A chegada aos 40 anos de idade é, sem dúvida, um marco na vida adulta. Essa etapa, durante a qual a vida costuma estar melhor estruturada, tanto em relação à carreira, como também no âmbito familiar, torna-se um momento oportuno para ganhar dinheiro com investimentos financeiros.

“Aos 20 anos reinará a vontade; aos 30, a sagacidade; aos 40, o bom-senso.”

A frase, atribuída a Benjamin Franklin, resume bem o despertar da maturidade. Afinal, diversos interesses comuns da juventude deixam de ter tanta importância aos 40 anos, como as festas, as aventuras, as aparências, etc.

Nesse cenário, a consolidação financeira, visando assegurar o conforto da família, adquire grande relevância. Para entender porque essa idade é ótima para começar a investir e conhecer alguns tipos de investimentos, continue a leitura!

Por que fazer investimentos financeiros aos 40 anos?

É provável que, a essa altura, muitos já tenham se casado (alguns até se divorciado), tenham filhos, carro e casa própria. Sendo assim, a estabilidade financeira e emocional tende a ser maior.

Caso tenham optado pelo caminho de empreender, também se tornaram corresponsáveis pelo sustento de outras famílias. Aos 40, também é comum já ter experimentado ciclos prósperos e também crises severas, o que estimula a maturidade — aspecto essencial para garantir investimentos planejados.

Apesar da estabilidade, é importe continuar pensando em objetivos futuros e na sua prosperidade financeira. Para ajudá-lo a estruturar o crescimento de seu patrimônio, reunimos aqui dicas valiosas de investimentos financeiros para começar aos 40 anos.

Confira quais são estes investimentod financeiros:

1. Tesouro direto

Aos 40 anos, investir em títulos públicos é uma boa alternativa. Afinal, ter o governo como credor reduz muito o risco de perdas. Comparado aos investimentos privados de renda fixa, o risco dos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional ainda é menor do que o de qualquer banco.

Isso se deve à incomparável capacidade do governo de geração de caixa, seja pelo aumento de impostos ou até mesmo pela emissão monetária. Sendo assim, é uma boa opção para quem valoriza segurança.

A seguir, veja outros motivos:

Praticidade

Muitos confundem o nome Tesouro Direto, que na verdade não se trata de uma aplicação, mas sim de uma ferramenta criada para facilitar o acesso aos diversos títulos.

Além disso, também é possível investir utilizando sistemas disponibilizados pelos bancos e corretoras, o que confere maior praticidade ao processo.

Variedade

Conheça os três principais títulos públicos:

  • Letra Financeira do Tesouro (LTF) – Conservador, é pós-fixado (acompanha) no CDI (Certificado de Depósito Interbancário);
  • Letra do Tesouro Nacional (LTN) – Pré-fixado, negociado com desconto e no vencimento vale R$ 1.000,00;
  • Nota do Tesouro Nacional (NTN) – Atrelado ao IPCA (inflação); oferece juros reais, já que remunera a inflação + taxa pré-fixada.

2. Fundos de investimento

Outra atitude recomendável para quem começa a investir aos 40 anos é a diversificação de investimentos. Afinal, quem nunca ouviu que não se deve colocar todos os ovos na mesma cesta, não é?

Os fundos de investimento funcionam de maneira similar ao que acontece em um condomínio: cada um é proprietário de sua unidade, mas são estabelecidas regras para o bem de todos.

Essas regras são registradas no Estatuto Social ou Regulamento do Fundo, em comum acordo entre os cotistas.

A seguir, saiba mais sobre alguns dos tipos de fundos:

  • Fundo referenciado (os chamados fundos DI): buscam superar o CDI investindo em produtos como os TPFs e qualquer título de renda fixa pós-fixado. É a classe de fundo mais conservadora.É uma boa opção para o investidor que não tem recursos suficientes para fazer uma carteira de CDBs, LCAs, LCIs, LCs e quer ficar exposto em juros pós-fixado;
  • Fundo de renda fixa: buscam superar o CDI investindo em produtos financeiros como CDBs, TPFs, debêntures, CRIs, CRAs, FIDCs dentre outros.Depois dos fundos referenciados, é a outra classe de fundos mais conservadora. É uma boa opção para o investidor que não tem recursos suficientes para fazer uma carteira de CDBs, TPFs, debêntures, CRIs, CRAs, FIDCs dentre outros e que ficar exposto em produtos de renda fixa mais sofisticados;
  • Fundo de ações: buscam superar o IBOVESPA investindo em produtos de renda variável como ações, opções, futuros etc. É uma classe de fundo de maior risco que as duas anteriores.É uma boa opção para o investidor que não tem recursos suficientes para fazer uma carteira de ações e quer estar exposto em renda variável (bolsa de valores);
  • Fundo cambial: buscam superar a desvalorização do real (ou alta do dólar) investindo em moedas. É uma classe de fundo de risco equivalente aos fundos de ações.É uma boa opção para o investidor que necessita proteção ou quer apostar na alta do dólar (desvalorização do real);
  • Fundo multimercado: são fundos que misturam os diversos produtos financeiros e podem dar um foco especial a qualquer uma das classes anteriores.Assim, existe fundo multimercado muito conservador (sem risco) até muito agressivo (arriscado). É uma boa opção para o investidor que não tem recursos suficientes para fazer uma carteira pulverizada nos diversos mercados anteriores e prefere deixar a gestão na mão de um profissional.
  • Fundos de Índices (ou Exchange Traded Funds – ETFs), que podem ser negociados na Bolsa de Valores e possibilitam adquirir uma cesta de ações na mesma operação. Neste vídeo Daniel Guedine fala em mais detalhes sobre ETFs;
  • Fundos de Investimento Imobiliário (FII), voltados a imóveis rurais ou urbanos, para fins comerciais ou de moradia. Assista este vídeo, 4 minutos somente, onde Daniel Guedine deixa uma rápida e esclarecedora orientação sobre este investimento.

3. Bolsa de Valores

Também há quem tenha chegado aos 40 mais propenso a fazer investimentos financeiros mais agressivos, como é o caso da Bolsa de Valores. Nesse tipo, os papéis das empresas de capital aberto variam conforme sua percepção de valor junto ao mercado.

Além dos componentes objetivos, como resultados e perspectivas para o setor, a Bolsa de Valores é afetada pelo humor dos investidores. Um simples boato pode gerar reações em cadeia, por exemplo.

Por outro lado, conhecendo bem a empresa e o setor no qual ela está inserida, é possível encontrar oportunidades muito generosas.

Os bancos e corretoras costumam disponibilizar ferramentas online conhecidas como “home brokers”. Nesses sistemas eletrônicos de negociação, é possível acompanhar a variação dos papéis e até mesmo realizar operações de compra e venda em tempo real.

Os itens que podem ser negociados na Bolsa de Valores são as ações de empresas de capital aberto e os títulos e valores mobiliários.

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4. Títulos de crédito privado

Por último, apresentamos um tipo de investimento que pode oferecer boa rentabilidade, sem estar sujeito a tantas incertezas — como acontece com ações: são os títulos de crédito privado.

Debêntures

As debêntures, resumidamente, são títulos de dívida nos quais o beneficiário do empréstimo não é uma instituição financeira. O contrato estabelece sua remuneração, que pode ser pré-fixada, híbrida ou pós-fixada.

Algumas debêntures podem ser convertidas em ações da empresa tomadora. Já as debêntures incentivadas são destinadas a projetos de infraestrutura e contam com isenção do imposto de renda (IR).

No caso das debêntures comuns, sua tributação incide de maneira inversamente proporcional ao período do investimento. Assim, uma aplicação mais duradoura paga alíquota menor.

CRA e CRI

Já os Certificados de Recebíveis, que podem ser voltados para o setor imobiliário (CRI) ou para o agronegócio (CRA), são títulos de renda fixa que geram um direito de crédito ao seu detentor. Sua principal finalidade é lastrear operações de crédito por meio da antecipação de recebíveis.

Por estimularem setores estratégicos da economia, os Certificados de Recebíveis são beneficiados com isenção do Imposto de Renda (IR) para pessoa física e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Sua remuneração é estabelecida de acordo com as principais taxas do mercado: IPCA (inflação), spread CDI, percentual do CDI ou pré-fixados.

Isenções Tributárias sim, FGC não

É importante salientar que, em contrapeso às isenções tributárias pelas quais são favorecidos, o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) e CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), bem como as debêntures, não possuem garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Normalmente, essas emissões oferecem “garantias reais” ao investidor, ou seja, ativos físicos das empresas emissoras, contratos comerciais, fianças bancárias, entre outras.

O que esperar de investimentos financeiros?

Pavimentar o caminho para a prosperidade financeira é uma responsabilidade de quem já atingiu a fase madura. Afinal, aos 40 anos, já se apresentam no horizonte necessidades como ter tranquilidade na aposentadoria, arcar com maiores despesas de saúde, prestar suporte financeiro aos filhos e netos, etc.

Fazer com que o capital acumulado até aqui possa obter melhor rentabilidade é uma atitude consciente. Assim, vale ressaltar que, para lidar com investimentos financeiros, é fundamental buscar informações e contar com aconselhamento especializado de uma assessoria de investimentos.

Agora que você entendeu a importância dos investimentos financeiros, continue avançando cada vez mais em sua educação financeira. Mantenha-se informado sobre riscos e oportunidades por meio da nossa newsletter! Cadastre seu e-mail!

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Caminho para Riqueza

Caminho para Riqueza é um blog de educação focado em investimentos financeiros.