Quer aumentar o seu patrimônio? Entenda como funcionam os fundos de investimento!

Utilizar o seu dinheiro de forma saudável e inteligente pode não ser a mais fácil das tarefas. Escolher os melhores ativos, sendo fundos de investimento ou não, para alocar o seu dinheiro implica, antes de tudo, em destinar boa parte do seu tempo a adquirir o conhecimento necessário sobre o mercado e suas tecnologias.

Afinal, é essa falta de tempo e de conhecimento por parte de muitos investidores que faz com que os gerentes dos bancos tenham preferência e credibilidade quando o assunto é investir. Contudo, a impossibilidade de se dedicar deixa de ser motivo para não utilizar melhor o seu capital quando os fundos de investimento existem exatamente para resolver esses problemas.

Eles representam uma ótima oportunidade de facilitar a vida dos investidores e, por isso, conhecer esses fundos é essencial para você que quer alcançar a prosperidade financeira!

Entenda, a seguir, como eles funcionam e quais são os tipos de fundos existentes!

O que são os fundos de investimento?

Fundos de Investimento (FI) são instituições que reúnem investidores e aplicam recursos em determinados ativos (mobiliários, de outros fundos ou imobiliários) na intenção de obter rendimentos.

Existem diversas modalidades de FIs, sendo que cada uma tem sua própria política de investimento e suas regulamentações — cada uma é destinada a perfis específicos de investidores. Os fundos são regulamentados pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM), que é um órgão governamental ligado ao Ministério da Fazenda.

Como essa forma de investimento funciona?

Os fundos de investimento trabalham com o sistema de cotas. Ao investir dinheiro num fundo, você passa a ser portador de cotas que correspondem ao valor aplicado. Portanto, todos os investidores que aplicam capital em um FI são “cotistas”.

Com esse recurso capitalizado, o gestor do fundo — que é quem se compromete a estudar o mercado e escolher as melhores opções no momento — faz as aplicações nas modalidades atuantes daquele fundo e distribui os rendimentos. Ou seja, os riscos e os lucros são distribuídos igualmente entre todas as cotas que compõem um FI.

Entendendo as cotas

O valor de cada cota é calculado com base no patrimônio atual daquele determinado fundo, dividido pela quantidade de cotas existentes. O patrimônio de um fundo é a soma de todos os recursos aplicados pelos investidores.

Se você investe R$ 5 mil em um FI que tem R$ 100 mil de patrimônio e mil cotas, por exemplo, isso quer dizer que cada cota vale R$ 100 naquele momento — com R$ 5 mil, você adquire 50 cotas. Quando os rendimentos forem obtidos, você receberá o equivalente a 50 vezes o valor que cada cota do fundo recebe.

O valor das cotas é atualizado diariamente e sua quantidade só aumenta ou diminui com novas aplicações, resgates ou por meio do “come-cotas”.

Quero aplicar em FIs, o que preciso saber?

Investir em FIs (fundos de investimentos) requer o conhecimento de alguns termos, que são:

  • aplicação mínima: valor mínimo para investir pela primeira vez num fundo. Geralmente, os valores partem de R$ 100;
  • saldo mínimo investido: é um valor mínimo obrigatório que deve ser deixado aplicado no fundo para permanecer como cotista;
  • resgate: é a operação de transformar os recursos adquiridos em dinheiro e transferi-lo para a sua conta, eliminando as cotas correspondentes ao valor resgatado;
  • aplicação adicional: limite determinado para novas aplicações;
  • aporte: é a conversão de dinheiro em cotas (aplicação) ou vice-versa (resgate).
  • prazo de cotização: é o tempo que o fundo leva para realizar o aporte, geralmente contado em dias úteis;
  • benchmark: parâmetro de performance mínima do fundo que utiliza algum indicador como referência (CDI, Ibovespa, IPCA, etc).

Quais tipos de fundos existem?

Os FIs são divididos em siglas que representam suas atividades no mercado. Conhecê-las facilita muito na hora de decidir em qual fundo investir.

FIA

Fundos de Investimento em Ações são aqueles que direcionam, pelo menos, 67% da carteira para a aplicação em ações negociadas na bolsa de valores ou em mercados de balcões organizados.

FIC

Sigla para Fundos de Investimento em Cotas (ou Fundos de Fundos). São as instituições que compram cotas de outros FIs.

REF

Os FIs Referenciados investem, no mínimo, 97% dos seus recursos em títulos ou operações que acompanham indicadores específicos de desempenho escolhidos. Esses fundos podem acompanhar a taxa Selic, a inflação ou o CDI, por exemplo.

FIM

Os Fundos de Investimento em Multimercados são os mais variáveis entre si, pois cada fundo tem sua própria característica de performance, risco e liquidez, podendo realizar aplicações em diversos ativos do mercado (renda fixa, variável, câmbio) para conseguir a rentabilidade desejada.

CP

Fundos de Curto Prazo são aqueles que aplicam em títulos federais, títulos pré-fixados, indexados à taxa Selic, CDI ou em índices similares.

RF

A sigla é destinada aos fundos de Renda Fixa, uma modalidade que destina 80% da carteira, no mínimo, para aplicações em ativos relacionados à variação da taxa de juros ou a um índice de inflação.

Cambiais

São FIs que buscam rentabilidade nas operações com a variação de preço das moedas estrangeiras ou cupom cambial. Devem direcionar pelo menos 80% dos recursos para esses ativos.

Dívida Externa

A última modalidade se refere aos fundos que aplicam em títulos de dívida externa, que são de responsabilidade da União e que destinam, no mínimo, 80% de sua carteira para essa atividade.

Quais são as taxas e tributos envolvidos?

Essa questão merece o maior cuidado no momento de escolher um fundo. Dependendo dos encargos cobrados, todo o seu rendimento será corroído e esse investimento poderá não valer a pena.

Os FIs costumam cobrar as seguintes taxas:

Taxa de administração

É o valor recolhido para pagar todos os serviços envolvidos em um fundo (administração, gestão e distribuição).

Taxa de Performance

É o percentual coletado pelo gestor sobre os ganhos que ultrapassaram o benchmark e serve como forma de remuneração pelo bom trabalho.

Conhecidas as taxas, vamos aos tributos:

Imposto de Renda

O IR é calculado sobre o ganho em aplicações financeiras de pessoas físicas e jurídicas, exceto em alguns casos. Para os efeitos do IR, os FIs (fundos de investimento) são divididos em três categorias, e para cada categoria, há uma alíquota diferente:

  • fundos de curto prazo: 22,5% de IR até 180 dias e 20% após esse período;
  • fundos de longo prazo: 22,5% de IR até 180 dias, que diminui até chegar a 15% quando ultrapassa 720 dias.
  • fundos de ações: para qualquer prazo, o IR incide com uma alíquota de 15%.

IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)

O Imposto sobre Operações Financeiras só é cobrado quando há resgate antes do prazo de 30 dias. A alíquota inicial é de 96% e vai diminuindo conforme o tempo de permanência do investimento, até chegar a 0%.

Come-Cotas

O famoso “come-cotas” é responsável por retirar parte das cotas dos investidores. A cada seis meses, em maio e em novembro, o governo recolhe o IR sobre os investimentos do fundo.

Contudo, ele sempre cobra a alíquota mínima daquele fundo, e quando você paga o IR sobre o seu ganho, apenas será cobrada a diferença entre a porcentagem que incide sobre o seu tempo de permanência e aquela já recolhida. Os FIs em Ações e outros fundos estruturados são os únicos que possuem isenção desse recolhimento.

Regulamentos

O regulamento de um fundo é onde está claramente estabelecida a sua política de investimento, bem como todas as demais regras — como os valores mínimos de aplicação e resgate, prazos e riscos.

É importante conferir tais detalhes para ter certeza de que o FI se encaixa no seu perfil de investidor e atende às suas expectativas.

Como você pôde perceber, fundos de investimento não são tão complicados. Todo esse conhecimento pode ajudar você a poupar muito tempo, eliminando a necessidade de ficar atento ao mercado e estudando cada tipo de aplicação disponível.

No entanto, tal facilidade vem com custos, que são as taxas cobradas pelos serviços. Lembre-se: fundos diferentes possuem taxas, tributos, riscos e regras diferentes! Estude bem cada um e escolha com sabedoria!

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Caminho para Riqueza

Por Caminho para Riqueza

Caminho para Riqueza é um blog de educação focado em investimentos financeiros.

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