Você tem medo de investir em ações? Ou você tem curiosidade e gostaria de aprender a investir em ações? Já sentiu a sensação de estar perdendo uma grande oportunidade de ganhar dinheiro? Já ganhou dinheiro investindo em ações? Ou você alguma vez se arrependeu de ter investido na bolsa de valores?

Tenho uma certeza! Você poderá até discordar de mim em certos pontos, mas lendo esse artigo até o fim, sua visão sobre esse mercado será outra daqui para frente!

Vou falar não apenas sobre o mercado de ações e da bolsa de valores em si, mas também sobre os custos, os erros, as oportunidades, enfim, sobre o mundo dos investimentos em ações.

Afinal, vale a pena investir em ações?

Já aconteceu de um amigo ou conhecido seu contar que ganhou muito dinheiro investindo na bolsa de valores? Ou mesmo que conheceu uma pessoa que o está ajudando e que desde então está ganhando muito dinheiro no mercado financeiro?

Provavelmente, se a resposta for sim, você ou pensou que esse amigo está contando vantagem ou simplesmente você pensou que não conhece nada do mercado financeiro, muito menos de bolsa de valores, e simplesmente ignorou o fato.

Compra e venda de ações

Agora, se você foi atrás para ver se o seu colega estava dizendo a verdade, provavelmente descobriu que ele conheceu um profissional que lhe está ajudando a tomar decisões de compra e venda de ações na bolsa de valores.

Tanto no primeiro caso como também no segundo, esse simples comentário desse amigo, provavelmente te gerou várias dúvidas, como por exemplo:

  • Afinal, o que é a bolsa de valores?
  • Como faço para investir na Bolsa de Valores?
  • O que dá para se comprar e vender (negociar) na bolsa de valores? Só ações ou tem mais ativos?
  • O que são ações?
  • Será que investir na bolsa de valores é bom mesmo?
  • Será que isso custa caro?
  • Será que é só para quem é muito rico?
  • Será que é difícil?
  • Será que é muito arriscado?
  • Será que toma muito tempo? (Afinal quase não tenho tempo para mais nada).
  • Será que eu também conseguiria?
  • Será que tenho perfil para isso?
  • Como posso começar a investir em ações?
  • O que preciso fazer para começar a investir em ações?

Invista alguns minutos do seu tempo e continue lendo esse artigo, onde respondo a essas perguntas e procuro trazer dicas valiosas para quem já investe em ações, para quem quer conhecer mais sobre ações, para quem pretende começar a investir em ações ou para quem simplesmente já ouviu falar sobre ações e a bolsa de valores.

O que é e como funciona a Bolsa de Valores

Bolsa de Valores

Bolsa de Valores de Nova York

A Bolsa de Valores nada mais é que um ambiente organizado onde se negociam títulos e valores mobiliários.

Qualquer pessoa que tenha interesse nesses títulos, incluindo você, pode negociá-los (comprar e/ou vender) através da Bolsa de Valores.

Títulos e valores mobiliários são quaisquer ativos financeiros, emitidos por companhias públicas ou privadas que dão direito de propriedade ou de crédito pré-estabelecidos na emissão.

Explicarei melhor na sequencia desse artigo.

Home broker

Atualmente no Brasil, não existe mais o ambiente físico de negociação, também conhecido como “floor” (piso/chão), onde operadores especializados apregoavam ofertas de compra e venda dos títulos. Em alguns países o “floor” ainda existe.

Então, a Bolsa de Valores funciona como um ambiente físico ou uma plataforma eletrônica online de negociação de títulos e valores mobiliários.

Nesse segundo caso, inclusive mais comum, a Bolsa de Valores se torna parecida com os “home brokers”, onde tanto pessoas físicas (como você) como também pessoas jurídicas (empresas, fundos de investimentos, etc) negociam (compram e vendem) instantaneamente esses títulos.

BM&F BOVESPA

Por fim, outra característica da Bolsa de Valores é que os títulos negociados devem seguir um padrão. Ou seja, algumas características como:

  • o prazo de liquidação (liquidez ou carência),
  • a quantidade mínima,
  • os custos de negociação, etc.

Seguem características (padrões) preestabelecidos pela Bolsa de Valores.

Atualmente no Brasil temos uma única Bolsa de Valores que é a BM&F BOVESPA. Elas já foram separadas, mas agora não mais. Mas, nada impede ter mais de uma bolsa em um único país, como é caso dos Estados Unidos que possuiu diversas Bolsas, dentre as mais conhecidas cito: NYSE, NASDAQ, CBOT, etc.

Mas então, qual a diferença entre a Bolsa de Valores e o “home broker” do seu banco ou sua corretora?

Home Broker e Bolsa de Valores para investir em ações

Exemplo de Home Broker

Veja, o “home broker é um sistema de negociação parecido com o da Bolsa de Valores, porém de propriedade de cada banco ou corretora de valores.

Então, quando você dá uma ordem de compra ou venda através do home broker, essa ordem é enviada ao sistema da Bolsa de Valores onde será de fato executada a operação.

Resumindo, os “home brokers” são os sistemas de negociação eletrônicos de cada banco ou corretora que, por sua vez, estão plugados a um sistema muito mais sofisticado e robusto que é a Bolsa de Valores. Mas, no limite, através do “home broker” você pode negociar os mesmos títulos que na Bolsa de Valores.

O que posso comprar e vender (negociar) através da Bolsa de Valores? Só ações ou tem mais ativos?

Frequentemente as pessoas menos esclarecidas em relação a esse tema pensam que na Bolsa de Valores são negociadas ações de empresas de capital aberto e ponto final.

Muito longe disso, na Bolsa de Valores são negociados os títulos e valores mobiliários.

Títulos e valores mobiliários nada mais são do que simplesmente títulos ou certificados financeiros.

Melhor ainda, são ativos financeiros emitidos por instituições públicas ou privadas, de capital aberto ou fechado, que são negociáveis e dão um direito pré-estabelecido em sua emissão aos seus detentores.

Títulos e valores mobiliários

Os títulos e valores mobiliários podem ser:

  • Renda fixa: qualquer investimento onde os termos ou condições de remuneração são acordados previamente entre o emissor e o investidor. Dessa forma, o investidor sabe antecipadamente (na hora da contratação do produto) o fluxo de juros (remuneração) que irá receber.

Os títulos de renda fixa mais comuns são: certificados (CDBs, CRAs, CRIs), letras (LCAs, LCIs, LCs, LFs, LFTs, LTNs, LHs etc), notas (NTNs), FIDCs, cotas de fundos, dentre outros ativos.

  • Renda variável: são investimentos onde não é possível dimensionar a remuneração antecipadamente ou na hora da sua contratação, podendo variar positivamente ou negativamente conforme as expectativas do mercado.

Assim, diferentemente que na renda fixa, a renda variável pode proporcionar perdas significativas ao investidor.

Na grande maioria das vezes não é concedido nenhum tipo de garantia aos investidores na renda variável, salvo em alguns fundos de capital protegidos que, mesmo assim, podem proporcionar pequenas perdas.

Ações

Dentre os títulos de renda variável mais conhecidos cito: ações, opções, contratos futuros, contratos a termo e swaps.

Nesse artigo vou me limitar a falar sobre as ações, que sem dúvida, são os títulos mais conhecidos em renda variável e também os mais negociados na Bolsa de Valores.

Investir na Bolsa de ValoresAfinal, o que são ações?

Uma ação é a menor fração do capital social de uma empresa.

O capital social, no limite, é a própria empresa, ou seja, é o seu patrimônio. Então, quando você compra uma ação, você está comprando um pedacinho de uma empresa.

Proventos

Veja que ao adquirir uma ação o investidor se torna sócio da empresa e passa a ter direitos assegurados por lei em decorrência disso, os chamados proventos.

Como exemplo de proventos temos o direito a receber dividendos, juros sobre capital próprio, bonificações etc. Dividendos e lucro sobre capital próprio são formas de distribuir parte do lucro da empresa aos seus sócios, ou seja, aos detentores de suas ações.

As ações podem ser emitidas por empresas constituídas sob a forma jurídica de sociedades anônimas, conhecidas por S.A ou S/A. Uma S/A pode ter o capital aberto ou fechado.

Quando possui capital aberto, suas ações são negociadas em Bolsa de Valores e qualquer pessoa interessada, inclusive você, pode se tornar sócio (proprietário) de uma fração dessa empresa.

Quando possui capital fechado, suas ações estão com os próprios sócios fundadores da empresa e não são negociadas na Bolsa. Agora que você já sabe o que é uma ação, quero te apresentar algumas características das ações.

Ações: Principais Características

Os dois principais tipos de ações são: as ordinárias (ONs) e as preferenciais (PNs).

As ações ordinárias são representadas na BM&F BOVESPA pela sigla 3, por exemplo: PETR3 (ações ordinárias da Petrobrás) ou VALE3 (ações ordinárias da Vale).

Enquanto isso, as ações preferenciais são representadas pela sigla 4 ou 5, por exemplo: PETR4 (ações preferenciais da Petrobrás) ou VALE5 (ações preferenciais da Vale).

A grande diferença entre elas é que as ONs dão direito ao acionista de votar nas assembleias da empresa, ou seja, conferem ao investidor direito de participar nas decisões da empresa.

Já as PNs não conferem esse direito ao acionista, porém possuem preferência no recebimento dos proventos ou reembolso do capital em caso de liquidação da empresa.

Porém, sempre vale lembrar, que mesmo o acionista preferencial somente receberá algo de volta em caso de falência da empresa após receberem o fiscal, o trabalhista e os credores, incluindo os debenturistas (leia também o artigo “Debêntures Incentivadas: pode ser a melhor escolha para seus investimentos.“)

As ações ainda podem ser subdivididas em diversas classes, por exemplo as “units” que são compostas por ações ON e PN ao mesmo tempo, representadas pelo número 11 (SANB11, KLBN11, BBTG11, etc), mas não entrarei nesse detalhe neste artigo.

Será que investir na bolsa de valores é bom mesmo?

wall street

Agora que você já sabe o que são as ações, fica um pouco mais fácil analisar se vale a pena investir nelas.

Porém, a grande verdade é que não existe uma resposta correta para essa pergunta. Vai depender do perfil de investidor de cada um.

Antes de responder, quero contar a história real de um investidor em ações que conheci. Esse investidor nunca tinha negociado ações e resolveu começar, formando uma carteira (um portfólio com diversas ações) de pouco mais de 300 mil reais.

Acontece que ele comprou essas ações em um momento muito turbulento tanto para a economia como para a política brasileira. Como consequência, em pouco mais de 3 meses ele acumulava perda de quase 60% do valor investido, ou seja, restaram pouco mais que 140 mil reais.

Acontece que esse investidor estudou as ações, junto com o seu assessor de investimentos, antes de comprá-las. E ele escolheu ações de empresas grandes, que geram resultado e distribuem parte do lucro (dividendos), as chamadas “Blue Chips”.

Por isso, ele estava confiante que em algum momento essas ações se recuperariam. Passados mais 6 meses, além de recuperar toda a perda, a carteira de ações desse investidor dobrou e valia mais de 600 mil reais, 9 meses após iniciar os investimentos com ações.

Resumindo, sem dúvida, para investidores que aceitam tomar mais risco em busca de retornos expressivos, não há melhor investimento que as ações.

Volatilidade

Acontece que as ações são muito voláteis, ou seja, oscilam muito, tanto para cima como para baixo. Por isso, qualquer reviravolta na economia, tanto no cenário de melhora como no de piora, provoca muito comentário a respeito dos investimentos em ações.

Hora se ganha muito, hora se perde muito! E isso rapidamente se espalha nas “rodinhas de bate papo” entre as pessoas e por isso, desperta tanto interesse como medo.

Recordando o passado

Quero convidá-lo a recordar um pouco do passado, voltando ao ano de 2004. Nessa época, quem comprou ação de quase qualquer empresa ou setor da economia e segurou até 2007, ganhou muito dinheiro. O valor de muitas ações multiplicou por 3, 4 ou até 10 vezes, como foi o caso das ações atreladas as commodities (minério de ferro, petróleo, etc) impulsionadas pela forte demanda chinesa.

Só para você poder comparar, investimentos em renda fixa pagando (rendendo) 100% do CDI (que é o que paga o Tesouro Selic), renderam 78% entre janeiro de 2004 e dezembro de 2007. Isso significa uma valorização de 1,78 vezes, enquanto que na bolsa, alguns investidores conseguiram ganhos, conforme citei acima, de 3, 4, 10 vezes.

Day trade

Usando agora um período mais curto, em média, pode-se esperar um rendimento pouco acima de 10% ao ano investindo em renda fixa. Na bolsa, não raramente, pode-se ganhar esses mesmos 10%, as vezes até mais, em um único dia (fazendo operação de day trade, quando o investidor compra e vende a mesma ação no mesmo dia).

E então, investir em ações parece interessante para você?

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Movimento de alta e baixa

Por outro lado, quem chegou no fim do movimento de alta (valorização) e comprou ações no início de 2008, logo antes da grande crise mundial, perdeu muito dinheiro. No entanto, as ações voltaram a se valorizar muito forte e rápido já em 2009.

Porém, quem não as vendeu, perdeu muito dinheiro com a crise da economia brasileira que se iniciou em 2014 e se estendeu até 2016. E dessa vez, será que a retomada será tão rápida como em 2009? Ninguém sabe!

Isso fazendo uma análise generalista. Claro que alguns setores acabam se salvando e caminhando na contramão. E é sempre assim. Sempre foi e, provavelmente, continuará sendo.

Em resumo, investir em ação pode ser muito bom ou muito ruim ao mesmo tempo. O sucesso vai depender do momento certo na compra das ações, conhecido como “timing” entre os profissionais do mercado financeiro.

Resumindo, fazer a escolha certa (qual ação) e no momento certo.

Agora refaço a pergunta acima: investir em ações parece interessante a você?

Parece difícil? Por isso existem os assessores de investimentos que poderão te auxiliar com isso! Se você quiser uma consulta gratuita com um assessor de investimentos de minha confiança, basta solicitar aqui!

Será que investir em ações custa caro?

quanto custa investir em ações na Bolsa de Valores

A primeira coisa que você precisa antes de investir em ações é abrir conta em uma corretora de valores. Isso não tem nenhum custo.

Porém, a partir do momento que você tenha em sua carteira de investimentos uma ação ou uma “cesta de ações”, a corretora pode ou não cobrar uma taxa de custódia. Essa taxa não costuma ser cara, mas enfim, pode ou não ser cobrada e varia bastante entre as corretoras. Sob esse aspecto, sugiro você pesquisar antes de escolher uma corretora para investir em ações.

Escolhendo uma corretora onde investir

Escrevi um artigo que fornece o passo a passo prático, um roteiro para desbancarizar, deixar o seu banco e começar a investir de verdade, com cautela e discernimento. Neste artigo, há uma seção que ensina como escolher uma corretora de valores.

Algumas corretoras só cobram a taxa de custódia caso o investidor não realize um número específico de operações, normalmente 3 por mês.

Enfim, não existe uma regra específica sobre o valor e quando é cobrada a taxa de custódia, cabe ao investidor pesquisar.

Neste link, você encontrará diversas corretoras registradas na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Taxas

Outros custos para investir em ações são as taxas de corretagem, os emolumentos, a taxa de liquidação e taxa de registro.

Com exceção da corretagem, as demais taxas são cobradas pela própria bolsa de valores, ou seja, pela BM&FBOVESPA, então é padrão em todas as corretoras e não é possível obter descontos.

Apesar de parecer muita coisa, essas taxas costumam ser bem baixas e não é isso que prejudicará o investimento em ações. Já a taxa de corretagem é definida por cada corretora.

Basicamente, existem duas formas de cobrança:

  • taxa de corretagem fixa por ordem ou,
  • taxa de corretagem variável (é cobrado um percentual sobre o montante total da operação, ou seja, sobre o volume transacionado).

A taxa de corretagem fixa é definida por cada corretora e pode variar muito. Normalmente, a taxa fixa só é aceita para operações realizadas pelo próprio cliente, através do sistema eletrônico disponibilizado pela corretora para negociar ações, conhecido por “home broker”. Ou seja, é um valor fixo por ordem, independentemente do seu montante (valor transacionado).

Já a taxa de corretagem variável, é um percentual do valor da ordem (montante negociado) que pode ser acrescido por uma taxa fixa, que foi proposta pela BMF&BOVESPA no ano 2000 e permanece a mesma até hoje, conforme segue:

tabela corretagem em açõesObserve que cada ordem terá um valor de corretagem diferente, conforme o montante (valor ou volume) negociado.

A grande maioria das corretoras permite aos clientes escolherem se querem ser cobrados através da tabela fixa ou tabela variável. Fica a seu critério.

Entre elas, não existe melhor ou pior. Vai depender caso a caso. Veja alguns pontos.

Quando você opera através da tabela variável, cada ordem gera uma cobrança cujo valor o investidor conhece antecipadamente, por exemplo, 15 reais por ordem.

Suponha que esse cliente em um determinado dia comprou 1.000 ações de uma empresa qualquer, porém, ao invés de adquirir as 1.000 ações de uma só vez, preferiu comprar de 100 em 100 lotes (100 é o lote padrão adotado pela BM&FBOVESPA) para fazer um preço médio. Nesse caso, ele pagará 150,00 reais de corretagem (10 x R$15,00).

Suponha agora que outro investidor comprou exatamente as mesmas ações, tudo de uma só vez, para economizar na corretagem. Ele pagará apenas R$15,00 reais pelas 1.000 ações.

Agora suponha que fazendo um preço médio, o primeiro investidor conseguiu comprar as 1.000 ações por R$10,00. Dado que ele gastou R$150,00 de corretagem, logo, pagará R$10.150,00 pelas 1.000 ações. Já ao adquirir as 1.000 ações de uma só vez, o segundo investidor pagou R$10,25 por ação, logo gastou R$10.250,00 nas ações + R$15,00 de corretagem, somando R$10.265,00.

Resumindo, a escolha da melhor forma de cobrança de corretagem depende da forma e da estratégia de investimento de cada investidor.

Aplicando esse mesmo exemplo na tabela variável de corretagem, o investidor gastaria 1.000 x R$10,00 = R$10.000,00. Corretagem = R$10.000,00 x 0,5% + R$25,21 = R$ 75,21.

Diferentemente, se a compra fosse de 10.000 ações nas mesmas condições, mas agora operando lotes de 1.000 em 1.000, na corretagem fixa ficaria exatamente a mesma coisa (R$150,00). Na variável ficaria: R$100.000,00 x 0,5% = R$500,00 + R$25,21 = R$525,21.

Novamente, tudo depende da estratégia e do perfil de operações de cada investidor.

Assessoria de investimentos ajuda como?

Porém, muito mais importante do que decidir entre a tabela fixa ou a variável de corretagem, é a decisão do investidor entre operar ações (comprar e/ou vender) sozinho ou com a ajuda de um assessor de investimentos.

Com ajuda profissional o investidor nem terá escolha. A corretagem será variável. Mas antes reflita sobre a seguinte questão.

Mesmo que você faça contas e chegue à conclusão de que a corretagem fixa é mais vantajosa, você nunca saberá o que está deixando de ganhar operando com ajuda profissional.

Suponha que você esteja no horário de almoço do trabalho e o seu assessor de investimentos te ligue informando sobre um movimento atípico em alguma ação que você tenha dinheiro investido e te auxilie a vendê-la melhor do que você faria sozinho.

Suponha que essa ajuda do assessor tenha feito você economizar R$0,50 centavos por ação. No exemplo acima, você teria ganhado R$ 500,00 a mais, o suficiente para cobrir todo o custo de corretagem nas próximas 3 operações iguais a essa, supondo o caso para 1.000 ações. Ou mesmo a próxima operação, supondo o caso de 10.000,00 ações.

Outro ponto importante saber é que, mesmo sobre a tabela variável, é possível obter descontos. Nesse caso, o desconto deverá ser negociado entre você e o seu assessor de investimentos.

Mas saiba que mesmo o assessor é limitado pelas corretoras quanto ao máximo de desconto permitido. Conforme o montante médio que o cliente movimente mensalmente em ações, as vezes é possível conseguir descontos que variam de 10% a 75% em geral.

Por outro lado, pense que o assessor é um profissional que entende muito do mercado de ações, está constantemente atualizado sobre as notícias de cada empresa listada na bolsa, lê o balanço e acompanha a divulgação de resultado (lucro) dessas empresas.

Ele vai atrás de informações sobre qual empresa pretende comprar outra, sobre troca de diretores ou cargos fundamentais dentro das empresas, distribuições de lucro (dividendos e/ou juros sobre capital próprio), política, economia, etc.

Esse profissional não se sentirá valorizado nem ficará feliz em conceder descontos. Logo, use o bom senso e saiba valorizar o assessor de investimentos. Numa dessas, caso ele se esqueça de você ao convidar outros clientes para entrar em uma operação vencedora, o barato pode sair caro.

Conheça neste artigo 4 razões para ter uma assessor de investimentos.

Por último, operar (comprar e vender) ações é um serviço, claro! E como em qualquer outro mercado, por exemplo, um bom médico, um bom advogado, qualquer bom especialista tende a ser mais caro que um que está começando. Vai de você o que prefere.

Será que investir em ações é só para quem é muito rico?

Muitas pessoas tem a impressão que investir em ações é só para os ricos. Está errado!

Qualquer um pode investir em ações. O que recomendo é, salvo exceções ou pessoas que já conhecem bem esse mercado, evitar ultrapassar 30% da sua reserva financeira para investimentos na bolsa de valores.

Levando isso em conta, muitas ações listadas na BM&FBOVESPA valem algo entre R$10,00 e R$30,00. Claro que algumas valem menos de R$1,00 e outras mais que R$100,00, mas novamente estou falando da média. Supondo um lote padrão = 100 ações, com R$1.000,00 ou R$3.000,00 já é possível investir em ações.

Lembro ainda que o investidor não é obrigado a negociar o lote padrão, ele pode comprar ou vender ações também no mercado fracionário, onde se negocia de 1 em 1 ação.

Por outro lado, tenha em mente que quanto menor o valor negociado, mais caro proporcionalmente serão os custos de transação (corretagem, emolumentos, etc). Por isso, para valores muito pequenos não é recomendado investir em ações. A partir de R$10 mil já dá para começar e fazer valer a pena.

Será que é difícil investir em ações na bolsa valores?

estrategias para investir em ações na bolsa de valoresDepende! Para quem utiliza ajuda profissional, nem precisa se preocupar com isso.

Para aqueles que preferem operar sozinhos, o processo propriamente dito ou a ação de comprar e/ou vender ações é extremamente simples e qualquer um consegue sem muito esforço. Hoje em dia os sistemas de negociação eletrônicos (“home brokers”) já deixam o processo muito fácil.

Porém, a escolha das ações mais interessantes (“baratas”) para comprar e/ou com mais perspectiva de valorização é extremamente difícil. Mais difícil ainda é acertar o momento certo para investir em determinada empresa ou setor da economia, o “timing”.

Macro e micro economia

O que acontece é que os profissionais do mercado financeiro antecipam os movimentos macro e microeconômicos, políticos e etc.

Por exemplo, o Banco Central do Brasil anuncia que irá reduzir a taxa de juros básica da economia. Você sai logo comprando ações, pois percebe que outras aplicações em renda fixa, irão render menos de agora em diante e, por isso, as ações tendem a valorizar.

Muito provavelmente, os profissionais do mercado financeiro já compraram essas ações muito antes do aviso do Banco Central e a chance de você errar é muito grande.

Ou seja, o valor das ações hoje já reflete a situação atual da empresa, do setor e do país e também as expectativas para o futuro.

Resumindo, operar (comprar ou vender) é fácil. Ganhar dinheiro investindo em ações por conta própria é muito difícil. Se você deseja saber mais sobre como ganhar dinheiro com investimentos financeiros não deixe de ler também este artigo.

Porém, existem milhares de corretores no mercado. Basta ir atrás e solicitar ajuda de um ou, melhor ainda, de um assessor de investimentos: nos Estado Unidos uma profissão tão comum como um médico, um advogado ou um contador e que hoje começa a crescer muito no Brasil.

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Será que investir em ações toma muito tempo? (Afinal quase não tenho tempo para mais nada).

Sem dúvida. Investir em ações não é como investir na poupança, num CDB ou num fundo DI.

Ao comprar ações o investidor deverá estar disposto a acompanhá-las e, principalmente, acompanhar as notícias do mercado financeiro. Conforme citei acima, saiba que tanto a política como a economia, tanto local como mundial, afetam diariamente o valor das ações.

Diariamente surgem notícias de uma empresa querendo comprar outra. Ou sobre o resultado esperado do balanço de uma empresa, que pode ser melhor ou aquém das expectativas. Ou sobre um determinado setor da economia, que pode obter um benefício fiscal ou mesmo sofrer uma tributação adicional.

No campo político, constantemente surgem boatos sobre privatizações, sobre onerações ou desonerações para um determinado setor da economia, etc.

Enfim, tudo isso mexe muito com o valor das ações. Estar atento as oportunidades tanto de compra como de venda é tão importante quanto escolher a ação certa no segmento certo. Por isso, se você não está disposto a isso, sugiro delegar essa tarefa a um assessor de investimentos.

Será que investir em ações é muito arriscado?

Depende! Primeiro é preciso entender qual tipo de risco que estamos falando. Basicamente existem dois tipos de risco no mercado financeiro: o risco de crédito e o risco de volatilidade.

  • Risco de crédito é o risco de um devedor não honrar seus compromissos. Ou seja, é tudo ou nada, salvo exceções. Esse é um risco muito mais analisado nos títulos de renda fixa, principalmente de crédito privado (os mais comuns são CRIs, CRAs e debêntures – veja artigo!). Então, o investidor não “sentirá” oscilações na rentabilidade desses produtos, pois eles rendem juros ou valorizam de forma mais constante (baixa volatilidade), mas quando dá errado, o investidor perde tudo.
  • Já o risco de volatilidade se refere a oscilação quanto ao rendimento e/ou pagamento de juros. Isso significa que em um mês o investimento pode render muito e no mês seguinte pode até dar prejuízo. Ou seja, investimentos que oferecem muita variação, são investimentos voláteis. Dentre os ativos de maior volatilidade no mercado financeiro estão as ações. Porém, em média e no longo prazo, as ações também oferecem maior rentabilidade que as demais classes de ativos financeiros.

As figuras abaixo ilustram o risco de volatilidade, ou seja, a intensidade de oscilação em relação ao CDI.

Nesse exemplo, utilizo um fundo de investimento conservador (baixa volatilidade – cor azul), outro fundo moderado (média volatilidade – cor verde) e, por fim, um fundo agressivo (alta volatilidade – cor amarela) em relação ao CDI (cor vermelha) que é a remuneração oferecida pelo Tesouro Nacional (Tesouro Selic).

A primeira figura ilustra a rentabilidade desses 3 fundos ao longo do tempo. Veja que quanto maior a volatilidade (risco de oscilação), maior o retorno (rendimento) do investimento no final. Porém, no início, maior foi a perda. Repare que o fundo conservador é quase que uma linha colada ao CDI, enquanto que o fundo agressivo descola muito da linha vermelha.

A segunda figura ilustra um gráfico da relação risco/retorno desses investimentos.

Resumindo, ações apresentam maior volatilidade (risco), porém possibilitam retornos imensamente maiores.

rentabilidade em açõesPois então, investimentos em ações podem apresentar ambos os riscos, tanto de crédito como de volatilidade, principalmente quando o investidor compra ações de empresas novas, ainda não operacionais (que ainda não geram resultado) e que não passam de grandes promessas ou apostas: as chamadas Startups.

Elas apresentam altíssima volatilidade e alto risco de crédito, mas em contrapartida, supervalorização quando a aposta da certo. Por exemplo, as empresas do “Grupo X” do empresário Eike Batista.

Já as ações de empresas maduras, que geram caixa, de grande porte e que distribuem aos acionistas parte do resultado, os chamados proventos (dividendos, juros sobre capital próprio, etc), apresentam baixíssimo risco de crédito, porém alta volatilidade. São as chamadas “Blue Chips”.

Por exemplo, as gigantes Petrobrás e Vale, os grandes bancos nacionais, outras gigantes do varejo e consumo como Ambev, Pão de Açúcar, etc.

O meio termo são ações de empresas de médio porte, já operacionais e que geram resultado, porém menos robustas que as Blue Chips. São as chamadas “Small Caps”.

Essas ações tendem a apresentar tanto volatilidade como risco de crédito intermediário. Em contrapartida, costumam oferecer maior valorização que as “Blue Chips” e menor que as “Startups”.

Então repare que, salvo no caso das “Startups”, dificilmente o investidor em ações perderá todo o capital investido, mesmo no caso de uma queda forte da bolsa de valores. Ele poderá sim perder bastante, por exemplo, 30%, 40% ou até mais. Porém, dificilmente tudo.

Muitas pessoas menos esclarecidas sobre o assunto, apenas acompanhando o noticiário econômico, que costuma dramatizar os movimentos de alta e baixa na bolsa de valores, pensam que investir em ações significa dobrar o capital ou perder tudo em poucos dias.

A verdade não é bem essa. Existem sim oscilações fortes, superiores a 40% do capital investido, tanto para cima como para baixo, mas tudo ou nada é exagerado.

Além disso, um “operador de bolsa” (que também pode ser um assessor de investimentos) experiente, conhece algumas ferramentas de proteção para limitar as perdas, através de “stop loss” (limitadores de perda), travas com derivativos, etc (assunto para outro artigo). Basta buscar ajuda profissional!

Agora que você já sabe das oportunidades do mercado de ações, quer fazer uma consulta gratuita com um assessor de investimentos de minha confiança?

Será que tenho perfil para investir em ações?

Essa é uma das perguntas que mais escuto. Muitos investidores, mesmo depois de se informarem a respeito de como funciona investimentos em ações, têm vontade de experimentar, mas continuam receosos.

Isso acontece, na maioria das vezes, porque não se deram conta de que investir no mercado financeiro, seja em renda fixa, seja em renda variável, não depende de uma única decisão de investimento, mas de uma carteira de investimentos como um todo.

Se você passar a enxergar seus investimentos financeiros como uma carteira diversificada, então, provavelmente, haverá espaço para investir em ações.

A literatura recomenda, e eu corroboro, investir entre 10% e 30% do patrimônio financeiro em ações. Essa fração vai depender do perfil de cada um. Minha sugestão é não ultrapassar o seu limite de conforto.

Investimentos financeiros, seja em ações, seja qualquer outro, não devem atrapalhar o seu sono. Pelo contrário, devem te fazer sentir cada vez mais próximo de uma conquista, de um sonho, enfim, do que você busca.

Para saber mais, sugiro que leia um artigo que escrevi sobre esse tema: Como ganhar dinheiro com investimentos financeiros

Então, encontre uma fração do seu capital que não lhe fará falta no curto prazo e não se preocupe em investir em ações. Se no início for mal e você perder dinheiro, muito provavelmente, caso não se desespere, no longo prazo colherá bons frutos pela sua ousadia.

Mas para isso, salvo se você já conhece e tem bastante experiência, tome cuidado para não ultrapassar a fração que te tire da zona de conforto.

Evite ultrapassar 30% do seu capital. Na dúvida, comece menor e vá aumentando a fração da sua carteira de ações em relação ao seu capital investido como um todo a medida que ganhar confiança.

Como faço para investir na Bolsa de Valores? Como posso investir em ações? O que preciso fazer para começar a investir em ações?

Muito simples! Basta abrir uma conta em qualquer corretora de valores. Na verdade, qualquer pessoa pode negociar títulos através da Bolsa de Valores, desde que tenha uma conta em uma corretora de títulos e valores mobiliários.

Muitas pessoas pensam que através dos bancos também é possível negociar na Bolsa. Isso não é verdade. O que ocorre de fato é que, muitas vezes sem saber, o banco providencia uma conta em sua própria corretora para o cliente. E aí sim, através da corretora do banco, ele terá acesso a Bolsa de Valores.

A única forma de ter acesso a Bolsa de Valores é através de uma corretora de valores, seja uma corretora de banco, seja uma corretora independente, tanto faz.

Por definição, a corretora de valores é o intermediário entre os investidores (pessoas física e/ou jurídica) e as instituições financeiras, incluindo a Bolsa de Valores, os bancos, as financeiras, as assets e o Tesouro Nacional.

Abrir conta numa corretora

Atualmente, abrir conta em uma corretora é muito simples e gratuito. Muitas delas oferecem cadastro online, onde em poucos minutos o investidor se torna cliente de uma corretora de valores.

Pode acreditar, se você parar agora que leu isso e ligar para uma corretora que tenha sistema online de abertura de conta ou para um assessor de investimentos, em menos de 10 minutos já terá sua conta aberta e em menos de meia hora já poderá comprar e vender ações. Melhor ainda, muitas delas também não cobram absolutamente nada de seus clientes.

Conclusão

Investir em ações, é tentador. As enormes oportunidades oferecidas na bolsa de valores podem fascinar muitos investidores.

Provavelmente você entende a dinâmica de comprar ações, esperar sua valorização e vender com preços acima do que comprou, realizando lucros. Isso parece bem simples, não é?

Porém, acertar os movimentos do mercado, decidir quais ações comprar e o momento certo de comprar ou vender, é uma atividade enormemente complexa.

Neste artigo respondo as 14 dúvidas mais questionadas pelos leitores sobre a bolsa de valores e procuro trazer dicas valiosas para quem já investe em ações ou para quem quer conhecer mais sobre ações.

E então? Gostou da leitura? Está se sentindo mais preparado para investir em ações? – compartilhe este artigo com seus amigos :)

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Sobre o autor

Daniel Guedine

Daniel Guedine é empreendedor, autor e co-fundador do Caminho para Riqueza, clique para ler mais...