Realizar investimentos financeiros — seja para a aposentadoria ou qualquer outra garantia futura —, não é um hábito muito comum entre os brasileiros. No entanto, adquirir esse hábito pode fazer toda a diferença entre um futuro tranquilo e uma velhice cheia de problemas e turbulências financeiras. Quer saber o que isso tem a ver com debêntures incentivadas?


Com um pouco de conhecimento e ajuda especializada os seus rendimentos financeiros podem aumentar consideravelmente, agende um bate papo com um profissional de investimentos.


Muitos ainda preferem guardar suas economias na poupança, uma opção bem desvantajosa em relação a melhores alternativas mais rentáveis e seguras. Isso porque a desinformação ainda é um grande obstáculo para as pessoas investirem de forma inteligente.

Os investimentos precisam ser bem planejados para que suas aplicações econômicas tenham o retorno desejado.

Investimentos em longo prazo é uma ótima opção para quem quer planejar o futuro com calma. No universo dos investimentos no mercado financeiro as debêntures incentivadas são títulos para se investir com segurança e rentabilidade.

O que você vai aprender neste artigo:

  • O que são debêntures e debêntures incentivadas e suas principais características;
  • As características dos Mercados Secundários e como avaliá-los;
  • Garantias das debêntures;
  • Como funciona o mercado de debêntures;
  • As principais vantagens das debêntures;
  • O que são e as principais características das debêntures incentivadas;
  • Para quais investidores as Debêntures Incentivadas são ideais;
  • O que é preciso para investir em debêntures e como avaliar o investimento;
  • Os riscos e garantias atribuídos ao investimento em debêntures incentivadas;
  • Em qual cenário o investimento em debêntures incentivadas se destaca.

Está preparado? Então acompanhe!

1. Debêntures: Uma máquina do tempo financeira

“O futuro a Deus pertence”.

Cartomante

Talvez, esse seja um dos ditados populares que melhor descreve a angústia e o fascínio do ser humano diante do tempo.

Por mais empenhados que sejam nossos esforços em tornar o futuro previsível, é impossível controlar todos os elementos que afetam nossas decisões.

1.1. Nossas decisões presentes

É de acordo com nossa experiência passada que orientamos nossas decisões presentes e, é a partir delas que seguimos nossas trajetórias de vida.

É assim em nossa vida pessoal e profissional: estamos sempre um passo atrás dos acontecimentos.

Não é à toa que físicos, estatísticos, financistas e economistas dedicam boa parte de seu tempo procurando prever o futuro, talvez, menos pela arrogância de tentar se apoderar desse e mais pela angústia em controlá-lo.

1.2. Decisões futuras

Com base em parâmetros e convenções universais fracionamos o tempo de maneira que possamos controlá-lo, criamos referenciais cronológicos que nos permitem a observação de eventos passados para utilizarmos como referências para decisões futuras.

No mercado financeiro, as referências são extremamente importantes para guiar as decisões entre aplicadores e tomadores de recursos.

São inúmeros índices, taxas e indicadores que se propõem a capturar a realidade e traduzi-la em números que refletem o ânimo dos mercados. É justamente esse ânimo — que se faz representar por meio das taxas de juros — que nos dá condições de avaliar o estado geral de expectativas.

O guia definitivo para ter sucesso em investimentos financeiros

2. Mercado Financeiro: antecipar os eventos futuros é o grande desafio!

Prever o futuro

O economista americano Paul Davidson reconhece, no entanto, que o sistema econômico obedece a um calendário orientado por um passado irrevogável que caminha para um incerto e não previsível futuro.

Quanto mais distante o nosso horizonte temporal e por mais amplas e apuradas que sejam nossas informações é impossível ter certeza do que ocorrerá no longo prazo.

Mas se não podemos saber o futuro, podemos antecipá-lo. É isso a que se propõe, na essência, o mundo financeiro.

2.1. Antecipação de recursos

O grande desafio da indústria financeira é criar instrumentos que permitam a antecipação de recursos hoje, para o financiamento de investimentos que se concretizarão no longo prazo.

Em termos macroeconômicos os investimentos que realmente contribuem para o desenvolvimento econômico de longo prazo, quando bem executados, são aqueles destinados à melhoria na infraestrutura, tais como, transportes, telecomunicações, energia, enfim as bases para o bem-estar material.

2.2. Finanças pessoais

Sob a ótica das finanças pessoais a aplicação de recursos poupados em ativos de longo prazo garante, se bem administrados, um futuro menos incerto e pode contribuir para um desenvolvimento material mais seguro e confortável.

Dinheiro não é tudo, mas pode facilitar muito as coisas se você estiver preparado financeiramente. Em países como o Brasil, que possuem necessidades enormes de investimentos em infraestrutura, arrecadar recursos necessários para financiá-los é um grande desafio.

2.3. Avaliação de riscos

Isso passa tanto pela necessidade de avaliação dos riscos de execução dos projetos e de cumprimento das obrigações assumidas com os credores, até a interferência de fatores macroeconômicos domésticos e internacionais.

Além disso, com o histórico brasileiro povoado de eventos que ameaçam a estabilidade econômica de longo prazo, o subconsciente coletivo do mercado financeiro nacional recomenda prudência nas decisões de longo prazo.

habitos de grandes investidores

3. O que são Debêntures Incentivadas: avanços no mercado de títulos de crédito privado

mercado financeiro: debentures incentivadas

Segundo o economista francês Michel Aglietta, a liquidez é um elemento-chave na previsão dos preços futuros e, portanto, fundamental para a organização dos mercados financeiros, sobretudo os mercados secundários.

3.1. O que são Debêntures Incentivadas

São títulos de crédito privado com isenção fiscal (isenção do Imposto de Renda – IR), emitidos por empresas que desejam financiar seus projetos de infraestrutura a um custo mais acessível. Para isso, elas recorrem ao mercado financeiro emitindo as Debêntures Incentivadas.

Garantias das debêntures

As debêntures possuem garantias que podem aumentam ou diminuir seu risco e algumas até não têm garantias. A garantia é muito importante, pois tem o objetivo de assegurar ao investidor debenturista, de uma maneira direta ou indireta, o pagamento da dívida que a empresa assumiu.

Quanto às garantias as debêntures são classificadas em:

Debênture com garantia real: são garantidas por bens integrantes do ativo da empresa emissora, ou de terceiros, sob a forma de hipoteca, penhor ou anticrese.

Esse tipo de debênture é o que oferece menos riscos, pois caso a empresa enfrente qualquer dificuldade para pagar suas dívidas aos investidores, ou até mesmo a falência, esses bens serão utilizados como garantia de liquidação dos débitos.

Debênture com garantia flutuante: asseguram privilégio sobre o ativo da empresa emissora, essa garantia vem em forma de prioridade. Isso significa que na hipótese de falência o pagamento das debêntures é priorizado em relação a outros credores.

Porém, como os bens que fazem parte dessa garantia não são vinculados à emissão das debêntures, a empresa pode dispor dos bens como bem entender sem a prévia autorização dos debenturistas, que correm o risco de não ter os pagamentos honrados pela empresa, caso ela passe por dificuldades.

Debênture quirografária ou sem preferência: não oferecem privilégio algum sobre o ativo da emissora, concorrendo em igualdade de condições com os demais credores quirografários, em caso de falência da empresa.

Esse tipo de garantia faz com que o investidor assuma mais riscos, pois possivelmente, pode ficar sem receber o que lhe é devido. Ressalta-se que esse é um tipo muito comum de debênture no Brasil.

Debêntures subordinadas: em caso de liquidação ou falência da empresa, esse tipo não oferece garantia aos debenturistas, somente aos acionistas. Esse é o perfil de maior risco e normalmente é o que oferece maior rentabilidade

3.2. Debêntures: mercados secundários

A característica dos mercados secundários organizados e líquidos é que esses são:

  • amplos – negociam elevados volumes de títulos intercambiáveis entre uma diversidade de participantes;
  • profundos – são capazes de absorver ordens crescentes de compra ou venda de ativos financeiros com variações mínimas de preços;
  • resilientes – capazes de ajustar rapidamente os preços de mercado em torno de uma nova realidade de expectativas quando ocorrem instabilidades exógenas (por exemplo, no caso de crises).

A amplitude e a profundidade dos mercados podem ser avaliadas do ponto de vista:

  • quantitativo – porte financeiro, quantidade e volume de negócios; ou
  • qualitativo – tipo e característica de investidores predominantes (orientados pelo risco ou de curto prazo ou conservadores e de longo prazo).

A capacidade de resiliência pode ser mensurada pela volatilidade e pela magnitude dos spreads das cotações.

3.3. Desenvolvimento do mercado financeiro brasileiro

As transformações pelas quais o setor financeiro brasileiro passou nos últimos 10 anos combinam iniciativas dos mais diversos setores que vêm trabalhando numa revolução silenciosa no mercado financeiro nacional.

Mudanças importantes em alguns aspectos do ambiente macroeconômico, estrutural e regulatório foram implementadas nesse período, com destaque para a ampliação e proliferação de instrumentos financeiros e abertura de novos mercados de ativos.

Amadurecimento do mercado de debêntures

Esses avanços estão contribuindo para o amadurecimento de um importantíssimo mercado para o financiamento do desenvolvimento de longo prazo no Brasil: o mercado de debêntures.

Outros títulos também contribuíram com esse avanço, são eles:

Os esforços empenhados pela ANBIMA, BovespaCVM e demais entidades e associações, vem apresentando resultados importantes na construção de um mercado financeiro organizado, acessível e líquido para promover o financiamento do investimento de longo prazo.

3.4. Debêntures: fluxos de caixa trazidos para o presente

Mas afinal, o que são as debêntures? E porque estão se destacando como instrumentos importantes para o investimento e poupança no longo prazo?

Para responder a essas perguntas, é necessário apresentar algumas definições e formas de funcionamento deste mercado.

Sociedades anônimas

Debêntures são títulos nominativos com vencimento superior a um ano, emitidos por sociedades anônimas não financeiras de capital aberto.

Embora, possam ser conversíveis em ações — tanto da companhia emissora, quanto de outras empresas —, são papéis de renda fixa que tomam como referência algum indexador, acrescido de um spread (IPCA, CDI, NTN).

Coupons

Pagam juros anuais ou semestrais (Coupons) e, geralmente, incluem um período de carência após o qual somam-se as amortizações aos pagamentos periódicos.

Para a empresa emissora trata-se de um instrumento de dívida de longo prazo bastante flexível, que lhe permite montar um fluxo de amortizações e pagamentos de juros compatíveis com os objetivos da captação, que pode ser destinada ao:

  • financiamento de projetos operacionais;
  • financiamento do capital de giro;
  • amortização e alongamento de passivos;
  • financiamento de fusões e aquisições;
  • entre outras.

Amortização gradual

Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), uma das principais vantagens da debênture como instrumento de captação é a possibilidade de amortização gradual.

Ou seja, realizar pagamentos parciais antes do vencimento das debêntures, adaptando-as ao objetivo do financiamento, à geração de resultados e de superávit de caixa e às condições de mercado. Além disso, permite maior flexibilidade na forma de remunerar o investidor debenturista.

Utilizada em diversos países, a debênture adquiriu características peculiares no Brasil, ajustando-se às modernas técnicas de engenharia financeira.

Até recentemente esse mercado era restrito a grandes investidores institucionais e qualificados — fundos de pensão, seguradoras, clientes private e fundos de investimento. Os padrões mais elevados dos mercados secundários de debêntures facilitaram o acesso de investidores de varejo a esse mercado.

4. Debêntures incentivadas: investimentos em infraestrutura

debenture de infraestrutura

Como forma de atrair liquidez e recursos para investimentos em infraestrutura foram criadas as debêntures incentivadas, isentas de impostos para investidores.

As debêntures incentivadas ou “debêntures de infraestrutura” são títulos emitidos por empresas que possuem projetos de investimento na área de infraestrutura, considerados prioritários pelo governo, tais como:

  • logística e transporte;
  • aviação civil;
  • mobilidade urbana;
  • mobilidade semiurbana;
  • minas e energia;
  • telecomunicações;
  • radiodifusão;
  • gás natural;
  • saneamento básico e irrigação;
  • produção econômica intensiva em pesquisa,
  • desenvolvimento; e
  • inovação.

Isentas de IR

As emissões com o objetivo de captar recursos para financiar projetos de infraestrutura (portos, rodovias, hidrelétricas, ferrovias etc.) são isentas da cobrança do Imposto de Renda (IR), o que valoriza o seu rendimento, pois sua rentabilidade líquida é muito superior à maioria dos investimentos em renda fixa.

4.1. Fluxo de renda periódico

Um bom atrativo para o investidor que busca ganhos líquidos e diversificação de carteira. As Debêntures Incentivadas são ideais para o investidor que pretende garantir um fluxo de rendimentos periódicos sem custo fiscal com rentabilidade e liquidez no longo prazo.

Combinam características que permitem trazer o rendimento futuro para o presente, por meio do pagamento de cupons periódicos, da liquidez dos mercados secundários e a preservação do patrimônio familiar no longo prazo. Isso, porque permitem a reposição da inflação no longo prazo (IPCA + juros) ou da taxa básica de juros (CDI + juros).

4.2. Debêntures incentivadas: negociação no mercado secundário

A negociação desses títulos em mercados secundários organizados (Bovespa, Fix, Cetip, SND) gera milhares de negócios diariamente entre os mais variados perfis de investidores.

Nesses mercados a interação entre compradores e vendedores (Fundos de investimento, pessoas físicas, investidores institucionais, por exemplo) por meio desses sistemas de liquidação e custódia permite que os riscos sejam controlados e os ativos mantenham-se líquidos, possibilitando o resgate e a compra antecipadas a valores de mercado, cujas cotações podem ser acompanhadas diariamente.

4.3. Diferentes prazos de vencimento

Além disso, com a diversidade de empresas utilizando esses mercados como forma de captação de longo prazo em diferentes prazos de vencimento, é possível montar estratégias de rentabilização de carteiras de investimento combinando fluxos de pagamentos de juros e/ou resgates antecipados conforme as necessidades financeiras do investidor.

Isto porque as Debêntures Incentivadas “devolvem” o valor principal investido no vencimento (desde que acima de um ano), ou em parcelas (amortizações) pagas periodicamente ao longo de anos.

A flexibilidade deste tipo de aplicação permite montar fluxos de pagamentos de juros e amortizações por longos períodos, corrigindo o valor principal pelo indexador mais adequado para o perfil de endividamento almejado pelo emissor.

4.4. Diversificação patrimonial

Do ponto de vista do investidor é uma opção de diversificação patrimonial, bastante utilizada por fundos com perfil de longo prazo — como fundos de pensão e de previdência privada —, que utilizam esses títulos como instrumento de sincronia entre as obrigações com os cotistas e aplicações de financeiras.

4.5. Debêntures incentivadas: o que é preciso para investir?

O economista Steven Levitt, da universidade de Chicago apresenta o princípio do controle, descrito pelo ‘consultor de riscos’ Peter Sandman.

De acordo com esse princípio, os riscos que assustam as pessoas e os riscos que causam danos são muito diferentes e essa percepção está diretamente ligada à capacidade de controle que as pessoas têm sobre os riscos.

Características específicas

Na prática a avaliação de um investimento em debêntures deve levar em conta algumas características específicas desse tipo de aplicação:

  • o valor nominal unitário (Preço Unitário – PU);
  • data de vencimento;
  • remuneração básica;
  • juros remuneratórios;
  • garantias;
  • condições de amortização.

A avaliação desses elementos reflete as condições de risco atribuídas ao ativo e se manifesta no Preço Unitário (PU) — valor da cotação de uma unidade da debênture.

Oscilação

Sua oscilação depende do horizonte temporal da emissão e dos riscos associado à companhia emissora e às taxas de juros dos títulos públicos.

É importante ressaltar que diferentemente dos títulos bancários (CDB, LCA, LCI, LC), as debêntures não contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Garantias

Por outro lado, as debêntures podem constituir garantias em variadas escalas: Debêntures Incentivadas com garantia real de bens integrantes do ativo da companhia emissora ou de terceiros que são vinculados à emissão ou fidejussória (garantia pessoal), prestada por pessoas ou instituições; fiança bancária ou aval, por exemplo.

Para lidar com essas variáveis de forma segura e adequada é necessário controlá-las de acordo com as características e objetivos do debenturista, assim reduzem-se as expectativas de risco, por meio de controles adequados.

Assessor de investimentos

Como se trata de um produto versátil e varia conforme a empresa emissora e diferentes condições de emissão, é preciso consultar um bom assessor de investimentos que tenha condições de montar uma carteira de debêntures adequada ao perfil do cliente.

Faça uma consultoria de investimentos

Ao conhecer a realidade do cliente é possível aproveitar as oportunidades oferecidas pelos índices de correção e condições de amortização, obtendo os benefícios de um bom planejamento de renda conjugada à preservação de patrimônio.

Geralmente, em ciclos de alta da taxa de juros, as Debêntures Incentivadas se destacam, pois oferecem condições bastante atrativas para garantir patamares mais elevados nas taxas líquidas no longo prazo, quando o ciclo se encerrar e os juros caírem.

5. Como comprar debêntures?

aquisição de debêntures pode ser feita por meio de oferta pública inicial ou via mercados secundários — investidores participam da captação de recursos primários pela empresa por meio do processo de bookbuilding ou adquirem esses títulos nas plataformas de negociação em mercados secundários.

5.1. Corretora de valores

Para comprar as debêntures é necessário abrir conta em uma corretora de valores — as mesmas utilizadas para compra de ações — que cobra uma taxa para movimentar os recursos e designar os investimentos. A partir de cerca de R$ 3 mil já é possível adquirir alguns papéis, mas, o preço pode variar entre a emissão e o vencimento.

Após avaliar a melhor taxa de administração e escolher a corretora, é necessário escolher o tipo e debênture na qual se deseja investir, levando em conta que cada uma tem a sua rentabilidade. Outro fator a ser considerado é a avaliação de riscos e a confiabilidade da empresa emissora.

As principais debêntures negociadas no Brasil são todas incentivadas. No site Debentures da ANBIMA é possível checar essas debêntures negociadas nos mercados secundários do país e respectivas informações que permitem suas emissões.

5.2. Debêntures incentivadas são para longo prazo

As debêntures possuem vencimentos bem longos que variam de 2 até mais de 10 anos, por isso, é importante também analisar o prazo antes da aquisição e ter em mente que o investimento em Debêntures Incentivadas deve ser considerado sob uma ótica de longo prazo.

Trata-se de um instrumento de preservação e alocação da riqueza de longo prazo e, portanto, deve ser combinado com outras formas de alocação patrimonial, levando-se em conta o tripé de criação da riqueza financeira — rentabilidade, acumulação e proteção.

6. O poder de uma assessoria de investimentos

Como dissemos lá no início do texto, investimentos não é um hábito comum entre os brasileiros e que a falta de informação e conhecimento ainda é um grande obstáculo.

6.1. Educação financeira

Pois bem, por não ter tido ao longo da vida uma educação financeira de qualidade ou ainda sequer ter tido uma é natural não saber exatamente como agir no mercado financeiro.

Por isso, é fundamental contar com o auxílio de profissionais especializados, afinal, na hora de planejar o futuro e decidir investir você não vai querer correr o risco de realizar o investimento errado.

O profissional apto para te ajudar é o assessor de investimentos. Ele vai analisar todos os detalhes da sua estrutura financeira atual, bem como o seu estilo de vida, para orientá-lo quanto ao melhor investimento.

É esse profissional que poderá sanar suas dúvidas, apontar os riscos e oportunidades que mais se alinhem ao seu perfil de investidor e as suas necessidades financeiras.

O assessor de investimentos conhece o mercado financeiro e pode oferecer soluções para fazer suas aplicações renderem muito e você ter tranquilidade não só hoje, mas também no futuro.

Importante saber, esse profissional — pessoa física ou jurídica — é devidamente registrado e fiscalizado pela CVM. Ele atua como um vendedor de investimentos.

No entanto, como ele não é funcionário de nenhuma instituição financeira, ele tem total liberdade para auxiliar o cliente a avaliar todas as alternativas disponíveis no mercado financeiro, possibilitando uma tomada de decisão mais alinhada aos interesses e necessidades do cliente.

Ele também é responsável por cuidar de toda a documentação necessária para a realização dos investimentos, que nunca devem passar por sua conta bancária e sim ir direto para o banco ou a corretora onde seu investimento será feito.

A decisão sobre as aplicações é sempre do investidor, mas a assessoria desse profissional é fundamental para o sucesso dos seus investimentos.

agende uma consultoria de investimentos

Por fim, para investir seus recursos em Debêntures Incentivadas você deve sempre analisar de forma consciente o grau de confiança e organização da empresa que as emitirá, pois o risco desse investimento é maior do que quando você investe em bancos ou em títulos públicos pelo Tesouro Nacional.

Também avalie a corretora por meio da qual os investimentos serão realizados e qual a melhor taxa de administração oferecida.

Não obstante, preste muita atenção às condições de emissão das debêntures para não realizar investimento em uma opção que não atenda as suas necessidades e, assim, você vir a se arrepender.

Debêntures são investimentos de médio e longo prazo, portanto, invista as economias que você tiver disponível para serem utilizadas exatamente dentro desse prazo e esteja ciente dos riscos. Quanto maior o investimento maior o risco.

Com certeza, Debêntures Incentivadas são bons investimentos se você estiver disposto a aplicar o seu dinheiro de forma consciente, analisando as debêntures disponíveis no mercado financeiro, examinando as condições da empresa emissora e fazendo uma comparação minuciosa com outras oportunidades disponibilizadas no mercado.

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Sobre o autor

Henrique Bastos (Autor)

Henrique Bastos é economista, doutorando pela Unicamp e autor convidado no blog Caminho para Riqueza.