Neste artigo você vai descobrir o que é CDB e se deve investir neste produto financeiro. De fato, o mercado de crédito movimenta valores astronômicos ao redor do mundo. E muitas pessoas procuram bancos e instituições financeiras quando precisam de empréstimos.

Mas você já se perguntou de onde vem esse dinheiro? Na verdade, ele pode ser captado pelos bancos de diversas formas. E, no Brasil, uma delas é o Certificado de Depósito Bancário (CDB).

Ao contrário de como funciona em um empréstimo, nesse caso é você quem disponibiliza seus recursos ao banco. Além disso, as condições desse investimento são estabelecidas previamente.

Quer entender como isso funciona?

Neste artigo, além de explicar o que é CDB, vamos abordar suas principais características. E, ao final, também apresentaremos outras possibilidades de investimento financeiro. Então continue lendo e confira!

O que é CDB e como ele surgiu

Já no surgimento dos bancos, seus proprietários entenderam que os clientes deixavam parada a maior parte de seus recursos, ou seja, o dinheiro ficava parado em suas contas correntes sem aplicar. Com o passar do tempo, decidiram fazer esse dinheiro render juros, o emprestando a terceiros.

Esse tipo de operação é mesmo muito lucrativa, todavia, compromete a liquidez do banco. Apesar que seja mínima a eventualidade de que todos os correntistas venham ao mesmo tempo sacar seus depósitos, existem casos de crises bancárias. Nesses momentos, isso pode acontecer.

Por isso, atualmente, os bancos são obrigados a manter no Banco Central uma parcela dos depósitos que recebem, o chamado depósito compulsório. Isso acontece justamente para que haja mais segurança aos correntistas e ao sistema financeiro como um todo.

Sendo assim, o CDB preenche essa necessidade de liquidez dos bancos.

CDB: o seu funcionamento

Uma das perguntas que as pessoas mais fazem ao investir é:

e se eu precisar do dinheiro para algum imprevisto?

De fato, tal preocupação é muito razoável.

No linguajar econômico, é justamente essa disponibilidade dos recursos aplicados que chamamos de liquidez.

E, em muitos casos, há liquidez diária em um CDB.

Contudo, é preciso lembrar que as regras são estabelecidas pelo banco e apresentadas ao cliente. Por isso, é essencial conferir o contrato. Nele, pode constar um prazo mínimo para resgate (carência), cujo descumprimento implicará em penalidades.

Ainda há outro questionamento, talvez até mais frequente:

no fim das contas, quanto vou ganhar?

Nem sempre essa pergunta pode ser respondida com precisão. A seguir, vejamos o porquê.

CDB pré-fixado

O contrato pode estabelecer um índice de remuneração do capital aplicado previamente definido. Vamos supor um exemplo: digamos que seja 8% ao ano. Nesse caso, ao final de 12 meses, quem investiu R$ 1 mil terá ganho mais R$ 80,00.

Assim, não fica margem para dúvida, pois, desde o princípio, tanto o banco como o investidor já conheciam qual é o valor dos juros a serem pagos ao final do período acordado.

CDB pós-fixado

Ao contrário do exemplo anterior, nesse caso o contrato não fixa uma taxa, mas sim um % sobre um índice econômico. Entre os exemplos, há a taxa do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) ou indicadores inflacionários, como o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Assim, em certa medida, existe aqui uma aposta: quanto maior for a alta do índice, também maior será a remuneração dos papéis. Porém o inverso é verdadeiro. Mesmo assim, continua sendo visto como um investimento de perfil conservador.

Outras características do CDB

  • o banco pode estabelecer um valor mínimo para o investimento em CDB, que varia conforme condições de mercado.
  • o principal risco da aplicação é um calote do banco, em caso de falência — mesmo assim, valores até R$ 250 mil estão assegurados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC);
  • bancos mais sólidos podem oferecer menor rentabilidade ao CDB, em razão do seu poder de barganha. Quanto maiores, eles podem captar mais facilmente os recursos de que necessitam;
  • o governo recolhe Imposto de Renda (IR) sobre a rentabilidade do CDB. Conforme as regras, a alíquota é inversamente proporcional ao prazo da aplicação — o máximo é 22, 5% para períodos até seis meses e mínimo, 15%, para investimentos acima de dois anos;
  • geralmente é possível acompanhar o rendimento do CDB pelo site do banco e até mesmo fazer movimentações entre a aplicação e a sua conta em tempo real.

Comparando CDB com os demais investimentos

Abordamos a comodidade e segurança oferecidas pelo CDB. Afinal, ter o controle em tempo real no aplicativo de celular é um benefício muito interessante. Melhor ainda é saber, com certeza, que receberá até R$ 250 mil, mesmo que o banco quebre, já que os CDBs contam com a garantia do FGC.

Também cabe observar que os bancos sempre buscam para si os melhores resultados. E já apresentamos acima um exemplo da complexidade dessa relação. Até porque, os bancos usam sua solidez como argumento para remunerar menos os papéis.

Mas existem estratégias ainda mais sutis. E uma delas diz respeito à taxa básica de juros Selic. Geralmente, havendo expectativa de alta, os bancos tendem a oferecer mais CDBs pré-fixados. Fazendo assim, podem remunerar os investidores conforme as expectativas anteriores (com juros menores). Neste caso, quem sai perdendo é o investidor.

Hoje, se tornaram perceptíveis os benefícios de “desbancarizar”, ou seja, de buscar canais alternativos aos bancos para realizar seus investimentos. Inclusive, vale a pena ler um pouco mais sobre o assunto neste artigo completo.

Em comparação ao CDB, existem investimentos que apresentam como vantagem:

  • maior remuneração: geralmente, aqueles nos quais o risco também é maior, como ações na Bolsa de Valores. Em geral, as aplicações de renda variável estão sujeitas a incertezas do mercado, mas podem ter papéis generosos ao premiar seus investidores. Por isso, é fundamental sempre estar atento a outras possibilidades menos conservadoras;
  • isenção de impostos: existem títulos destinados a financiar certos setores da economia, como infraestrutura, agricultura e imobiliário, que são isentos de tributos, como as LCAs, LCIs, debêntures incentivadas, CRAs e CRIs.
  • diversificação: os fundos de investimentos podem combinar na mesma cesta papéis com diversos perfis. Dessa maneira, o investidor atenua os riscos e se beneficia de mais oportunidades. Há muitas formas de diversificar uma carteira de investimentos, aprenda mais neste artigo completo.

Quando fazer um CDB

Já explicamos que existem tipos diferentes de CDBs, e que essa flexibilidade é pensada para favorecer prioritariamente aos bancos. Mas algumas características que podem ser encontradas no CDB, ainda são compatíveis a propósitos do pequeno investidor.

Isso pode acontecer quando o objetivo é uma viagem, por exemplo, que está programada com certa antecedência. Ou até mesmo a compra ou troca de um carro.

Por outro lado, após os argumentos que apresentamos ao longo do texto, recomendamos muito cuidado para aplicar grandes quantias em CDB ou a longos períodos. Abrir mão de diversificar seus investimentos o privará de muitas oportunidades mais interessantes.

“Bancão vs Banquinho”

Veja, conforme citado anteriormente, bancos de maior porte tem mais facilidade em obter crédito, logo, oferecem taxas de retorno muito menores do que os bancos menores. Dado que os CDBs contam com a garantia do FGC em até R$ 250 mil por instituição financeira, vale muito a pena estar atento as taxas de retorno oferecidas por diversas instituições.

Você pode ter acesso a dezenas de bancos e instituições financeiras, através de uma única conta em alguma Corretora de Valores. Recomendamos fortemente que pesquise a respeito e providencia uma conta em alguma corretora de grande porte.

Para se ter uma ideia, abaixo listo as taxas normalmente oferecidas pelos bancos maiores em relação aquelas oferecidas por bancos menores, conforme o prazo de carência (liquidez):

bancao vs banquinho

E aí, gostou do artigo? Então, agora que já aprendeu o que é CDB, que tal nos seguir em nossas redes sociais para aprofundar seus conhecimentos financeiros e receber muitas novidades?

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Sobre o autor

Caminho para Riqueza

Caminho para Riqueza é um blog de educação focado em investimentos financeiros.