez elevada – e isso não ocorre em muitas partes do mundo.

Como explica o economista Luiz Fernando de Paula, da UERJ.

Além deste tipo de disparidade que o mercado financeiro brasileiro apresenta para a operação bancária, a intermediação financeira há muito tempo deixou de ser a principal fonte de resultados no segmento.

Uma outra fonte de receita é explicada pela incrível habilidade que os bancos brasileiros têm em explorar os elementos essenciais da vida digna apresentados no início do artigo (vamos repetir: Prime, Personnalite, Select e Estilo), desvirtuando o foco do apelo meramente financeiro – que a formação cultural brasileira enxerga como pecaminosamente condenável – para questões mais fundamentais, íntimas e emotivas.

Previdência Privada

São bebezinhos sorrindo, famílias confraternizando, casais correndo pela praia, jovens bonitos e saudáveis animadíssimos pagando suas contas pelo celular, idosos consultando saldos com seus espertos netinhos.

Enfim, uma infinidade de referências e apelos que realmente atuam sob o subconsciente coletivo do que é uma vida Prime.

Fundamentais também os termos em inglês ou francês, a referência a palavras de efeito, prefixos de exaltação, uso de metais nobres e pedras preciosas para denotar a exclusividade do clienteTop, First, iConta, Personal, Golden, Platinum, Diamond e não podia me esquecer: Prime, Personnalite, Select.

Não é de hoje que as instituições financeiras brasileiras, principalmente as maiores (Personnalite), perceberam que a segmentação (Select) é uma alternativa lucrativa.

Basta atribuir ao valor de seus serviços elementos associados à vida digna: segurança, amizade, confiança e exclusividade, ou seja Prime, Select, Personnalite e Estilo, como forma de atrair clientes em busca de atendimento de qualidade (Personnalite).

Quando os clientes se deparam com a realidade, no entanto, suas expectativas são completamente frustradas.

Você já se deparou com serviços essencialmente ruins – baixa rentabilidade dos produtos financeiros oferecidos, atendimento desqualificado, visão de curto prazo, tarifas elevadíssimas e nenhum planejamento financeiro?

Pois bem, essa é a constatação real.

Ocultar estas deficiências é papel do processo de “gourmerização” financeira pelo qual o setor de distribuição de produtos financeiros passou nos últimos anos, que deslocou o atendimento das reais necessidades do poupador (investir) para a oferta de serviços fracos, mas muito bem disfarçados por adjetivos pomposos (Prime, Personnalite, Select, Estilo), sempre acompanhados daquele excelente cafezinho.

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Choque de realidade

Infelizmente a realidade para a maioria dos clientes de serviços financeiros no Brasil ainda é essa. Estudos periódicos realizados pelo Banco Central do Brasil e pela Fundação Procon mostram que as instituições financeiras que se apresentam como grandes fornecedores de serviços e tratamentos diferenciados a seus clientes, são top em rentabilidade, high na cobrança das tarifas e first no número de reclamações.

Oferecer um espaço exclusivo em bairros nobres da cidade, segurança, salas vip, manobrista e outras amenidades sai caro. Na realidade sai caríssimo!

Tão reconhecidamente caro, que os clientes Prime, Personnalite, Select ou Estilo parecem não se importar com a cobrança das elevadas tarifas.

Conheça um tipo de investimento financeiro que seu gerente, provavelmente, nunca vai oferecer a você, saiba mais sobre este investimento financeiro.

Mesmo que haja algum pacote de isenção, os montantes mínimos exigidos são suficientemente elevados para compensar este ‘benefício’. Pontos, milhagens, presentinhos e tudo o que for possível para ocultar o real objetivo destes serviços diferenciados: arrancar ao máximo o seu dinheiro.

Além disso, produtos financeiros distribuídos como exclusivos nada mais são do que opções de aplicação de recursos limitadas aos produtos oferecidos pelos bancos. Muitas vezes rendem taxas muito abaixo daquelas oferecidas por instituições mais discretas.

Além de pagar tarifas para arcar com os custos da diferenciação, clientes de instituições financeiras gourmet – ou, que tal Prime, Personnalite, Select e Estilo – têm a falsa ideia de que aplicam seus recursos às melhores taxas disponíveis no mercado. Afinal pagam para que alguém faça isso por eles.

A verdade é que poucos não se deixam seduzir pelos apelos e artifícios ou tem outras opções além desta ultrapassada forma de serviço financeiro. É este o seu caso? Já parou para pensar sobre isso?

Até bem pouco tempo a maior parte das pessoas não tinha saída para essa situação.

Os próprios bancos tentaram criar alguns produtos alternativos como o iConta do Banco Itaú (na verdade trata-se da “conta eletrônica” criada pelo Banco Central) , agências on-line, contas 100% eletrônicas e serviços de mobilidade, mas o atendimento diferenciado fica limitado ao tempo de um gerente que trabalha para interesses de uma única instituição.

Um setor oligopolizado – onde poucas empresas detém a maior parte do mercado – como é o caso do setor bancário no Brasil – cria barreiras de saída para os clientes que dificulta a desbancarização: migração para serviços alternativos (leia o artigo).

Todo este aparato montado pela indústria de bancos para reter seus clientes é conhecido da maior parte das pessoas que não tinham outra opção, senão aceitar a situação.

Mudar de banco era apenas trocar de problema, além disso toda a vida financeira fica vinculada ao banco (empréstimos, aplicações e recebimento de rendas – o ‘relacionamento’, como eles chamam). Mudar isso requer tempo e muita paciência. Algo raro de se dispor hoje em dia, não é?

Revolução Silenciosa: desbancarização

caminhoparariquezaA boa notícia é que algumas iniciativas importantes têm sido tomadas pelas autoridades no sentido de privilegiar o bom serviço e não o bom café ou o ingresso “gratuito” de teatro.

Com a regulamentação da profissão de agentes autônomos pela Comissão de Valores Mobiliários (Instrução CVM 497/2011) a entidade reconhece, fiscaliza e certifica o profissional de investimentos (Agente Autônomo de Investimentos) como o responsável pela distribuição e prestação de serviços e informações financeiras a clientes vinculados a sua instituição financeira.

Este marco legal abriu uma nova frente no mercado financeiro brasileiro e permite que cliente desbancarize seus investimentos (leia nosso artigo que se aprofunda neste tema). Embora muito antiga e tradicional nos mercados financeiros mais maduros (EUA, Canadá e Europa), o Financial Advisor (como é chamado no exterior) é um profissional liberal reconhecido em suas atribuições da mesma forma que um médico, advogado ou terapeuta.

Assim como a família consulta estes profissionais para assuntos específicos e deposita sua confiança na competência médicos, jurídicos ou pessoais, o assessor de investimentos deve atuar como porto seguro para amenizar as angústias e dores financeiras de seus clientes.

Trata-se do estabelecimento de uma nova relação com suas finanças. Um mercado novo, que silenciosamente vem atraindo milhares de poupadores cansados das parcas, caras e confusas opções oferecidas pelos serviços bancários.

Um bom assessor de investimentos nunca vai atrair clientes oferecendo amenidades e subterfúgios gourmerizados: Prime, Personnalite, Select ou Estilo. Ele sabe que o seu cliente busca valor na sua competência, no compromisso baseado na confiança, conquistada a custo de muito trabalho, transparência e integridade.

Como se trata de um profissional liberal, o Agente Autônomo de Investimentos (AAI) não tem vínculo direto com nenhuma instituição emissora de produtos financeiros e, portanto, pode oferecer a solução mais adequada às necessidades de seu cliente sem metas ou campanhas de comissionamento vinculados que visam atender aos interesses do emissor.

Sua remuneração depende da família de produtos oferecidos, mediante repasse da entidade financeira a qual o assessor está vinculado – por lei o agente autônomo não pode cobrar do cliente pela prestação de seus serviços.

A outra grande mudança é que toda a estrutura do mercado financeiro gira em torno do trabalho do assessor de investimentos.

As plataformas online de produtos financeiros incluem uma nova ótica de atendimento centrada no investidor que visa democratizar o acesso ao mercado de produtos financeiros.

Por meio de uma única conta vinculada a uma instituição financeira participante do mercado de distribuição de valores (Corretoras de valores, principalmente), fiscalizada pela CVM e pelo Banco Central, é possível ter acesso a diversos emissores de produtos financeiros (CDB, LCA LCI, Debêntures, entre muitos outros).

Este vasto e integrado mercado é revolucionário no Brasil e permite que a desbancarização aconteça. Novas empresas e tecnologias emergiram, assim como administradoras de recursos, companhias seguradoras, corretoras de valores.

Entrando mais na questão prática, no artigo 6 passos para desbancarizar os seus investimentos, explico melhor o que fazer para desbancarizar ou sair do seu banco e investir de forma mais consciente, contando com a ajuda de um financial advisor.

A diversidade de opções pode assustar um pouco os investidores tradicionais quando estes entram em contato com esta realidade do mercado financeiro moderno, que finalmente chegou ao Brasil, a desbancarização.

A imensa quantidade de instituições e de produtos presentes nestas plataformas é muitas vezes confusa e pouco habitual para a maior parte das pessoas. Além disso, a força das marcas e o lobby dos grandes conglomerados financeiros embute uma série de receios e medos infundados no subconsciente coletivo.

O trabalho do AAI (Agente Autônomo de Investimentos) brasileiro é justamente o de desmistificar as crenças construídas durante anos a fio de hegemonia da atividade bancária no país e permitir que o poupador desbancarize seus investimentos.

Esta árdua tarefa exige comprometimento do AAI junto ao cliente, ao ajudá-lo a se desvencilhar de comportamentos ultrapassados e isso exige que o investidor saia da posição passiva de um mero cliente e assuma a responsabilidade pela gestão de suas finanças pessoais.

O Agente Autônomo de Investimentos detém a função de orientar o cliente de acordo com as condições de mercado e os objetivos do dele, mas é o cliente quem é o responsável por suas decisões.

»» Quer saber melhor sobre como um AAI pode criar uma carteira de investimentos que vai ajudá-lo a conquistar seus objetivos a médio e longo prazo? Você pode agendar uma consulta com um assessor de investimentos de minha confiança: quero agendar minha consulta!

Este é um processo também observado em outros segmentos e mercados na sociedade minimalista e conectada que surge no século XXI, um reflexo do novo jeito de se fazer negócios e ganhar dinheiro.

Acabou a prática ultrapassada de comissionar um operador para atuar por conta ou deixar toda a decisão de poupança nas mãos de um gerente que trabalha com metas e propósitos fixados pelo seu empregador.

Contudo, não quero dizer que não existem bons bancos e gerentes de contas honestos e competentes.

Eles existem sim!

Porém, por mais que se esforcem, estão limitados a distribuir seus próprios produtos, que na grande maioria das vezes, não vai de encontro com as verdadeiras necessidades do investidor.

O patrão agora é você investidor! É você que deve se empenhar em atingir seus objetivos. E para isso pode contar com um profissional que lhe oriente de forma correta, sem meandres que desviem sua atenção do principal na atividade financeira individual do poupador moderno: rentabilizar seus ativos, acumular recursos e proteger seu patrimônio.

Conclusão

Neste artigo pretendemos orientar você investidor sobre as armadilhas do marketing aplicado ao mercado financeiro. A influência da propaganda nas decisões de investimentos são enormes ciladas.

Não temos nenhuma intenção de agredir os bancos. Mas, simplesmente alertar você que as grandes instituições bancárias brasileiras investem muito mais em marketing do que na entrega de bons serviços e produtos.

Se você tem interesse em ganhar dinheiro com investimentos financeiros, por favor leia este artigo que escrevi há pouco tempo.

A segmentação de clientes (Personnalite, Prime, Select, Estilo, etc) é uma alternativa altamente lucrativa aos grandes bancos, porém custa caro para você cliente.

Se você quer aprender a ler

Pretendemos também apresentar a você leitor a revolução silenciosa no mercado de investimentos que vem ocorrendo no Brasil desde meados de 2012. Trata-se da regulamentação da profissão de Agente Autônomo de Investimentos (AAI) e a abertura de plataformas abertas online de investimentos, que permitem a desbancarização.

Por fim introduzimos a você o papel do AAI, o profissional que tem o objetivo de orientar o cliente e desmistificar as crenças criadas pela propaganda.

Você gostou desse artigo? Ficou claro para você a mensagem passada? Dê a sua opinião! Conte para nós!

Se você pretende aprender um pouco mais sobre como investir o seu dinheiro e quer começar por um investimento seguro e que renda muito mais que a poupança, você precisa assistir a este webinario sobre títulos públicos.

Você pode agendar uma consulta com um assessor de investimentos da minha equipe.

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Sobre o autor

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Henrique Bastos (Autor)

Henrique Bastos é economista, doutorando pela Unicamp e autor convidado no blog Caminho para Riqueza.