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Porque devemos aprender com Findhorn?

O que há para aprender com Finhorn, fundado na década de 60, nestes tempos de quarentena e coronavírus? Saiba um pouco mais sobre Dorothy Maclean e a sua abordagem extremamente inovadora em comunicação.

Findhorn, década de 60

Em 2010 li o livro de uma das fundadoras de Findhorn. Ela e mais três pessoas fundaram na década de 60 uma organização emblemática que pensava a relação com a natureza de uma forma harmônica e inovadora, até aquele momento. O lado visionário da história é que essa mulher era capaz de se comunicar com o reino vegetal, assim como ela se comunicava com o reino humano. Eu não estou de sacanagem, tente acompanhar e por fim verá que não é mais estranho do que o que está acontecendo agora com a quarentena e a crise mundial do coronavírus.

A comunicação moderna tem-se desenvolvido de um modo maravilhoso e bastante rápido no âmbito físico e tecnológico, mas outras formas de comunicação, mais profundas e sutis, permanecem inexploradas.
(Dorothy Maclean)

E para concluir esse raciocínio, Dorothy afirma acerca da importância de começar o quanto antes a usar essas formas mais profundas de comunicação.

Comunicação sutil

Quanto a esses tipos de comunicações sutis podemos ir mais a fundo com algumas leituras em livros de Helena Blavatsky ou Rudolf Steiner, e muitos outros. Porém, Dorothy Maclean se refere especificamente a comunicação sutil, no caso telepática, com a gerencia do organismo responsável pela estruturação dos elementos vegetais, que faziam parte de uma área específica que ela e seu grupo estavam atuando, em findhorn na Escócia. Eis o que ela diz:

Prova concreta disto (comunicação sutil) ocorreu numa horta de Findhorn, que se tornou a base para a criação da Comunidade de Findhorn. Essa horta foi plantada na areia, em condições pouco propícias ao cultivo de qualquer outra coisa que não fossem os agrestes arbustos escoceses, que requerem pouca umidade e nutrição. Mas, através de meu contacto telepático com os seres angélicos que supervisionam e dirigem o crescimento vegetal, recebi instruções específicas e assistência espiritual. A horta que disso resultou, e que veio a incluir até variedades de plantas tropicais, foi tão impressionante por seu crescimento e vitalidade que alguns peritos no estudo de solos e horticultures, que nos visitaram, se viram incapazes de encontrar explicação para o fenômeno no âmbito dos métodos conhecidos da economia orgânica e tiveram de aceitar a interpretação não ortodoxa do auxílio dos anjos.
(Dorothy Maclean)

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O desenvolvimento alcançado por Dorothy

Se alguém já pesquisou onde fica Findhorn, talvez entenda a aspereza deste relato e o quão incomum possa parecer o que de fato fizeram, pois ela obteve resultados, que foram checados. Não houve fantasia dela ali. Vários outros livros foram escritos a respeito, de pontos de vista de pessoas que viram o que estava acontecendo em Findhorn nesta época. Estes peritos foram lá, mas voltaram de mãos abanando pois simplesmente não dava para reproduzir os métodos de Dorothy Maclean, eles exigiam o mesmo desenvolvimento espiritual que ela obteve.

E que perito queria isto? Buscavam um método pratico e físico, que pudessem reproduzir, e quem sabe vender, só que isso não era possível. Sendo assim Findhorn prosperou e pouquíssimos outros lugares no planeta conseguiram se tornar parecidos. Perelandra, Nature Institute do Craig e Henrike Holdrege e alguns outros, vários anos depois obtiveram conquistas parecidas a de Findhorn, todos eles percorrendo um caminho, que de certa forma, Dorothy Maclean ajudou a abrir.

Indo em frente

Bill Mollison e David Holmgren, atendendo a uma necessidade visível, só posso entender assim, estruturaram a Permacultura no início da década de 80 e com isso ajudaram a sistematizar diversos processos muito mais sábios e coerentes de comunicação e interação, com o meio em que vivemos e compartilhamos com inúmeros seres dos diversos reinos (animal, vegetal e mineral).

No Brasil do século XXI, anos 20, encontramos centenas, ou muito provavelmente milhares, de propriedades, sítios, fazendas e residências na cidade que se utilizam, em partes ou integralmente, da Permacultura. No meu entendimento, investir no aprendizado e prática da Permacultura hoje é um investimento na evolução “decente” da humanidade.

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Éverton Gaucho

Por Éverton Gaucho

Escreve sobre investimentos e tecnologia. É autor no site Caminho para Riqueza. Twitter: @EvertonCpR

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