Quanto maior a sua educação financeira, maior o preparo para fazer o patrimônio crescer. Nesse quesito, está incluída a necessidade de conhecer várias alternativas de investimento para escolher a que realmente se encaixa em suas exigências. Entre as possibilidades, o COE se destaca.

Competitivo e atraente, ele pode ser a sua próxima aplicação. Ao tirar as dúvidas, ficará mais fácil descobrir o porquê de essa opção ser tão interessante. Neste post, você vai saber o que é o COE, como funciona e quais são as principais características. Confira e boa leitura!

O que é COE?

O Certificado de Operações Estruturadas (COE) reúne produtos de renda fixa e variável. Como funciona de maneira semelhante às notas estruturadas de outros países, é uma possibilidade relativamente recente.

Sua característica híbrida permite um investimento com bons rendimentos, sem que tantos riscos sejam assumidos.

Como funciona?

Por conter operações estruturadas, o COE não é uma solução única, ele funciona como um pacote. Quem decide aplicar desse modo não terá o dinheiro investido em uma opção que segue uma determinada rentabilidade.

Na verdade, o que acontece é que há um conjunto de estratégias que têm maior ou menor grau de risco. Em geral, parte da aplicação do dinheiro ocorre em renda fixa, e o restante em renda variável. Imagine que você decida investir R$ 10 mil em COE. Desse montante, apenas uma parte seguirá para a renda variável, enquanto o valor que sobra segue para a fixa.

Dentro das modalidades de risco, há duas possibilidades de COE. Vejamos a seguir:

Valor nominal protegido

Nessa modalidade, há a garantia de receber, no mínimo, o valor inicial aplicado. No exemplo, haverá o resgate de pelo menos R$ 10 mil ao final da aplicação. Para tanto, é comum que a maior quantia seja destinada a opções de renda variável, de modo a garantir o retorno.

Valor nominal em risco

Já essa alternativa limita a perda até o valor aplicado. Ou seja, o dinheiro é distribuído entre os ativos de renda fixa e variável e a perda pode ser de, no máximo, R$ 10 mil, por exemplo. Não há garantias quanto ao recebimento, mas também não restam dívidas ao final.

Em geral, tanto as perdas quanto os ganhos são limitados, portanto é viável ter uma ideia sobre os resultados possíveis.

Guia do jovem investidor

Qual a sua rentabilidade?

Apesar de ter um aspecto relacionado à renda fixa, a rentabilidade do COE não é única. Ele pode estar ligado a diversos índices, como o Ibovespa, o câmbio, as ações de empresas, as bolsas internacionais e o mercado futuro. Contudo, a rentabilidade é limitada, assim como possíveis perdas.

Imagine que alguém investe em um COE atrelado à taxa de câmbio. Por contrato, o recebimento será de até 20% de valorização da moeda, como o dólar. Se a escolha for de capital nominal protegido, então não haverá perdas mesmo que haja queda no valor. Contudo, se o dólar valorizar 50% no período, o recebimento é de apenas 20%. É esse equilíbrio que garante a manutenção do investimento.

O valor ganho, por sua vez, é tributado segundo a tabela regressiva do Imposto de Renda. As alíquotas são as seguintes:

  • de 0 a 6 meses: 22,5%;
  • de 6 a 12 meses: 20%;
  • de 12 a 24 meses: 17,5%;acima de 24 meses: 15%.

Qual a relação entre o COE e as notas estruturadas?

Em países como Estados Unidos e diversos destinos da Europa, as notas estruturadas são muito populares. A alternativa é tão famosa que há mais de US$ 2 trilhões aplicados nela.

No Brasil, a versão chegou devido à atuação de bancos internacionais e à facilidade de operação. Entrou no mercado em um momento adequado, já que se tornou efetiva entre 2014 e 2015.

Naturalmente, o COE não é igual às notas estruturadas, já que não permite emitir apenas um instrumento, por exemplo, e há mais regulação e estratégias adequadas ao mercado. Contudo, é uma possibilidade muito semelhante a que é praticada fora do país.

Webinar - Investimentos no Exterior - Inscreva-se

Qual é a segurança desse tipo de investimento?

Antes de aplicar seu dinheiro, é importante compreender que essa aplicação não conta com o apoio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A instituição emissora, portanto, deve ser bem escolhida.

Por outro lado, a integradora Cetip é a principal responsável por tais títulos. Ela garante a avaliação de ofertas para que as opções sejam abrangentes e diversificadas. Além disso, conta com um processo de certificação para instituições. Se o empreendimento dispuser do selo, oferece maior segurança e a certeza de que tudo estará devidamente no seu nome.

Esse acompanhamento ajuda a reduzir os riscos, mas ainda é preciso estar preparado para ter alguma tolerância à variação monetária, em alguns casos.

Quais são os prazos e o valor inicial?

Cada instituição emissora dos títulos define um valor mínimo para a aplicação. É algo que depende, ainda, da estratégia empregada e de outras características, então é preciso avaliar. Em geral, os melhores e diferenciados exigem investimento inicial mais elevado.

O que também varia para cada emissão é o prazo. Por lei, o período não pode ser menor que 6 meses. O comum é que a duração ultrapasse os 30 meses, o que contribui para a redução da tributação.

Ao mesmo tempo, em alguns casos, é possível resgatar antes do vencimento. Como não há liquidez diária, o título é vendido para a instituição pelo valor de mercado, o que pode acarretar perdas, em caso de venda antecipada. Além disso, a alíquota incidente é maior.

Quais as vantagens e desvantagens do COE?

Para fortalecer a educação e a prosperidade financeira, é fundamental conhecer os pontos positivos e negativos relacionados.

Alternativa com melhor rendimento

Como vantagens, existe a possibilidade de investir em alternativas com melhor rendimento sem correr tantos riscos. Também é um jeito de se aventurar em mercados complexos sem ter que gastar muito ou arriscar demais. Outro ponto positivo é que se trata de uma excelente chance de diversificação. Com o COE na carteira, você alavanca o patrimônio e atende o seu perfil ao mesmo tempo.

Falta de liquidez

Já as desvantagens estão relacionadas, principalmente, aos riscos e à falta de liquidez. Para completar, a limitação de ganhos pode gerar um custo de oportunidade maior ou, no mínimo, impedir resultados muito interessantes.

Estratégias de cada título

Para aproveitar os pontos bons e driblar os ruins, conheça as estratégias de cada título. Verifique valores, faça simulações e reconheça qual é o ideal para o seu perfil. Graças a essa atitude, você explora o melhor da oportunidade.

O COE é uma alternativa recente e promissora tanto para a diversificação quanto para os ganhos. Com esse conhecimento, ficará fácil decidir se essa escolha é a ideal para sua prosperidade financeira.

E para que não restem dúvidas, agende uma consulta de investimentos (patrocinado) e favoreça ainda mais os seus resultados!

Seja informado a cada novo post!

Assine e receba novos posts diretamente em seu email

Sobre o autor

Caminho para Riqueza

Caminho para Riqueza é um blog de educação focado em investimentos financeiros.